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Para todos os gostos e bolsos: Fiat Topolino em 1937, Mercedes 540K no ano seguinte e Triumph TR2 em 1953, após intervalo pela guerra
 
 
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Classe e desempenho: o 166 Inter, primeiro Ferrari de rua em 1949; o 8V da Fiat em 1952 e o Jaguar E-type que brilhou no evento de 1961

 

Outro grande Mercedes com compressor, o 540 K, era atração em 1938: oito cilindros em linha, 5,4 litros, 180 cv, mais de 170 km/h — um devorador de asfalto para as autobahnen que Adolf Hitler havia mandado abrir pela Alemanha. No último evento antes da Segunda Guerra Mundial aparecia o Opel Kapitän, com estrutura monobloco e motor 2,5.

Retomado em 1947 em meio à recuperação física e econômica da Europa, o evento mostrava o inglês Bristol 400, um derivado do BMW 327 de antes do conflito, com motor de seis cilindros, 2,0 litros e 85 cv; e o italiano Maserati A6, seu primeiro modelo para uso em rua, com 1,5 litro, seis cilindros e 65 cv. Dois anos depois o público conferia o primeiro Ferrari não destinado apenas a competições: o 166 Inter, cupê ou conversível com linhas de Farina (só mais tarde se chamaria Pininfarina) e motor V12 de 2,0 litros com 115 cv. O alemão Borgward Hansa exibia-se com um recurso raro na época: caixa de câmbio automática.

Logo vinham modelos de diferentes categorias para renovar o mercado, como o Fiat 1400 em 1950, o Jaguar XK 120 em versão cupê em 1951 e o Fiat 8V (Otto Vu) no ano seguinte. De linhas imponentes, o 8V trazia motor V8 de apenas 2,0 litros e 115 cv — a Fiat nunca mais usaria essa configuração. Em 1953 a inglesa Triumph levava seu roadster TR2 com motor de 2,0 litros e, no ano seguinte, o sedã BMW 502 com um V8 de 2,6 litros revigorava o 501, até então criticado pelo baixo desempenho.

Mais um Fiat — o 600, sucessor do Topolino, desta vez com motor traseiro — chamava atenção no evento de 1955, enquanto os grandes 1800 e 2100 da marca italiana apareciam quatro anos depois. Em 1956 a Renault debutava o Dauphine, que seria brasileiro mais tarde, e em 1959 chamava atenção o Amphicar, interessante carro anfíbio alemão com motor da inglesa Triumph e duas hélices propulsoras na traseira.

No ano seguinte brilhava o Lancia Flaminia GT Cabriolet, um conversível com carroceria de alumínio do construtor Touring e motor V6 com 140 cv. Mas não se comparava ao impacto do Jaguar E-type em 1961: o cupê ou conversível de linhas sensuais, um digno sucessor para a linha XK, é tido por muitos como um dos carros mais belos de todos os tempos.

O esportivo Simca Abarth aparecia em 1962. No ano seguinte o Mercedes 230 SL, um cupê que podia ter removido o teto "pagode" — inspirado no telhado dessas construções asiáticas —, sucedia ao marcante SL de "asas de gaivota" de 1954. Outras aparições em contraste eram a do diminuto Honda N500, versão de maior cilindrada do N360 voltada a exportação, e a do esportivo italiano ATS 2500 GT, desenhado por Giotto Bizzarrini e Carlo Chiti, com um V8 de 2,5 litros e 250 cv atrás da cabine.

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O Mercedes SL com teto "Pagode" do salão de 1963, o duradouro Alfa Spider (28 anos em produção) e o ousado Lamborghini Marzal de 1967
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Depois do Miura da Lamborghini, que causou sensação em 1966, via-se no salão um conceito um tanto estranho: o Alfa Stradale P33 de 1968

Em 1964, não distante do Lancia Fulvia (que em versões posteriores seria um sucesso em ralis), estava o Fiat 2300 Lausanne do estúdio Pininfarina, um cupê esporte de linhas afiladas feito em exemplar único para homenagear a Confederação Suíça. Um ano depois o Renault 16 aparecia com o formato de dois volumes, que se tornaria tendência mais tarde, e a também francesa Matra revelava o 530A, pequeno esportivo com motor Ford V4 de 1,7 litro.

Pininfarina levava outro projeto a esse salão: o Ferrari Dino Berlinetta Speciale, que antecipou grande parte do desenho do Dino de produção. O estonteante Lamborghini P400 Miura, com apenas 1,05 metro de altura e motor V12 central-traseiro de 4,0 litros e 350 cv; o Alfa Romeo Spider, que seria produzido por 28 anos sem grandes alterações de estilo; o Ferrari 330 GTC e outro Dino — o Spider da Fiat, com desenho de Pininfarina e motor V6 da Ferrari — surgiam no salão de 1966.

O cupê de mesmo nome da Fiat, elaborado por Bertone, era atração no ano seguinte, assim como o conceito Lamborghini Marzal com portas "asas de gaivota" e motor V6 de 2,0 litros. Foi novamente Pininfarina quem fez duas das estrelas do evento de 1968: o Ferrari P6, com motor V12 de 3,0 litros de corridas montado atrás de uma cabine arredondada, com inspiração em aviões; e o Alfa Stradale P33, um roadster com grande aerofólio e o motor V8 central-traseiro do modelo 33 de competição.

A Lamborghini revelava o Espada, seu único quatro-lugares, e o Islero, ambos com motor V12 de 4,0 litros. Um ano depois a Peugeot aproveitava para lançar as versões Coupe e Cabriolet do modelo médio 504; a Ferrari, o Dino 246 GT, em que o motor V6 crescia de 2,0 para 2,4 litros; a Maserati, o cupê Indy com um V8 de 4,2 litros e 260 cv; e a Porsche, o 914 projetado em conjunto com a VW, que usava propulsores de ambas as marcas. Continua

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Mecânicas de origem externa: Fiat Dino Spider com motor Ferrari em 1966, Citroën SM com V6 da Maserati em 1970 e o Porsche-VW 914 de 1969

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