|
O estande da Mercedes em
1973, com o Classe S em destaque, e dois lançamentos do grupo VW: o Scirocco de 1974 e o Audi Quattro de 1980



O inusitado Ferrari
Modulo de 1970, o Lotus Esprit conceitual de 1972 e o curvilíneo
Porsche 928 de 1977, três esportivos que impressionaram |
Em 1970 era a
vez de muitos esportivos: o suíço Monteverdi Hai 450 SS, com
desenho de Fissore e motor V8 central-traseiro da Chrysler com
450 cv; o Alfa Romeo Montreal, que
três anos antes aparecera como conceito; o cupê grã-turismo
Citroën SM, de
linhas fluidas, motor Maserati V6 de 2,7 litros e suspensão
hidropneumática; e o conceito Ferrari Modulo, com um V12 de 5,0
litros e teto integrado ao para-brisa, conjunto que era
deslocados para frente para dar acesso ao interior.
Mais
exemplares de alto desempenho apareciam em Genebra em 1971: o
Maserati Bora, cupê de dois lugares
com desenho de Giorgetto
Giugiaro e motor V8 de 4,8 litros e 300 cv; e o conceito
Lamborghini Countach LP
500, com estilo de
Marcello Gandini
e um V12 central-traseiro de 5,0 litros, que seria colocado em
produção em 1974 para se tornar um mito.
A Ford lançava em 1972 o modelo de luxo
Granada, com opção entre cupê,
sedã e perua, mesmo ano em que o conceito
Maserati
Boomerang era revelado por Giugiaro com sua forma ousada,
altura de apenas 1,07 metro e o motor do Bora. No estande da
Lotus estava outra obra do projetista italiano: o conceito
Esprit, que levaria
quatro anos para chegar às ruas. E a Audi estreava o
80, mesmo carro que —
com formato fastback em vez de
três volumes — mudaria os rumos da Volkswagen após ser lançado,
um ano mais tarde, com o nome
Passat.
Atingida pela
primeira crise do petróleo em 1973, a indústria voltava-se a
carros menores e mais econômicos, como o
Peugeot 104, o esportivo
VW Scirocco e o Toyota
Scarlet, todos lançados no evento.
Mas isso não representava o fim do requinte, como mostravam em
1975 a Peugeot com o 604 e a
Renault com o R30 — ambos sedãs
luxuosos e dotados do mesmo motor V6, desenvolvido em conjunto
entre elas e a Volvo — ou em 1976 a Lancia com o
Gamma.
Nem do desempenho,
demonstrado pela Lamborghini com o
Silhouette V8 de 260 cv, também em 1976, e pela Porsche no
ano seguinte. Um grande cupê tomava a cena: o
928, com quatro lugares e
um V8 dianteiro de 4,5 litros e 240 cv, que almejava um segmento
superior ao do clássico
911. O mais bem-sucedido esportivo de tração integral — o
Audi Quattro — estreava
junto de Ferrari Mondial e
Rolls-Royce Silver Spirit em Genebra em 1980.
No ano seguinte
vinham o Lamborghini Jalpa,
evolução do Silhouette; o VW Scirocco de segunda geração e o
cupê Maserati Biturbo,
que levava seu compacto V6 de 2,0 litros a 182 cv. Em 1982, quando
o salão mudava para o Palexpo, o suntuoso Bentley Mulsanne com
turbo no V8 de 6,75 litros tinha a potência divulgada apenas
como "suficiente", dentro do hábito da Rolls-Royce, então
proprietária da marca.
|