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Com o mercado em recuperação, apareciam os luxuosos Mercedes 300 e BMW 501 em Frankfurt, em 1951; dois anos depois o DKW Sonderklasse

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Em 1955 era a vez do roadster BMW 507 (em cima), com motor V8; dois anos mais tarde, a Auto Union com o 1000 Sp e a Opel com o Rekord P1

Só em 1950 acontecia o 33º IAA, com 270 expositores alemães e estrangeiros e 382 mil visitantes. No ano seguinte a produção local já havia alcançado o patamar anterior à guerra, em um cenário promissor. E foi em 1951, em abril, que o evento se mudou para Frankfurt e se tornou bienal. Entre as atrações estavam o Mercedes-Benz 220/300, que serviria ao chanceler alemão Konrad Adenauer e seria apelidado com tal sobrenome; o BMW 501, primeiro carro de luxo da marca; e o Porsche 356, já no mercado desde 1948, que ganhava motor de 1,3 litro. Em setembro ainda ocorria o último IAA em Berlim. Nos anos seguintes, o crescimento da indústria automobilística alemã levou-a a superar em produção a francesa, em 1954, e a inglesa dois anos depois.

O salão de 1953 exibia o DKW Sonderklasse, modelo que chegaria ao Brasil três anos depois como a perua DKW-Vemag Universal; o popular Mercedes 180 "Ponton", cuja versão a diesel faria grande sucesso entre os taxistas, em uma tradição da marca que se mantém até hoje; e a primeira geração do Opel Rekord. Dois anos depois, a esportividade estava em alta. A BMW lançava o 503 e o charmoso roadster 507, este com motor V8 de 3,2 litros e 160 cv; a inglesa MG mostrava o MG A,  sucessor da longeva série T; e a Porsche estreava a versão Carrera do 356, com motor de duplo comando e 100 cv, que usava pela primeira vez o nome hoje tão conhecido.

Em 1956 os germânicos produziam, pela primeira vez, mais de um milhão de veículos. Só estavam atrás dos Estados Unidos. No ano seguinte apareciam no IAA o Auto Union 1000 Sp — o "Ford Thunderbird alemão", com inspiração norte-americana no estilo e versões cupê e conversível —, o pequeno Prinz da NSU e o Rekord P1 da Opel. No fim da década, em 1959, o salão atingia 700 expositores e 870 mil visitantes, que viram novidades como o pequeno BMW 700, com motor traseiro de cilindros opostos e arrefecimento a ar, a exemplo do Volkswagen e do Porsche, e cujo sucesso seria fundamental para a marca. Havia ainda o Mercedes da série "Fintail", cujos para-lamas traseiros lembravam os de carros norte-americanos da época; e o 356 B da Porsche.

Melhor que isso, só o recorde de visitação — 950 mil — em 1961, que levaria 16 anos para ser superado. Foi quando surgiram o BMW 1500, sedã médio que dava início à linhagem do atual Série 3; o cupê 3200 CS, com desenho de Bertone e motor V8; a família Volkswagen Typ 3, semelhante aos nacionais "Zé do Caixão", TL e Variant, ainda com propulsor traseiro "a ar"; e o Renault 4, um pequeno francês com tração dianteira.

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O compacto BMW 700 e o "norte-americano" Mercedes Fintail, de 1959, foram seguidos em 1961 pelo Volkswagen Typ 3, parente do TL nacional
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O impressionante Mercedes 600 de 1963, com 6,2 metros na versão Pullman, e o avançado NSU Ro80, aposta no motor rotativo de Wankel

O início da lenda   No IAA seguinte, de 1963, acontecia um dos mais marcantes lançamentos de sua história: o do Porsche 901, com motor de seis cilindros opostos, 2,0 litros e 130 cv. Como a Peugeot havia registrado todos os números de três algarismos com o zero no centro, o 901 logo tornou-se 911. Naquela edição também foram lançados o NSU Spider, conversível que usou pela primeira vez o motor rotativo Wankel, e o Mercedes-Benz 600. O enorme sedã (com 6,2 metros na versão Pullman e até oito lugares), um dos carros mais luxuosos e caros de seu tempo, usava motor V8 de 250 cv e suspensão pneumática.

Em 1965 era a vez do Audi, que marcava o retorno da marca desde a guerra, e do conceito Experimental GT da Opel, que após quatro anos daria origem ao cupê GT de produção. Àquele tempo era incomum que um "carro de sonho" chegasse ao mercado. A Opel voltava à cena no IAA de 1967 com uma nova geração do Kadett, linha iniciada em 1936, e o Commodore, versão de luxo e com seis cilindros do novo Rekord. Este último assumira, dois anos antes, as formas com que seria lançado no Brasil em 1968 o Opala. Outra atração era o NSU Ro80, sedã com motor Wankel, alta tecnologia e desenho moderno.

O propulsor rotativo parecia viável para carros de alto desempenho, levando Citroën, General Motors e Mercedes a testar sua aplicação. Este fabricante alemão apresentava no salão de 1969 o carro-conceito C111, superesportivo com portas "asas de gaivota" e 280 cv no motor Wankel. Mas os problemas de confiabilidade e consumo causariam o abandono dessa tecnologia por todas as marcas, exceto a japonesa Mazda. Nesse salão também estrearam o Mercedes SEL com motor de 3,5 litros e o jipinho VW 181 "Thing" (coisa). Continua

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O Porsche 911 que nasceu como 901, o cupê de conceito Experimental GT da Opel de 1965 e, quatro anos depois, o supercarro Mercedes C111

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