Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem
Destaques do IAA de 1973: o BMW 2002 com o primeiro turbo europeu, o conceito Audi Asso de Picche e o Ferrari Dino 308 GT4 com motor central
Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem

O Golf GTI oferecia desempenho alegre em um pacote compacto; em 1977 chegava o Audi 100 Avant e em 1979 um novo Mercedes Classe S

Depois do cancelamento da edição de 1971 por motivos econômicos, o IAA voltava com força em 1973 — e com muitas novidades. O BMW 2002 Turbo era o primeiro europeu com turbocompressor, embora o Porsche 911 tenha a primazia de ser bem-sucedido em sua aplicação. A Ferrari apresentava o Dino 308 GT4, com a rara combinação de 2+2 lugares e motor V8 central-traseiro. Havia ainda o Citroën GS Birotor, mais uma aposta no motor Wankel; o recém-lançado VW Passat, que trocava o motor traseiro "a ar" da marca pelo dianteiro "a água"; e o novo Kadett, similar ao primeiro Chevette brasileiro, lançado aqui seis meses antes. A ItalDesign de Giugiaro mostrava o Audi Asso de Picche, um cupê 2+2 sobre a base do sedã 80.

Após reformular seus conceitos de mecânica com o Passat e o Golf, a Volkswagen levava ao salão de 1975 uma versão conceitual esportiva deste último, com motor 1,6 a injeção e 110 cv. Nascia o GTi, um símbolo dos "hot hatches" até hoje. Eram lançados ainda o Polo de primeira geração, o Opel Ascona de segunda e o Mercedes 450 SEL 6.9, com impressionantes 286 cv em um V8 de quase 7,0 litros. No estande da BMW estava o recente Série 3, o começo de uma linhagem duradoura. Outro Mercedes, o 450 SLC, brilhava na edição de 1977: era a versão de teto rígido do conversível SL, com mais conforto e o mesmo desempenho. O Rekord passava à geração E1, bem mais moderna, e a Audi apresentava seu primeiro Avant — não uma perua, mas uma variação de cinco portas do sedã 100. O marcante Porsche 928, com motor V8 dianteiro refrigerado a líquido, havia feito sua estreia seis meses antes em Genebra. Os "porschistas" mais tradicionais ainda se refaziam do susto por tal rompimento da técnica usada até então pela marca.

Dois anos depois, Frankfurt exibia o Mercedes Classe S da série W126, primeiro carro europeu com bolsa inflável para o motorista. Tinha também sistema antitravamento de freios (ABS) e motores de até 240 cv. A italiana Lancia mostrava o hatch médio Delta, que se tornaria nos anos 80 um grande vencedor de ralis. Havia mais: o Audi 200, variação do 100 com cinco cilindros, e o Porsche 924 Turbo, que apagava as críticas ao desempenho do 924 normal. E, se fosse possível visitar hoje o IAA de 1981, o leitor pensaria estar no Brasil de poucos anos depois. Havia lá o novo Opel Ascona, nosso Monza; a terceira geração do Escort, que chegaria aqui em dois anos; e o VW Santana, lançado um ano antes na Europa. Apareciam também os cupês de luxo 380 e 500 SEC da Mercedes, um novo Série 5 da BMW, o Porsche 944 (evolução do 924) e o conceito Auto 2000, da Audi, com ideias para dali a 20 anos.

Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem
O Lancia Delta de 1979 seria grande vencedor de ralis, o Opel Ascona antecipava nosso Monza e o Porsche 944 substituía o 924, ambos em 1981
Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem

Desempenho e técnica: o Porsche Gruppe B de 1983 daria origem ao 959 de produção; o Ferrari F40 parecia um carro de corrida para a rua

O tempo dos supercarros   A edição de 1983 acontecia às vésperas da estreia do Grupo B de rali, modalidade que teve carros de até 600 cv e foi extinta por causa de acidentes fatais. A Porsche mostrava o conceito Gruppe B, uma evolução do 911 com tecnologia de ponta que seria a base para o sofisticado 959 três anos mais tarde. A Ferrari também apresentava sua proposta para os ralis — mas nunca colocada nas provas —, o 288 GTO, com motor V8 biturbo de 400 cv. E a Opel exibia o Junior, estudo de um carro pequeno que inspirou o Corsa 10 anos depois.

O BMW M5 havia chegado ao mercado em 1984 e, no IAA do ano seguinte, era a vez do M3, com um quatro-cilindros de 2,3 litros. A japonesa Nissan aplicava toda a tecnologia no conceito MID4, com motor central, tração e direção nas quatro rodas. No evento de 1987 a Ferrari completava 40 anos, celebrados com um supercarro inesquecível: o F40, quase um modelo de corrida para as ruas. O interior despojado, com muita fibra de carbono exposta, contrastava com a fúria do V8 biturbo de 478 cv, que superava 320 km/h. Outros lançamentos eram o Alfa Romeo 164, com o tradicional V6 "musical" da marca, e o Audi 90, versão superior do 80.

A Chrysler também estava presente com o conceito Lamborghini Portofino, sedã com quatro portas "tesoura" da marca italiana, então controlada pelos norte-americanos. Treze anos depois do Série 6, a BMW lançava outro cupê esporte no IAA de 1989: o sofisticado Série 8, com motor V12 de 300 cv na versão de topo. A Opel mostrava o Calibra, cupê sobre a base do Vectra, com o melhor coeficiente aerodinâmico (Cx) visto até então: 0,26. E a Lotus irritava os puristas com o novo Elan: o nome do clássico roadster da década de 1960 era associado a um motor da japonesa Isuzu. Continua

Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem
Propostas dos conceitos: economia no Opel Junior (1983), muita tecnologia no Nissan MID4 (1985) e linhas ousadas no Chrysler Portofino (1987)
Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem
Lançamentos que marcaram época: o Alfa Romeo 164, do salão de 1987, e os cupês BMW Série 8 e Opel Calibra, mostrados dois anos depois

Atualidades - Página principal - Escreva-nos

© Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados - Política de privacidade