O motor do Sabra vinha do Ford Consul inglês. Tratava-se de um quatro-cilindros em linha em posição longitudinal dianteira, com cilindrada de 1.709 cm³ e comando de válvulas no bloco. Alimentado por dois carburadores semi-invertidos da marca britânica SU, desenvolvia no esportivo a potência de 90 cv a 4.500 rpm e o torque máximo de 13,6 m.kgf a 2.600 rpm. Sua tração era traseira e a caixa ZF tinha quatro marchas. A velocidade máxima era de 175 km/h.

Compacto e leve, o Sabra Four usava o motor de 1,7 litro do Ford Consul inglês, com potência de 90 cv

A suspensão dianteira era independente e a traseira usava quadrilátero de Watt, sempre com molas helicoidais. Os pneus tinham a medida 155-15 e o carro podia vir com rodas de aço e calotas ou com belas rodas raiadas. Os freios dianteiros eram a disco, da inglesa Girling, e os traseiros a tambor. Foram exportadas cerca de 40 unidades para os EUA. Era evidente a ansiedade em montar uma boa rede de concessionárias em diversos países. Na América abriu-se uma em Nova York e outra na Califórnia. Na França, junto à propaganda do esportivo, era anunciado o cadastro de novos revendedores, mas o importador e distribuidor exclusivo para a Europa ficava na Bélgica. A publicidade trazia mulheres bonitas em trajes esportivos ao volante.

Em 1963 juntava-se ao cupê uma versão conversível. Visto de lado, notava-se a inspiração no estilo dos esportivos britânicos da época, sobretudo o discutível Daimler SP-250. Continuava vistoso com a capota de lona, mas assim perdia um pouco a esportividade. Atrás exibia lanternas verticais cobrindo toda a extremidade dos pára-lamas. O espaço que poderia ser um porta-malas abrigava o estepe. Por cima podia vir um bagageiro, útil para os passeios de fim-de-semana.

A intenção da empresa era fazer sucesso nos Estados Unidos, mas a maior parte da exportação do Sabra foi mesmo para países europeus

No mesmo ano a Reliant lançava o Sabre Six. Adotava o motor do Ford Zephyr, também de fabricação inglesa, com seis cilindros em linha, 2.555 cm³, 110 cv a 4.800 rpm e 18,9 m.kgf a 2.500 rpm, alimentado por um carburador Zenith. Por fora era bem mais discreto e tinha linhas inspiradas no MG B. Só foram produzidas 77 unidades, pois já em 1964 a Reliant se dedicaria a produzir seu próprio esportivo, o Scimitar. Mas a produção do Sabra Four continuava em Haifa.

Apesar das vendas satisfatórias na América do Norte, seu principal mercado era a Europa. Lá, em 1966, competia com o italiano Alfa Romeo Giulia Spider, o francês Alpine A110, o alemão Glas 1300 GT e os ingleses Austin-Healey Sprite Mark II, Lotus Elan, MG B e Triumph TR4. Quase todos, como ele, de baixa produção. Em 1968 adotava a motorização do Triumph TR5, com seis cilindros em linha, 2.498 cm³ e dois carburadores Zenith-Stromberg. Melhorava em muito o desempenho do esportivo, mas teve produção muito reduzida.

Na Inglaterra a Reliant ofereceu o Sabre, com estilo frontal mais agradável e a oferta do motor de seis cilindros e 2,6 litros do Ford Zephyr

Com baixas vendas e prejudicado pela Guerra dos Seis Dias (conflito armado entre Israel e a frente árabe, formada por Egito, Jordânia e Síria), em 1967, a produção do Sabra foi encerrada no final de 1968. Por volta de 170 unidades foram produzidas deste pioneiro esportivo do Oriente Médio.

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