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Autódromo pode não ser lugar
para utilitário esporte, mas o CR-V não decepcionou: atitude correta em
curvas, fácil controle, rolagem contida
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O motor ganhou apenas 5 cv e,
com 155, continua modesto para sua 1,5 tonelada: é preciso recorrer a
altas rotações para obter desenvoltura |
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Apesar de suas características modernas — como quatro válvulas por
cilindro, comando variável em tempo e
levantamento, bloco de alumínio —, o motor não tem facilidade para
lidar com o elevado peso, que vai de 1.503 kg no LX manual a 1.592 kg no
EXL. O desempenho é razoável a partir de 2.000 rpm, mas se faz preciso
trabalhar com altas rotações, por volta do regime de torque máximo
(4.300 rpm), para obter desenvoltura. Os 5 cv adicionais são difíceis de
perceber, até porque aparecem agora 300 rpm acima do regime de maior
potência do anterior. Como atenuante, pelos níveis de ruído e vibração
bem baixos, o 2,0-litros pode ser bem explorado sem incomodar.
Quando se aperta o comando Econ no painel, tem-se a sensação de que o
carro ficou "pesado", pois as reações são mais lentas. Se o motorista
pisar com tudo no acelerador, porém, o sistema entende que é uma
emergência (caso de uma ultrapassagem) e desliga-se para que toda a
potência esteja disponível. Seria interessante que a caixa automática
permitisse trocas manuais sequenciais. Há apenas o botão na alavanca que
desativa as últimas marchas, fazendo-a reduzir para a terceira, e as
posições 2 e 1, que fixam tais marchas como limite e são mais úteis em
descidas pronunciadas.
Em seguida foi a vez de avaliar o LX com câmbio manual de seis marchas,
muito suave e preciso nas mudanças, como é habitual nos Hondas. O
desempenho do motor melhora um pouco, mas alguns testes não puderam ser
realizados a contento, pois a reta principal era inclinada demais em
aclive e o restante da pista é quase todo formado por curvas. Um cálculo
faz estimar menos de 2.500 rpm a 120 km/h, o que tende a deixar o carro
econômico e silencioso em viagens, mas pode exigir reduções frequentes
para manter velocidade em estradas que não sejam planas. A conferir em
uma avaliação completa.
Ao fim do breve contato, ficou claro que a intenção da Honda foi trazer
o CR-V mais para o lado dos sedãs, aproveitando o fato de que a maioria
de seus compradores raramente sai com ele do asfalto. A versão de câmbio
manual parece chegar na contramão das tendências do mercado, mas as
marcas japonesas costumam se basear muito em pesquisas e, certamente,
houve uma sinalização nesse caminho.
Difícil mesmo ficou a situação dos concorrentes que não vêm do México,
caso do novo Jeep Compass e
dos conhecidos Hyundai IX35,
Kia Sportage, Toyota RAV4 e
Volkswagen Tiguan. Penalizados por um
aumento de custo de quase 30% pela maior alíquota de IPI (que algumas
marcas vão repassar aos poucos ou absorver em parte; o
Fiat Freemont fica isento), tendem a
tornar mais fácil a vida do CR-V, sobretudo com as evoluções que a nova
geração trouxe por valores semelhantes aos da anterior.
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| MOTOR
- transversal, 4 cilindros em linha; duplo comando variável no cabeçote,
4 válvulas por cilindro. Diâmetro e curso: 81 x 96,9 mm.
Cilindrada: 1.997 cm3. Taxa de compressão: 10,6:1. Injeção
multiponto sequencial. Potência máxima: 155 cv a 6.500 rpm. Torque máximo:
19,4
m.kgf a 4.300 rpm. |
| CÂMBIO
- manual, 6 marchas (LX), ou automático, 5 marchas; tração dianteira
(LX) ou integral (EXL). |
| FREIOS
- dianteiros a disco ventilado; traseiros a disco; antitravamento
(ABS). |
| DIREÇÃO
- de pinhão e cremalheira; assistência elétrica. |
| SUSPENSÃO
- dianteira, independente McPherson; traseira, independente,
braços sobrepostos. |
| RODAS
- 6,5 x 17 pol; pneus, 225/65 R 17. |
| DIMENSÕES
- comprimento, 4,53 m; largura, 1,82 m; altura, 1,65 m;
entre-eixos, 2,62 m; capacidade do tanque, 58 l; porta-malas, 589
l; peso, 1.503 kg (LX manual), 1.516 kg (LX automático) e 1.592 kg
(EXL). |
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Dados do fabricante;
desempenho e consumo
não disponíveis |
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