

Para-brisa menos curvo e
laterais planas no modelo 1963, que trazia novos opcionais como
controlador de velocidade e volante com ajuste

Em 1965 vinham grade mais baixa,
para-lamas inspirados na garrafa da Coca-Cola e vidro traseiro côncavo;
sob o capô, versões de até 370 cv

Frente longa com faróis
espaçados e traseira curta faziam o Olds 1967 lembrar o Toronado; acima
o Delta 88 Custom Holiday de quatro portas |
O vasto mercado norte-americano continuava a oferecer muitas opções na
mesma classe dos Olds 88. Com motor V8, dimensões próximas e preço na
faixa de US$ 2.500 a US$ 3.000, havia na linha American Motors o
Ambassador, na
Chevrolet o Bel Air, na Chrysler o Newport,
na Dodge o Dart Pioneer e o Polara, na
Mercury o Meteor, na Plymouth o
Belvedere, na Pontiac o Catalina e na
Studebaker o Hawk Sport Coupe. O Buick Le Sabre, embora um pouco mais
caro, era também compatível em porte e potência.
Alterações parciais vinham na linha 1962, como grade, para-lamas (já sem
a ponta de flecha), lanternas
traseiras e o teto dos cupês hardtop, que parecia mais a capota de um
conversível. Os mesmos motores vinham revitalizados: 280 cv e 59,4 m.kgf
no Dynamic, que passava a exigir gasolina de maior octanagem por sua
taxa mais alta (uma versão de 260 cv, apta ao combustível comum, era
oferecida sem custo adicional); 330 cv e 60,8 m.kgf no motor Skyrocket
do Super 88 e 345 cv com o mesmo torque no Starfire, o topo da linha.
Este último atingia a taxa de 10,5:1, a mais alta já usada em um Rocket
de produção.
Um ano depois o desenho mudava novamente, mantendo as linhas retas,
dentro das tendências da indústria para a década. Laterais mais planas e
para-brisa menos curvo eram alterações percebidas. Com motores
iguais a antes, o Dynamic e o Super 88 vinham com novos opcionais como
controlador de velocidade, rádio AM/FM e
volante ajustável em seis posições. Retoques visuais como grade e
lanternas apareciam nos modelos 1964, ao lado da estreia de um grande
Oldsmobile mais simples e barato: o Jetstar 88. A fórmula do modelo era
combinar a carroceria da linha 88 a componentes mecânicos do
F-85, o compacto da marca: motor
V8 de 330 pol³ (5,4 litros) e 230 cv, caixa automática de duas marchas,
freios menores.
O Super 88 dava lugar ao Dynamic 88 Delta na linha 1965 da Oldsmobile,
que trazia outra renovação de estilo, mantendo o entre-eixos anterior.
O capô deixava a grade mais baixa que a região dos faróis e os para-lamas traseiros seguiam o
estilo "garrafa de Coca-Cola", em voga nos EUA. No cupê Holiday o teto
era similar ao de um fastback e, no Starfire, o vidro traseiro tinha
forma côncava como no Pontiac Grand Prix.
A nova geração de motores Rocket de bloco grande chegava a 425 pol³ ou
7,0 litros, para potências de 300, 310, 360 e 370 cv e torques de 59,4,
62,2 e 65 m.kgf (este igual nos dois últimos motores), na ordem,
conforme a carburação e a taxa de compressão. A caixa automática de três
marchas era a nova Turbo HydraMatic, de moderna geração, e havia a
alternativa da manual de quatro marchas com alavanca Hurst no assoalho.
Para o ano seguinte, poucas novidades: um cupê hardtop da série Starfire
com menor preço, o inédito Delta 88 conversível, um volante ajustável
tanto em altura quanto em distância e o ar-condicionado Comfortron, com
controle automático de temperatura, que havia sido introduzido pela
Cadillac dois anos antes.
No
modelo 1967 a linha 88 ganhava capô mais longo, tampa do porta-malas
mais curta e, no caso dos cupês Holiday, uma linha de teto fastback que
lembrava a do Toronado, o cupê
de luxo com tração dianteira da marca. Faróis bem espaçados e uma grade
pequena faziam a vista frontal ficar imponente, mas um tanto pesada. Se
os motores não mudavam, a opção de
caixa manual já desaparecia, vítima da pequena demanda. A inédita versão Delmont 88 assumia o lugar do Jetstar e do Dynamic, trazendo o motor 330
de série e o 425 como opção.
Continua
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