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Comparativo Completo

O comportamento dinâmico do Volvo é muito preciso e controlado, não fazendo a menor falta -- exceto, talvez, em situações extremas -- o controle de estabilidade, opcional nele e de série no Peugeot. Este S60, aliás, produzia menos ruído de pneus nas curvas que o T5 já avaliado, mesmo contando com Michelins de mesmo modelo e 10 mm mais estreitos (215/55): sinal de perfeito alinhamento de rodas, que faltava ao anterior (o 607 vem com Michelins ainda mais largos, 225/55).

A suspensão do 607 leva braços sobrepostos na traseira. Os amortecedores possuem ajuste de carga a bordo e o controle de estabilidade vem de série

Na passagem por lombadas, a frente longa e a suspensão macia do Peugeot requerem maior cuidado para evitar raspadas. Os freios são muito eficientes em ambos, com potentes discos e evoluídos sistemas antitravamento (ABS) e de distribuição eletrônica de pressão entre os eixos (EBD). Já a direção do 607 é mais leve em toda situação, inspirando menor segurança, embora seja apenas sensação.

O S60 perde em iluminação: não se compreende por que a Volvo, tão zelosa em segurança, ainda não utiliza lâmpadas de xenônio, refletores de superfície complexa nem lentes de policarbonato -- todos adotados no 607, que ainda traz lavadores de alta pressão. Falta também o ajuste elétrico do facho, que no Peugeot é automático. Luz de neblina traseira ambos possuem, mas os faróis de mesmo fim não vêm de série no S60 2,0, economia indesejada num carro desse padrão.

O S60 tem moderna suspensão multibraço, seis bolsas infláveis e o sistema WHIPS de proteção da coluna cervical, mas deixa a desejar em iluminação

De resto, são carros bem equipados em segurança. Pela ativa, contam ainda com retrovisor esquerdo biconvexo e, no francês, sensor de baixa pressão nos pneus, com alerta pelo painel. Pela passiva, seis bolsas infláveis (frontais, laterais e as do tipo cortina, que cobrem todos os vidros laterais), cintos de três pontos e encostos de cabeça para os cinco ocupantes. Exclusivo do Volvo é o WHIPS, sistema de proteção contra lesões provocadas por colisões traseiras e efeito chicote (saiba mais). Continua

Comentário técnico
> Embora só tenha chegado ao Brasil em 2001, neste S60 mais acessível, o motor 2,0 de cinco cilindros da Volvo é bem conhecido dos europeus: lá equipa também o S80 e a perua V70 (a linha S40/V40 vem com o quatro-cilindros de origem Renault). Possui o mesmo diâmetro de cilindros do seis-em-linha de 2,8 litros do S80 T6 (81 mm), mas o curso dos pistões é bem reduzido, 77 mm, o que lhe confere funcionamento suave e isento de vibrações.

> Curso curto, superalimentação (que implica menor taxa de compressão, 9:1 neste caso) e cilindrada contida para seu peso (1.605 kg), porém, resultam normalmente em falta de torque em baixas rotações. Não é o caso deste Volvo: com uma turbina de baixa inércia, que se enche rapidamente, consegue entregar um torque máximo constante de 24,4 m.kgf entre 2.200 e 5.300 rpm, este o regime de maior potência.

> O V6 3,0 da Peugeot/Citroën é o mesmo do C5 já avaliado (leia comparativo com o Passat), reformulado há pouco para menor peso e maior rendimento. Sua distribuição de torque também é notável: a 2.000 rpm já são 26,5 m.kgf, ou 88% do total. Como se esperava, a potência específica é bem inferior à do Volvo: 71,2 cv/l (ainda assim, boa marca para a configuração adotada) contra 89,2 cv/l do belga-sueco, devido ao turbo.

> Ambos dispõem de motores diferentes no mercado internacional. Para o S60 há os mais potentes 2,4 turbo de 197 cv e 2,3 turbo (T5) de 247 cv, e os menos potentes 2,4 de aspiração natural com 140 e 170 cv, além do 2,5 turbodiesel com injeção direta. O 607 oferece apenas os 2,2-litros a gasolina (158 cv) e turbodiesel (133 cv).
> O câmbio manual-automático do Peugeot é o mesmo Tiptronic utilizado pela VW, Audi e Porsche, fornecido pela ZF.

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A transmissão do S60 é curiosa: utiliza relações de marcha bastante curtas (numericamente altas, como a terceira de relação 2:1, contra 1:1 do 607) e um diferencial bem longo, de modo que a relação final na última marcha é pouco mais longa que a do Peugeot.

> Os dois, no entanto, ficam devendo o cálculo correto de relação final para equilibrar as rotações de potência e de velocidade máxima: o S60 em quinta está longo por 500 rpm, e o 607, por quase 700 rpm. Esticar a quarta do Volvo não resolve, pois 215 km/h resultariam em 6.200 rpm, muito acima das 5.300 rpm de maior potência.

> As suspensões de ambos são McPherson na frente, sistema que marcas de prestígio como a BMW também utilizam com êxito. Na traseira o Volvo usa multibraço, e o Peugeot, braços triangulares sobrepostos.

> O 607 possui amortecedores de carga variável, podendo o motorista selecionar (por um botão no console) entre os modos Sport, mais firme, e Auto. Neste, o modo suave é o padrão, mas o sistema assume o Sport quando necessário. Outro recurso do modelo é a direção com assistência regressiva em função da velocidade -- e não das rotações do motor, como é mais comum.

> O S60 utiliza barra de amarração (stress bar) entre as torres da suspensão dianteira, cujo objetivo é ampliar a rigidez da carroceria, reduzindo possíveis torções que prejudicam a estabilidade.

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