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Comparativo Completo

As dimensões do Peugeot voltam a beneficiá-lo no volume de bagagem: 601 litros (na França são divulgados 480, porém) contra 424 do Volvo. Neste, a dificuldade de acesso ao fundo do compartimento é um preço a pagar por seu estilo de cupê, já que a tampa é bastante curta -- mas possui ótimo ângulo de abertura, graças às dobradiças pantográficas. Charmoso no francês é o botão de abertura, oculto dentro do zero do logotipo 607. Os dois trazem estepe interno, mas só o Peugeot usa roda de alumínio também nele. O Volvo, o primeiro avaliado com estepe "de verdade" (não mais o estreito 125/80-17 de uso emergencial), vem com roda de aço.

Clique para ampliar a imagem No 607 vem o conhecido motor 3,0 V6, o mesmo do Citroën C5. Oferece 210 cv e bom torque em qualquer regime, embora uma quinta marcha fosse bem-vinda à moderna transmissão

Mecânica, comportamento e segurança   Embora similares na configuração básica -- motor transversal, tração dianteira, suspensão independente nos quatro cantos --, as receitas mecânicas são bem distintas entre os carros. O 607 vem ao Brasil apenas com o conhecido motor de seis cilindros em V e 3,0 litros, o mesmo do C5, enquanto o S60 oferece três versões, todas com cinco cilindros em linha e turbocompressor, sendo o 2,0 a opção de entrada -- os demais têm 2,3 e 2,4 litros.

O Peugeot lidera em potência (210 contra 177 cv) e torque (30 contra 24,4 m.kgf), tendo havido redução de 3 cv no Volvo este ano para beneficiar o torque. Contudo, talvez por usar transmissão automática de quatro marchas, uma a menos que o concorrente, o 607 perde na aceleração de 0 a 100 km/h: 9,9 s contra 9,5 s do S60, de acordo com os fabricantes. Já na velocidade máxima, os 33 cv adicionais do Peugeot falam mais alto e o levam a 232 km/h, ante 215 km/h do Volvo.

Se o comportamento do V6 Peugeot/Citroën é conhecido, o do 2,0 turbo da Volvo (saiba mais sobre técnica) foi uma agradável surpresa: com o mesmo número de cilindros e válvulas e uma potência apenas 5 cv inferior à do Marea Turbo nacional, a marca sueca obteve grande linearidade de respostas, em nada lembrando o temperamento arisco do carro brasileiro. Isso prova, mais uma vez, que perfil agressivo e falta de torque em baixa rotação não são inerentes a motores turbo, nem comprometem a potência específica.

A Volvo é uma das maiores adeptas do turbo, e este novo 2,0-litros de cinco cilindros impressiona pela suavidade com que entrega seus 177 cv. E chega a superar o Peugeot na aceleração de 0 a 100 km/h
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A Volvo informa menores consumos em cidade (7,8 km/l contra 6,9 do Peugeot) e estrada (14,1 km/l ante 12,8 km/l). O 607 adota transmissão manual-automática, cada vez mais usada para vencer a resistência aos automáticos comuns, "sem interatividade" -- o tipo escolhido pela Volvo para esta versão de entrada.

Ambas respondem com perfeição aos anseios do motorista a cada momento, mas o comando manual é sempre útil pelo maior controle em descidas de serra e saídas de curva, por exemplo. No Peugeot a alavanca percorre um caminho sinuoso (como nos Mercedes-Benz), que em nada prejudica o uso. Em modo automático, pode-se optar pelos programas esportivo e de inverno, só este disponível no S60.

Semelhantes em conceito, as suspensões são muito diferentes no comportamento. Pelas dimensões e o segmento em que se insere, o 607 é muito macio, balançando em pisos irregulares a ponto de lembrar um carrão americano. Um botão no console permite enrijecer os amortecedores, mas sem alterar de todo essa característica. Já o S60 é um típico sedã esportivo, de calibragem firme, mas num ponto que não gera desconforto.
Continua

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