> O motor N55, hoje
usado em diversos modelos da BMW, tem como peculiaridade usar um
só turbocompressor, de duplo
fluxo, e não dois de fluxo convencional como na versão N54 que o
precedeu (e que permanece em modelos como
Série 1 M Coupe,
335iS,
Z4 35iS e
X6 35i). A fábrica chama-o de
Twin Power Turbo, talvez para dar a impressão de que são duas
turbinas.
O turbo de duplo fluxo tem a entrada da turbina (parte quente)
dividida em duas, separando o fluxo de cilindros que têm tempo
de ignição cruzado, o que reduz a pressão contrária à exaustão
dos cilindros. Uma das vantagens é a aceleração mais rápida da
turbina, pois todos os cilindros a acionam, o que tende a
melhorar a resposta em baixa rotação, mas reduzir o tamanho dos
(dois) turbos traria o mesmo efeito, com a vantagem de
contrapressão ainda menor.
Chama atenção a alta taxa de
compressão para um motor turbo, 10,2:1, possível pelo uso de
injeção direta. A eficiência desse motor é tal que seu consumo
médio é melhor que o da versão 28i, que tem um seis-cilindros de
3,0 litros, aspiração natural e 258 cv.
> O X3 é o primeiro modelo a reunir motor de seis cilindros,
caixa automática e o sistema Auto Start Stop, que promove parada
e partida automáticas do motor. Quando o carro para, com o pedal
de freio pressionado, o motor é desligado pelo sistema para
evitar consumo e emissões desnecessários. Libera-se o pedal e o
motor volta a ligar, de forma sutil e silenciosa, sem
intervenção do motorista.
Caso o sistema Auto Hold (que mantém o X3 freado até que o
condutor acelere) esteja acionado, basta pisar no pedal da
direita para o motor ligar. O Auto Start Stop pode ser inibido,
por um botão ao lado daquele de partida, e deixa de atuar se a
carga da bateria não estiver à altura da demanda por partidas
frequentes. Para ajudar em sua recarga, os freios usam sistema
regenerativo — como o de carros híbridos —, que aproveita a
energia das frenagens leves para obter eletricidade.
> A tração integral, denominada XDrive, passou a uma nova
geração nesse X3 com maior integração ao controle eletrônico da
suspensão e ao controle de estabilidade. Ao contrário de muitos
sistemas usados em utilitários mais "urbanos", o da BMW envia
torque às quatro rodas a maior parte do tempo e, de forma
predominante, às traseiras. A repartição em condições normais é
de 40% para frente e 60% para trás, mas a embreagem multidisco
que transmite torque às rodas dianteiras pode ser mantida toda
aberta (para 100% à traseira), toda acoplada (100% à frente) ou
em acoplamento parcial em qualquer percentual.
> A tração conta ainda com o Performance Control ou controle de
desempenho. Entre suas funções, a repartição de torque é mantida
em 20% à frente e 80% à traseira em curvas de velocidade
constante, para transmitir ao motorista a sensação de tração
traseira, e o freio da roda posterior interna à curva pode ser
levemente aplicado para facilitar o movimento giratório do
carro.
> As suspensões foram redesenhadas na nova geração, enquanto a
assistência de direção é elétrica pela primeira vez em um modelo
da linha X da BMW. O controle eletrônico de amortecimento
adapta-o de forma constante às condições de piso e à forma de
dirigir do motorista, considerando ainda a velocidade do carro e
a carga transportada. |
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O modo padrão visa a um
rodar macio, mas a rápida adaptação permite, segundo a fábrica,
que a suspensão se modifique após uma roda dianteira passar por
um buraco, mesmo em alta velocidade, a tempo para que a roda
traseira chegue ao obstáculo já com o amortecimento ajustado.
> Duas teclas no console comutam entre os modos Normal, Esporte
e Esporte Mais, que alteram não apenas o amortecimento, mas
também a resposta do acelerador com
controle eletrônico, o comportamento da caixa automática, o
nível de assistência da direção e os parâmetros do controle de
estabilidade. Outro comando seleciona o modo desse último
controle, assim como o de tração. Pode-se deixar o sistema mais
permissivo ao deslizamento dos pneus, sendo indicado para rodar
na neve, ou mesmo inibir o controle de estabilidade, o que
mantém ativo o monitor contra capotagem — ou seja, a eletrônica
volta a atuar se for detectada inclinação excessiva da
carroceria.
> A direção mantém a relação variável já vista em outros modelos
da marca. O resultado são respostas mais rápidas (maior giro das
rodas para igual movimento de volante) com o carro em baixa
velocidade, para manobras mais fáceis ao estacionar ou rodar
pela cidade, e mais lentas (menor giro das rodas) em alta
velocidade, o que evita movimentos bruscos nessa condição. |
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MOTOR -
longitudinal,
6 cilindros em linha; bloco e
cabeçote de alumínio; duplo comando variável no cabeçote, 4 válvulas por cilindro.
Diâmetro e curso: 89,6 x 84 mm. Cilindrada: 2.979
cm3. Taxa de compressão: 10,2:1. Potência máxima: 306 cv a
5.800 rpm. Torque máximo: 40,8 m.kgf de 1.200 a 5.000 rpm.
Injeção direta, turbocompressor, resfriador de ar.
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| CÂMBIO
- automático, 8 marchas; tração integral permanente. Relações: 1ª)
4,71; 2ª) 3,14; 3ª) 2,11; 4ª) 1,67; 5ª) 1,28; 6ª) 1,00;
7ª) 0,84; 8ª) 0,67; diferencial,
3,38.
Velocidade por 1.000 rpm (em km/h): 1ª) 8; 2ª) 12; 3ª) 19; 4ª)
23; 5ª) 30; 6ª) 39; 7ª) 47; 8ª) 59. |
| FREIOS
- dianteiros e traseiros a disco ventilado, ø ND; antitravamento (ABS). |
| DIREÇÃO
- de pinhão e cremalheira; assistência elétrica;
diâmetro de giro, 11,9 m. |
| SUSPENSÃO
- dianteira, independente, braços sobrepostos, mola helicoidal,
estabilizador; traseira, independente, multibraço, mola
helicoidal, estabilizador. |
| RODAS
- dianteiras, 8,5 x 19 pol, pneus 245/45 R 19; traseiras, 9,5 x
19 pol, pneus 275/40 R 19. |
| DIMENSÕES
- comprimento, 4,648 m; largura, 1,881 m; altura, 1,661 m; entre-eixos,
2,81 m; bitola dianteira, 1,594
m; bitola traseira, 1,61 m; coeficiente aerodinâmico (Cx), 0,35; capacidade do tanque,
67 l; porta-malas,
550 l; com banco traseiro rebatido, 1.600 l; peso, 1.805 kg. |
| GARANTIA - 2
anos sem limite de quilometragem; informações de fábrica, 0800
7073578. |
| CARRO AVALIADO -
ano-modelo, 2011; pneus, Pirelli PZero; quilometragem inicial,
4.000 km. |
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