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Os bancos típicos da BMW mostram densidade exata e o do motorista inclui memórias; atrás há amplo espaço, mas conforto só para duas pessoas
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Quadro de instrumentos funcional, amplo porta-malas (550 litros) e o comando do IDrive no console, que traz a seleção entre modos de uso

Sua alavanca segue a de outros modelos da marca: está sempre na mesma posição, sendo apenas movida à frente para uso da ré e para trás para selecionar Drive, enquanto Parking é comandado por botão: requer algum tempo até se acostumar. O modo de seleção manual sequencial usa trocas ascendentes para trás e reduções para frente — diferentes do padrão de várias outras marcas, mas coerentes com a ideia de que a operação acompanha o sentido das forças que agem sobre o carro ao acelerar e frear, nessa ordem — e existem comandos do tipo borboleta atrás do volante.

Em operação manual o acelerador pode ser usado quase que por inteiro sem provocar redução, o que favorece a economia de combustível, e as trocas para cima são automáticas ao chegar ao limite de rotações. O utilitário traz ainda controle eletrônico de amortecimento, direção com relação variável e controles eletrônicos de estabilidade e tração com diferentes modos de uso (saiba mais).

E como tudo isso trabalha? É o que fomos descobrir em mais de 500 quilômetros ao volante do X3.

Oito marchas   O motor é típico BMW, como confirmam seus ouvidos: tem um ronronar discreto e agradável em baixa rotação, que se torna um ronco vigoroso em alta, e gira em uma suavidade absoluta até o limite de 7.100 rpm, o que transmite qualidade de projeto e execução. A potência abundante desde o primeiro toque no acelerador (pedal que poderia ser menos sensível) faz com que a expressiva massa de 1.805 kg pareça bem menor, tal a desenvoltura com que o X3 se insere no trânsito e ganha velocidade sem demonstrar esforço.

Mesmo com tanto peso e uma aerodinâmica que não se compara à de um automóvel, o desempenho na simulação do Best Cars foi expressivo, como ao acelerar de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos e chegar perto de 240 km/h de velocidade máxima (veja os números e leia análise detalhada abaixo).

Oito marchas podem parecer exagero à primeira vista, mas têm suas justificativas. A última delas pode ser longa ao extremo (produz apenas 2.050 rpm a 120 km/h), enquanto o intervalo entre as relações é menor que em um câmbio de, por exemplo, seis marchas. Com isso, as trocas tornam-se mais suaves, pela menor variação de rotação, e o motor é mantido no regime ideal para cada condição de uso. Não menos importante, o bloqueio do conversor de torque atua praticamente todo o tempo, o que concorre para menores emissões e consumo. E a caixa usada pela BMW é irrepreensível em funcionamento. Continua

Simulação de desempenho
Apesar do peso elevado e da aerodinâmica desfavorável, o X3 obteve desempenho expressivo na simulação elaborada pelo consultor Iran Cartaxo para o Best Cars, embora não tenha alcançado as marcas informadas pelos fabricante.

A velocidade máxima está acima das expectativas para um utilitário esporte. A melhor marcha para atingi-la é a sexta, que leva o motor 300 rpm acima do pico de potência. A sétima (237 km/h) e a oitava (235 km/h) são longas demais para esse fim e não conseguem vencer a resistência do ar. E longas mesmo: a última produz apenas 2.050 rpm a 120 km/h.

A tal velocidade o consumo de potência é de 40 cv, algo como 30% acima de um automóvel. Além de alguma perda causada pela tração integral, a aerodinâmica (Cx e área frontal) é a causa da grande diferença.

O X3 mostrou dinamismo também para acelerar e retomar velocidade, como 7,3 segundos entre 0 e 100 km/h. Todo o peso cobra seu preço nesses quesitos, mas o câmbio de oito marchas cumpre bem seu papel, ao manter o motor próximo do regime de maior potência durante as provas.

Outro preço a se pagar (literalmente) por optar pelo utilitário esporte é o consumo de combustível. Mesmo consideradas as técnicas usadas para ganho em eficiência, esse BMW mostra um gasto importante, que implica autonomia apenas razoável com o tanque de 67 litros. Como exemplo, o sedã 550i que avaliamos há um ano obteve mais economia, embora fosse mais pesado e tivesse um motor V8 com 101 cv a mais que o seis-cilindros do X3.
 
Dados do fabricante
Velocidade máxima 245 km/h
Aceleração de 0 a 100 km/h 5,7 s
Consumo médio cidade/estrada 11,4 km/l
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Velocidade máxima 238,5 km/h
Regime à velocidade máxima (6ª.) 6.100 rpm
Regime a 120 km/h (8ª.) 2.050 rpm
Potência consumida a 120 km/h 40 cv
Aceleração de 0 a 100 km/h 7,3 s
Aceleração de 0 a 400 m 15,2 s
Aceleração de 0 a 1.000 m 27,5 s
Retomada 60 a 100 km/h em drive 4,0 s
Retomada 80 a 120 km/h em drive 4,8 s
Consumo em cidade 5,0 km/l
Consumo em estrada 8,3 km/l
Autonomia em cidade 303 km
Autonomia em estrada 500 km
Conheça o simulador e os ciclos de consumo
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