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O transplante foi um sucesso

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Sai o motor Zetec 2,0 16V, entra o Duratec do Mondeo e do
EcoSport — e o Focus ganha um tempero bem esportivo

Texto e fotos: Fabrício Samahá
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Tudo igual por fora, à exceção do logotipo 2.0 16V na traseira, mas o Focus agora tem um desempenho picante, com a maior potência entre os hatches médios não-esportivos

Era mesmo de se perguntar: se a Ford usava o motor Duratec 2,0 16V — mais moderno, eficiente e trazido do México, o que sai mais barato que importar da Inglaterra — no EcoSport, por que não fazer o mesmo no Focus? A resposta levou tempo, mas chegou: a partir de junho, a versão de 2,0 litros do médio da Ford vem com o mesmo motor já encontrado no utilitário esporte e no Mondeo, em substituição ao Zetec que o equipa desde o lançamento.

É uma boa notícia para o Focus, que completa cinco anos em outubro e enfrenta a chegada de novos concorrentes. Vêm aí o Citroën C4 (de início francês, depois argentino), o Renault Mégane Sedan de segunda geração, o novo Vectra, o Volkswagen Jetta — sucessor do Bora. Civic e Corolla também não demoram muito a ser reformulados, sem falar no ainda recente Peugeot 307, que pode ganhar uma versão três-volumes.

Cercada por todos os lados, a Ford decidiu aplicar a um modelo que ainda revela modernidade — embora já substituído no mercado europeu — um motor brilhante e plenamente atual. A versão de 1,6 litro permanece com o Zetec Rocam fabricado em Taubaté, SP, e logo será flexível em combustível. Sedã e hatch, porém, dão um salto importante em desempenho com a chegada do Duratec. Basta dizer que à exceção do Marea, hoje feito em conta-gotas, o Focus de três volumes torna-se o carro mais potente do segmento. E o hatch só perde os esportivos, e mais caros, Stilo Abarth, Audi A3 Turbo e Golf GTI.

O Duratec traz boas evoluções sobre o Zetec, como o bloco de alumínio em vez de ferro fundido (mais leve e com melhor dissipação de calor), o comando de válvulas acionado por meio de corrente (mais robusta) e a melhor relação r/l, 0,298 contra 0,312 (menos vibrações e melhor rendimento). Outras características atuais são bielas fraturadas (garantem melhor fixação entre as duas partes), coletor de admissão em plástico e de escapamento tubular, bomba de combustível com controle eletrônico, sensor de detonação e coxins de fixação hidráulicos. Continua

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Data de publicação: 25/5/05

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