Agilidade Os compradores de antigos Couriers tinham de escolher entre um econômico mas fraquíssimo motor de 1,3 litro e 60 cv, o arcaico Endura-E de comando no bloco, e um moderno -- mas ainda subdimensionado -- 1,4 de 16 válvulas e 88,8 cv, o Zetec-SE de alumínio. Nada como um aumento de cilindrada, para 1,6 litro, e o retorno às oito válvulas para conferir torque em baixos regimes ao Courier, mais importante em um utilitário do que a potência em alta rotação -- que, de quebra, passou para 95 cv. |
| Tampa traseira de rápida remoção é exclusiva na categoria e lanternas integradas à luz de freio iluminam a caçamba com o carro parado | ![]() |
| O novo Zetec Rocam,
adotado há um ano em toda a linha Ka e Fiesta, obtém
seu torque máximo de 14,2 m.kgf a apenas 2.250 rpm, o
que traz ao picape grande agilidade no trânsito e boas
respostas mesmo com carga. A redução de atrito
promovida pelo acionamento roletado das válvulas (saiba
mais) permite-lhe
subir de giro com facilidade. Por falar em rotações, a Ford precisa adotar -- rápido -- uma faixa vermelha no conta-giros ou limitar sua escala ao regime de corte do motor, em torno de 6.200 rpm. Como está, o motorista pode contar com o limite indicado de 7.000 rpm, em uma ultrapassagem apertada, e ser surpreendido com o motor rateando. |
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O entreeixos do Courier é o mais longo dos picapes leves, superando o do Omega: perde-se em harmonia de estilo, ganha-se em conforto de marcha e espaço para cargas longas |
| O desempenho anunciado é
bom, com aceleração de 0 a 100 km/h em 11,9 s e
velocidade máxima de 170 km/h. Uma cobertura marítima
na caçamba poderia melhorar este valor e também reduzir
o consumo em estrada, de 15,9 km/l (em cidade, 11,6 km/l),
pois em todo picape a tampa traseira representa um "freio
aerodinâmico". Ponto positivo do Courier é o bom
comando de câmbio, aliado a uma marcha a ré de fácil
engate (sem travas desnecessárias, que existem no Strada
e Saveiro) e comando hidráulico de embreagem. A capacidade de carga elevada requer, como em todo picape, uma suspensão traseira reforçada -- e o conforto a bordo do Courier se ressente disso. Já a frente está bem ajustada e passa melhor por lombadas que o Fiesta Sport recentemente avaliado (leia comparativo completo com o Clio RT), que apresentava ruído na distensão dos amortecedores. O comportamento dinâmico do picape é bom, apesar da suspensão traseira de eixo rígido, e seus freios atuam com eficiência. A linha 2001 vem com pneus mais altos, 175/70, que não equipavam esta unidade. |
| Os bancos altos não incomodam no picape, pois o teto fica mais distante que o do Fiesta; posição de dirigir é das melhores e o volante tem empunhadura correta | ![]() |
| O que torna o Courier
menos atraente é o preço. Vendida a R$ 20.665 sem
opcionais e R$ 24.380 completa (veja a relação de equipamentos), a versão XL custa tanto quanto
um Fiesta GLX 1.6, o que em geral não acontece --
picapes costumam ser baratos devido a menores custo de
produção e incidência de IPI, Imposto sobre Produtos
Industrializados. Além disso, é mais caro que o Corsa
Pickup GL, o Saveiro (até mesmo a versão dois-litros de
111 cv) e o Strada Working de 106 cv. Só fica atrás do
Strada LX de cabine estendida, que oferece desempenho e
conveniência superiores aos do picape da Ford. Continua |
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