



Mais espaçoso e com novos itens
de conveniência, o terceiro modelo usava motor básico de 2,4 litros e
logo recebia esta opção conversível |
Em dia com o novo
milênio
Parar no tempo,
dependendo do segmento, pode significar o fim de um modelo. E a
Mitsubishi, honrando a tradição de mudar o Eclipse a cada quatro anos,
apresentava a nova geração do modelo no ano 2000. Além das mudanças de
estilo, mais importante talvez tenha sido a mudança no conceito do
carro. Saíam de cena o conversível e a versão GSX e chegava um novo
propulsor de seis cilindros, algo que sempre fez falta ao japonês. Era
como se o carro amadurecesse.
O estilo mudava com a adoção de grandes faróis em forma de trapézio. No
para-choque, a enorme tomada de ar permanecia. Ao lado havia as luzes de
direção e sulcos com refletores. A lateral era discreta, com exceção de
três vincos na parte inferior das portas, e teto e colunas tinham
caimento bastante curvo. A traseira alta exibia um grande aerofólio,
lanternas triangulares com elementos internos circulares e um
para-choque robusto com luzes de ré e um grande sulco para a placa. Não
era tão elegante quanto o anterior, mas estava dentro da média no
segmento. Internamente o volante de três raios convidava à
esportividade. O painel trazia formas circulares para os difusores de
ar; revestimento em couro e plásticos de aspecto agradável davam o tom
do ambiente. Se os bancos dianteiros abraçavam com conforto os
ocupantes, o mesmo não acontecia com os passageiros de trás, que tinham
espaço exíguo para as pernas.
Renovado, o Eclipse continuava a ser feito sobre a plataforma do sedã
Galant. Media 4,45 m de comprimento, 1,75 m de largura, 1,31 m de altura
e 2,56 m de entre-eixos e pesava de 1.280 a 1.430 kg. Era oferecido em
três níveis de acabamento: o básico RS, o médio GS e o de topo GT. Todos
os modelos vinham com tração dianteira e podiam ser equipados com câmbio
manual de cinco ou automático de quatro marchas. Esta última
transmissão, nos modelos GS e GT, podia receber o sistema Sportronic de
mudanças manuais. A suspensão voltava ao simples conceito McPherson na
dianteira e continuava multibraço atrás; os freios vinham com discos nas
quatro rodas e ABS. O motor básico do RS e do GS era o mesmo do Spyder
da geração anterior, o 2,4 com 16 válvulas, que produzia 156 cv e 22,5
m.kgf. Mas a estrela da linha era mesmo a versão GT, que aposentava o
turbo em favor de um V6 de 3,0 litros e 24 válvulas com 207 cv e 28,3
m.kgf. Embora com 5 cv a menos que a antiga versão turbo, o novo motor
garantia torque linear durante toda a faixa de rotação. Com isso o
Eclipse estava com comportamento mais suave — ganhava velocidade sem
sobressaltos e evitava o retardo nas acelerações e retomadas, comum
no antigo motor turbo.
Foi o que comprovou o jornalista Roberto Nasser em sua coluna no Best
Cars quando dirigiu o modelo: "O automóvel é outro. Do antigo tem o
nome e a noção de estética. Foi alongado, ganhou mais espaço interno,
teve trocado o agitado motor de quatro cilindros dois-litros turbo por
suave, porém positivo, V6 três-litros 24V aspirado. Houve redução de
potência e de disposição esportiva, compensados por um ganho de
dirigibilidade, controle e segurança bastante sensível. Imagino que em
pista molhada e curvas com raios apertados, o novo Eclipse irá melhor
que o antigo".
Em comparativo com Acura Integra,
Honda Prelude, Mercury Cougar, Subaru Impreza,
Toyota Celica e
Volkswagen Golf GTI em 1999, a
Car and Driver considerou o Eclipse GT o segundo melhor, atrás
apenas do Prelude.
Continua
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