

Outros com motor
motociclístico: o Dax Rush (em cima), também com o da Hayabusa, e o
Tiger Z 100, com duas unidades da Kawasaki ZX-9R!


A versão Sprint do Vindicator,
de laterais rebaixadas para fácil acesso, e o Mirach Roadster (embaixo),
criativo, mas com inspiração no Lotus

Um Seven fora de estrada? Quase
isso: o Chinkara, feito na Índia com motor Isuzu, tem maior altura de
rodagem para se adequar a pisos ruins |
Este
último, com 205 cv, cintos de quatro pontos e silenciador de fibra de
carbono, acelera de 0 a 96 km/h em 4,5 segundos e é exclusivo para o
Reino Unido. Outros modelos de Westfield, já descontinuados, foram o
Sport 1800 e o Sport 2000. Das demais empresas britânicas, algumas
merecem destaque pelas diferenciações.
A Spyder fazia o Silverstone com suspensão traseira independente; a
Quantum fabrica o Xtreme Striker, que tem o para-brisa mais inclinado; e
a Vindicator produz um com as laterais bem mais baixas para facilitar a
entrada e a saída do carro. A Dax faz o Rush Super Lightweight, com
motor de Suzuki Hayabusa, e oferece uma versão LWB (long wheelbase,
distância entre eixos longa) para melhor acomodar os ocupantes. A Stuart
Taylor é outra que usa motor de moto — no caso o da Honda Fireblade com
injeção e 152 cv. O carro chama-se Locoblade.
A Tiger foi a fábrica que mais longe levou o conceito de instalar
motores de motos. O modelo Z 100 tinha duas unidades de 900 cm³ de
Kawasaki Ninja ZX-9R, e o Z 100 WR (de
World Record, recorde mundial), dois motores de 1.200 cm³ de
Kawasaki ZX-12R. Segundo a empresa,
foi o suficiente para estabelecer um recorde mundial na aceleração de 0
a 96 km/h, com o tempo de 2,8 segundos, e de 0 a 161 km/h, com 6,3 s. A
Ginetta, uma das mais tradicionais fabricantes de carros esporte
ingleses, também teve sua versão do Seven, a G2 de 1958.
O Locust, dos kits à venda no mercado, foi o mais original: tratava-se
de um jogo de plantas para construção do carro usando painéis de madeira
e alumínio, cortados de acordo com os moldes de papelão que faziam parte
do pacote. A Robin Hood em sua linha de réplicas também tem um "sevenesque"
— a empresa usa um nome bastante adequado a um fabricante que iniciou
copiando carros dos ricos, como o
Ferrari 365 GTB/4 "Daytona", para vender barato aos menos
afortunados. Para citar alguns outros ingleses, há Dutton, Falcon e
Luego.
Feitos em
casa
O Seven ainda serviu de
inspiração para alguns carros que, embora visualmente não tenham
semelhança com o Lotus, foram nele inspirados quanto ao conceito e às
proporções gerais, como o Mirach Roadster e o Toniq R. E a criação de "sevenesques"
se intensificou desde 1996 com o surgimento do fenômeno dos Locosts.
Esses são carros criados pelos próprios donos em seu quintal ou garagem
a partir de peças da mecânica de automóveis sucateados, sobretudo do
Escort inglês, com base em projetos constantes de diversos livros que
ensinam como construir seu carro esporte por um custo bem razoável (leia
boxe).
Na Argentina, na década de 1990 existia o Target, com motor Volkswagen
AP 1,8 de 120 cv, suspensão traseira independente, painel mais
requintado e linhas pouco mais arredondadas. E não só no Hemisfério Sul
surgiram réplicas do carro. Na Índia há o Chinkara, lançado em 2003. Com
motor Isuzu 1,8, a distância mínima do solo de 28 cm — mais para veículo
fora de estrada que para carro esporte — prejudica sua estabilidade em
curvas, mas ajuda a passar pelas péssimas estradas indianas. O Chinkara
pode vir com um equipamento que acaba lhe dando de volta um pouco do
aspecto esportivo: uma capota rígida com portas asa-de-gaivota, como a
que era oferecida para o Lotus pela empresa Ackerman.
Até em locais em que não se imagina existir indústria automobilística
surgiram clones do Seven, como na Arábia Saudita, com o KHM 7. No Japão
a Mitsuoka, famosa por converter carros atuais em nostálgicos inspirados
nos ingleses, ofereceu o Zero-1, que fugia a seu conceito de carro
simples para máxima esportividade — tinha interior luxuoso e até bolsa
inflável. Foi produzido de 1994 a 1996 com motor Mazda. Dois derivados
com modificações na carroceria foram apresentados em 2002 e 2003, mas
nenhum deles chegou ao mercado.
Pelo menos dois fabricantes existiram no Canadá: Mark Seven e
MCC. Nos EUA, provavelmente o primeiro "sevenesque" foi o Sabre Seven,
de 1974. O Centaur Seven, por sua vez, tinha uma característica única no
tipo: construção monobloco. O Diva
Roadster já teve inspiração tanto no Seven quanto no outro campeão de
replicagem, o Cobra. Seu motor V8 está mais para este último. Outros
dois norte-americanos oferecem um tipo de motor peculiar: o Rotus adota
motor Wankel rotativo, e daí a origem de seu nome, assim como o Viking
Sport SRX-7, com motor turbo de Mazda
RX-7.
Continua
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