



No R300 com motor Ford de 175
cv (em vermelho) ou na edição Monaco do Roadsport de 125 cv, os
Caterhams continuam divertidos de dirigir |
O
Classic com motor 1,4 de 105 cv foi testado em 2002 pela revista inglesa
Evo, que destacou "o puro e simples entretenimento de dirigir". E
explicou: "Dirigir um Caterham é um assalto intenso a seus sentidos e,
embora este possa não ser o mais rápido deles, todas as sensações ainda
estão aqui em abundância. (...) A resposta ao acelerador é precisa e há
uma trilha sonora que satisfaz saindo pelo escapamento lateral".
A norte-americana Road & Track avaliou em 2001 uma versão com
motor Ford Zetec 2,0 modificado para 147 cv. Começou relembrando os
atributos dinâmicos do Seven original: "Ele simplesmente superava em
freios, estabilidade e aceleração carros esporte de construção mais
convencional (portanto mais pesados) na classe de 2,0 litros, e em uma
pista curta conseguia desbancar um
Corvette. Sua única limitação na pista era seu alto
coeficiente aerodinâmico (Cx), em especial
quando equipado com os clássicos para-lamas, o que limitava a velocidade
máxima".
Sobre o Caterham testado, a revista contava: "Ele ainda parece muito e
transmite as mesmas sensações do original; apenas roda mais rápido e com
mais conforto. O maior aprimoramento no chassi está provavelmente na
suspensão traseira De Dion. Em autoestrada, o Seven tem excelente
equilíbrio entre resistência à inclinação em curvas e maciez de
suspensão, parecendo tão civilizado quanto — ousarei dizer — um Porsche
Boxster. Como no Porsche, você pode sentir o que as bandas de rodagem
dos pneus estão fazendo, mas sem desconforto".
Mas quem compra um Caterham não se interessa em conforto, mas em
diversão, certo? Certo: "Na pista, as coisas ficaram ainda melhores. O
Seven provou-se um dos carros que demandam menos esforço, embora ainda
estimulantes, que levamos a um circuito. É supremamente neutro e
equilibrado, com um mínimo de sobresterço
por aplicação de potência para ajustar o ângulo em curvas fechadas. Ele
perdoa erros tremendamente, e você pode se recuperar de quase qualquer
absurdo com apenas uma pequena correção de direção. (...) O Seven
simplesmente quer permanecer na pista".
O Superlight R500 Evolution vinha em 2005 com 250 cv no motor Rover de
2,0 litros, o que, considerando o peso de 470 kg, dava uma excelente
relação peso-potência de 1,88 kg/cv. Era o suficiente para o carro
atingir 240 km/h e acelerar de 0 a 96 km/h em apenas 3,2 segundos. Mais
tarde o R500 superou o Evolution ao obter 263 cv de seu motor Ford
Duratec de 2,0 litros, que levava os 506 kg do carro de 0 a 96 km/h em
2,9 segundos, ajudado pela caixa de câmbio sequencial opcional.
Essa última versão foi testada pela Evo: "O motor envia sua
fúria pelo escapamento lateral quando você dá uma acelerada, e o ruído é
de puro carro esporte".
O desempenho, claro, impressionou: "Ele é tão rápido que uma
ultrapassagem é completada tão brevemente quanto a decisão de apertar o
acelerador. É uma forte lembrança dos benefícios de uma engenharia pelo
baixo peso e, apesar de seus 50 anos, a fórmula do Seven parece mais
inteligente do que nunca".
Em 2007 era mostrado o X330, exemplar único para comemorar o
cinquentenário da empresa, com motor de 330 cv em uma carroceria na
maior parte feita em fibra de carbono. No ano seguinte surgia a edição
especial CDX, de apenas 20 unidades.
Continua
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