Potência de gente grande em um carro de meia tonelada: com um compacto motor V8 da RS Performance, o Levante da Caterham chegava a 550 cv a 10.000 rpm

Outras derivações do Seven: de cima para baixo, o Elfin australiano e os sul-africanos da Superformance, com para-brisa curvo, e da Birkin

A Westfield é mais uma inglesa com bons produtos, que usam motores variados como o Ford Duratec, um turbo da GM e mesmo o V8 da Rover

O carro era uma versão de rua do modelo usado no Caterham Drive Experience (CDX), um evento no qual o público podia pilotar os Sevens em diversas pistas. O CDX tinha enfoque em quem usa o carro mais na pista, em track days, do que na rua. E no mesmo ano aparecia o Caterham mais potente já produzido, com produção restrita a oito unidades: o Levante Seven.

O motor V8 de apenas 2,4 litros com compressor fornecia 550 cv a 10.000 rpm e torque de 41,5 m.kgf para um peso de 520 kg, o que o fazia acelerar de 0 a 96 km/h em menos de 3 segundos. Essa picante versão cativou o jornalista da Evo: "Quando atinge 4.000 rpm, ele começa a acelerar mais rápido do que você poderia imaginar. Se estiver em uma das três primeiras marchas, você provavelmente terá pequenas escapadas de traseira enquanto os pneus perdem tração". O Levante tinha a melhor relação peso-potência entre os carros avaliados até então pela revista.

"Mais de 100 mil libras por 520 kg de Caterham pode parecer muito, mas, acredite, não é. 'Ele é realmente controlável?' foi a questão que a maioria das pessoas me fez. A resposta é sim, mas você certamente precisa aprender a usá-lo e deve recalibrar sua mente e suas reações. Duvido que você se sentiria feliz de imediato com ele, a menos que tivesse passado bastante tempo dirigindo carros de Fórmula 1", concluía a Evo.

A produção total da Caterham, até hoje, superou os 13.000 carros e a atual linha é composta por Classic, Roadsport, CSR, Superlight, R300, R400 e R500, além das edições de tiragem limitada Roadsport Monaco e Lambretta, ambas com motor Ford Sigma de 1,6 litro.

Os "sevenesques"   Embora os direitos de produção tenham sido vendidos apenas para as duas marcas citadas, diversas empresas, atraídas pelo baixo custo necessário para a construção do carro, começaram a montar modelos inspirados no Seven. A quantidade de opções assim surgidas é tão grande que se criou uma designação de tipo para eles: sevenesque.

Um dos primeiros países onde surgiram clones do Seven foi a Austrália, onde esses carros recebiam o apelido de Clubman, devido ao sucesso do Seven na categoria de mesmo nome. Talvez a mais antiga cópia do carro fora da Inglaterra, o Elfin foi lançado em 1961. Também do país vem o que talvez seja o carro inspirado no Seven com o maior motor: o Daytona X7, equipado com um V8 Chevrolet de 5,7 litros e 300 cv, que exige uma bolha no capô. Dotado de câmbio de seis marchas, o carro acelera de 0 a 100 km/h em 5 segundos e percorre o quarto de milha em 11 s.

Outros clones australianos são Sirius Sports 7, com motor Nissan turbo de 2,0 litros; PRB, que tem até opção de painel digital; Bomac Amaroo Two e ASP, este lançado em 1968 e hoje dotado de mecânica Toyota. Na Nova Zelândia, além da Steel Brothers, outros fabricantes de réplicas do Seven surgiram como Chevron Classic, Leitch e Almac. Na África do Sul, a Birkin continua a produção de seus carros nas versões S3, Europe S3 Sprint e Europe S3 Supersprint, esta com motor de 190 cv. Outros fabricantes de "sevenesques" nesse país são RM7 e Superformance, este com uma frente bem arredondada e para-brisa curvo, raridade nesse tipo de carro.

No Reino Unido, além da Caterham, diversas outras marcas fizeram suas interpretações do Seven. Muito admirados são os carros da Westfield, existentes em diferentes versões desde 1983. A mais radical é a Seight, com motor Rover V8 de 3,9 litros e 200 cv, lançada em 1991. O carro pode vir com defletor e aerofólio que sobe da parte inferior das laterais para a traseira alta. A marca também já teve versões com motores de motocicleta e câmbios sequenciais de seis marchas, lançadas de 2000 em diante. O Megabusa e o Megablade usavam, na ordem, motores da Suzuki GSX 1300 R Hayabusa e da Honda CBR 900 RR Fireblade com mais de 150 cv.

Uma série especial surgida em 2006 foi a 2000 S. Com motor Ford Duratec modificado pelo preparador Dunnell para 250 cv, era capaz de ir de 0 a 96 em 3,2 segundos e alcançar 238 km/h com a caixa de câmbio sequencial. A avaliação da Evo considerou-o "uma alternativa mais barata e focada na pista ao Caterham CSR". Atualmente a linha da empresa consiste dos modelos Seight, SE AeroSport, SE Sport 1600 Turbo — com motor General Motors turbo — e SE Sport Turbo UK 200. Continua

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