
Sevens sofisticados: no Mitsuoka
Zero-1, motor Mazda e bolsa inflável; no Hauser H1 (à direita),
carroceria de fibra de carbono e motores BMW


O pioneiro Sabre (em cima)
apareceu nos EUA já em 1974; também de lá é o Rotus, que tem esse nome
por causa do motor rotativo da Mazda


No TMC Costin, portas com
abertura vertical e teto targa; embaixo, o Estfield feito na Estônia, um
Seven simples e que usa motor da Lada |

O
Viking também se destaca por seu enorme aerofólio traseiro, defletor
dianteiro e faróis quádruplos. O Super 8, por sua vez, tem seu nome
devido ao número de cilindros de seu motor de 4,95 litros de
Ford Mustang, nosso bem
conhecido 302. A suspensão traseira segue o estilo
Jaguar E-type, com dois
amortecedores e molas por roda. Outro Seven com motor diferente é o
Stalker, com V6 de 3,4 litros de
Chevrolet Camaro. Já o Ultralite usa motor de Suzuki Hayabusa ou, em
sua versão Y2K, do Honda S2000, que com
240 cv permite um 0-96 km/h em 3,5 segundos. Entre outras réplicas
norte-americanas estão Champion e DSK.
Na Europa, "sevenesques" surgiram por todos os lados. Na Alemanha houve
cópias criativas, com desenho mais esportivo. O Glauner Rush Dakota tem
faróis quádruplos embutidos, defletor e motor Cosworth turbo de 2,0
litros. O Hauser H1 usa carroceria de fibra de carbono, portas de
verdade, retrovisores aerodinâmicos, para-brisa inclinado com limpadores
retráteis e grande entrada de ar no capô. A suspensão traseira
independente é de Mercedes-Benz e o motor pode ser BMW M3 de seis
cilindros em linha com 3,0 ou 3,2 litros. No interior o H1 tem cintos de
quatro pontos, revestimento de couro e pedais ajustáveis.
Outro fabricante, a HKT, também tem uma réplica com portas, mas com
motor turbo de Audi. O Mohr Rush, não mais fabricado, tinha linhas
retas, capota tonneau rígida e motor Cosworth opcional. Já os "sevenesques"
da RCB trazem capota rebaixada. Para quem quer um Seven alemão, mas com
linhas tradicionais, existe o VM 77. Na França surgiu uma cópia luxuosa
do carro, o Martin Super, produzido por um antigo fabricante de motos.
Na Irlanda, o TMC Costin foi projetado por Frank Costin, fundador do
fabricante de carros esporte Marcos. Produzido pela Thompson, tinha
para-brisa mais inclinado e curvo e portas de abertura vertical. As
últimas das 26 unidades usavam teto targa. O projeto não durou muito,
mas um dos últimos chassis foi levado para os EUA, onde foi usado para a
construção do protótipo do Panoz Roadster. Na Europa oriental também
existem carros do tipo, como na República Checa, onde se produz o Kaipan
47, com motor Audi turbo. No outro lado da escala de potência, o
Estfield produzido na Estônia vem em sua versão básica com motor Lada —
o nome do carro é um trocadilho entre leste, referente ao país, e o
carro que serviu de modelo para sua construção, o inglês Westfield.
Seven
holandês
Um dos melhores clones
do Seven surgiu na Holanda, o Donkervoort. Era um antigo importador da
Caterham, mas restrições impostas pelo governo impediram a continuação
da venda dos carros da marca inglesa. A firma resolveu então montar sua
própria versão, D-Type, que surgia em 1978 com medidas aumentadas para
acomodar ocupantes maiores. Três anos mais tarde vinha o S8, com ainda
mais espaço interno e entradas de ar que se tornariam características do
fabricante. Venderam cerca de 400 unidades.
Em 1985 aparecia o S8A com motor Ford 2,0, o primeiro "sevenesque" a
passar por teste de impacto. Também estava disponível na versão S8AT com
turbo e 170 cv. O próximo foi o D10, com aerodinâmica aprimorada e
portas e bancos de fibra de aramida (kevlar), produzido em apenas 10
unidades em 1988, para comemorar os 10 anos como fabricante. O motor
tinha 190 cv, o suficiente para levar o carro até 240 km/h e fazê-lo
acelerar de 0 a 96 km/h em 4,5 segundos.
Continua
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