

Depois dos freios antitravamento
e do telefone integrado, o modelo 1987 vinha com dois faróis; um ano
mais tarde o motor passava a 4,5 litros


Sedã (fotos) e cupê podiam
receber o pacote Touring, com suspensão mais firme; a traseira tinha
nivelamento automático em toda a linha |
A
ideia era válida — a Mercedes a retomaria com êxito no fim dos anos 90
—, mas na época, sem grandes recursos eletrônicos, o sistema mostrou-se
problemático e muitas concessionárias preferiram desativá-lo. Outras
novidades eram um indicador de consumo instantâneo e a opção do motor
Buick V6 de 252 pol³ (4,1 litros) com carburador quádruplo, 125 cv e 29
m.kgf com caixa automática de quatro marchas. Agora, motores de três
divisões da GM equipavam o DeVille.
A Cadillac precisava a qualquer custo deixar seus carros mais econômicos
para atender aos limites do CAFE, o que incluiu o lançamento do compacto
Cimarron. E para isso a cilindrada voltava
a cair em 1982 com o novo Cadillac HT-4100, um V8 de 249 pol³ (4,1
litros) com injeção, 125 cv e 26,3 m.kgf, que substituía o V8-6-4. A
caixa automática vinha com quatro marchas e um computador de bordo
ajudava a educar o pé direito do motorista. O diesel e o Buick V6 ainda
estavam disponíveis. Mais 10 cv vinham no 4,1-litros para 1983; um ano
mais tarde, a suspensão ganhava nivelamento automático. O DeVille estava
prestes a passar por mais uma grande transformação.
Técnica
atualizada
Motor
transversal e tração dianteira, a fórmula hoje universal em carros
pequenos, eram as novidades do grande Cadillac no modelo 1985. A nova
plataforma C, compartilhada com o
Buick Electra e o Oldsmobile 98,
resultava em um carro bem menor (4,95 m de comprimento e 2,81 m de
entre-eixos, por boa margem o mais compacto DeVille até então produzido)
e mais leve, com 1.510 kg no caso do sedã.
Seu estilo estava contemporâneo, com quatro faróis retangulares, grade
de perfil mais baixo e integração maior dos para-choques e outros
elementos à carroceria — mas permanecia um tradicional Cadillac, incapaz
de causar rejeição nos clientes fiéis por esse motivo. O teto Cabriolet
ainda estava disponível para o cupê. Outra opção era o pacote FE2
Touring, com rodas de alumínio de 15 pol com pneus 215/65, suspensão
mais firme e volante revestido em couro.
O motor padrão a gasolina ainda era o de 4,1 litros com injeção — o
único V8 transversal do mundo a seu tempo —, com 125 cv e 26,3 m.kgf.
Alternativas, só a diesel: um inédito V6 de 4,3 litros, com 85 cv e 22,8
m.kgf, e o conhecido V8 de 5,7 litros. A caixa automática vinha com
quatro marchas e gerenciamento eletrônico. A plataforma atualizada
passava por suspensões independentes McPherson à frente e atrás, com
nivelamento automático no caso da traseira.
O DeVille 1986 vinha com opções de sistema antitravamento (ABS) nos
freios, telefone celular integrado ao console central e os pacotes
Touring Coupe e Touring Sedan, que envolviam suspensão esportiva, rodas
de 15 pol, direção mais rápida e acessórios visuais. O motor 4,3 a
diesel saía do catálogo. Um ano depois vinham novos faróis (apenas dois)
e lanternas traseiras e melhorias na absorção de asperezas e vibrações.
Um V8 maior, o HT-4500 de 273 pol³ (4,5 litros), trazia melhor
desempenho para 1988 com seus 155 cv e 33,2 m.kgf.
Nesse ano o Touring Sedan foi analisado pela Popular Mechanics:
"É mais firme que outros modelos DeVille, fazendo uma pequena concessão
em qualidade de rodagem por um ganho substancial na satisfação geral do
motorista". Além disso, o motor resultava em "melhora em aceleração
quase dramática. O Touring Sedan pode não inspirar memórias do torque
massivo que um dia distinguiu os carros dessa espécie, mas está em um
patamar mais coerente com seus competidores".
Continua
|