


Um moderno motor de 32 válvulas
revigorava o DeVille Concours (no centro), que trazia painel digital e
suspensão com controle eletrônico


Retoques na aparência e novos
itens de conforto vinham em 1997; em vinho, o luxuoso sedã d'Elegance,
com cinco lugares e motor de 275 cv |
Renovado por dentro, renovado por fora: o modelo 1989 vinha com
carroceria remodelada e mais ampla no sedã, o que trazia ganho em espaço
interno. O comprimento passava a 5,21 m, e o entre-eixos, a 2,89 m,
enquanto o cupê mantinha as medidas anteriores. A linha do ano seguinte
recebia novo aumento de potência no mesmo motor — para 190 cv, com
torque de 33,9 m.kgf — e bolsa inflável para o motorista como item de
série.
A revitalização do motor teve vida breve, pois já em 1991 o DeVille
estava com uma unidade de 300 pol³ (4,9 litros) que fornecia 200 cv e 38
m.kgf. Uma caixa automática mais moderna o acompanhava. Na suspensão, o
controle eletrônico Computer Command Ride permitia ajustar o grau de
rigidez em três níveis. O ano seguinte trazia velas de ignição com vida
útil de 160 mil km, controle eletrônico de tração e rodas de 16 pol para
o pacote Touring Sedan.
A estreia
do Northstar
O Sedan DeVille
Concours, alternativa ao sedã básico, era a atração da linha 1994, que
marcava a extinção do Coupe DeVille. O estilo estava mais arredondado e
havia detalhes de bom gosto, como a extensão dos frisos laterais que
cobria parte das rodas traseiras. O comprimento crescia de novo, agora
para 5,32 m, e por dentro havia novidades como bancos mais altos, painel
de instrumentos digital e o Airbank System, que oferecia bolsas
infláveis para proteger os três ocupantes da frente. A alavanca de
câmbio permanecia na coluna de direção, como nos velhos tempos.
Sob o capô do Concours, outra evolução: o motor Northstar V8 de 279 pol³
(4,6 litros) que havia surgido no ano anterior no
Allanté, com bloco e cabeçotes de alumínio,
duplo comando nos cabeçotes e quatro válvulas por cilindro, estava apto
a 270 cv e 41,5 m.kgf e movia seus 1.810 kg com desenvoltura bem
superior (o DeVille básico mantinha o motor 4,9). Também exclusiva desse
modelo era a suspensão com controle eletrônico; na traseira de ambos os
automóveis, o conceito de braços sobrepostos substituía as colunas
McPherson.
A Popular Mechanics aprovou a novidade: "Ele não chega a ser um
Seville em desempenho ou comportamento,
nem um Fleetwood em tamanho,
mas o resultado final ainda é um carro grande, espaçoso, rápido, com
excelente comportamento. E que vai agradá-lo com o revestimento em
couro, o acabamento de madeira Zebrano que é marca registrada da
Cadillac e um sistema de áudio 'matador', com 11 alto-falantes e 160
watts. Isso é desempenho e luxo norte-americano".
Outra revista, a Motor Trend, colocou o Concours frente a frente
com o Lincoln Continental em 1995. E observou: "Ambos são ótimos como
'voadores' nas autoestradas, devorando milhas sem esforço. Suas
estruturas rígidas ao extremo eliminaram ruídos. Mas preferiríamos o
Concours para estradas mais sinuosas. Falta ao grande Lincoln a precisão
e a fluidez do Cadillac. Não é tarefa fácil escolher um vencedor
absoluto. Contudo, apesar de sua aparência admitidamente conservadora, o
Concours — mais voltado ao desempenho — aparece como nosso favorito".
Depois de um ano de mudanças sutis, a linha 1996 estendia o Northstar
para o Sedan DeVille básico, com 275 cv, enquanto uma versão com 300 cv
e 40,8 m.kgf passava a equipar o Concours — agora capaz de acelerar de 0
a 96 km/h em apenas 7,5 segundos. Havia mais novidades: telefone celular
com acionamento por voz e tecnologia digital, direção com assistência
Magnasteer, limpador de para-brisa automático, rodas de 16 pol e a
aplicação do controle eletrônico de suspensão também ao modelo básico.
A gama crescia em 1997 com a chegada do sedã d'Elegance, dotado de
acabamento externo em dourado e cinco lugares em vez de seis, pela
aplicação de um console central na frente. Voltado ao conforto, usava o
mesmo motor de 275 cv do DeVille básico, mantendo-se o de 300 cv
restrito ao Concours, que buscava motoristas com perfil mais dinâmico.
Todos recebiam pequenas mudanças externas e passavam a ter bolsas
infláveis laterais dianteiras e o sistema OnStar, baseado em
posicionamento global por satélite, que prestava assistência ao usuário
e contatava serviços de socorro em caso de disparo de uma bolsa
inflável.
Continua
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