


As versões DHS, luxuosa, e DTS,
mais esportiva, esbanjavam requinte e toda a gama usava o motor
Northstar V8, com as mesmas potências

Já sem o nome DeVille, o DTS
lançado para 2006 adotava o padrão de estilo dos mais recentes Cadillacs
e recebia evoluções em segurança |
A
estreia do controle de estabilidade
StabiliTrak, de série no Concours e opcional nos demais, era o destaque
no modelo 1998, em que a linha DeVille assumia o posto de maiores
automóveis da Cadillac, após a extinção do Fleetwood. No ano seguinte,
um ganho em conforto: encostos dianteiros com massagem na região lombar.
Mais uma grande reformulação estava sendo preparada para a chegada do
novo milênio.
Conservador, mas avançado
Em vez de DeVille,
d'Elegance e Concours, as versões da linha 2000 assumiam os nomes
DeVille, DHS (DeVille High Luxury Sedan) e DTS (DeVille Touring Sedan),
na ordem. Um pouco maiores em entre-eixos (2,93 m), mas com comprimento
menor (5,26 m), eles adotavam linhas mais contemporâneas, embora
mantivessem o aspecto sóbrio e isento de modismos que vinham
caracterizando os maiores Cadillacs havia tempos. A maior modernidade a
que esses clássicos sedãs se permitiam era o uso de
leds nas lanternas traseiras.
O que não significa que fossem carros atrasados em termos tecnológicos —
pelo contrário. O melhor exemplo era o sistema Night Vision, ou visão
noturna, com sensores que detectavam pelo calor a existência de
veículos, pedestres, animais ou objetos na pista, além do alcance visual
do motorista, e os indicava em uma projeção no para-brisa. Havia ainda
ar-condicionado automático de três zonas de ajuste, aquecimento também
para o banco traseiro, cortina de proteção solar com comando elétrico e
sensores de estacionamento no
para-choque de trás.
O motor Northstar mantinha os dois níveis de potência e, na
suspensão (multibraço na traseira), apenas o DTS usava controle eletrônico. O peso variava de
1.805 a 1.850 kg conforme a versão. Atualizado, o DeVille passou a
receber apenas alterações sutis: em 2001, monitor de pressão dos pneus e
nova central de informações e entretenimento na parte central do painel,
com comando por voz ou toques na tela e capaz até mesmo de ler mensagens
de texto do celular; um ano depois, toca-DVDs e rádio por satélite; em
2004 (após um ano sem novidades), bancos dianteiros com ventilação e
volante aquecido; e então mais um ano-modelo sem mudanças.
O nome DeVille deixava de ser usado na linha 2006. Embora o remanescente
DTS fosse praticamente o mesmo automóvel de antes, seu estilo adotava em
parte os padrões lançados pelo mais esportivo CTS, com faróis em linha
vertical e uma ampla grade com o brasão da marca no centro, em vez de
espetado sobre o capô. Outras novidades estavam
em recursos como bolsas infláveis frontais
de duplo estágio (anunciadas como primazia da Cadillac) e laterais
do tipo cortina, faróis com lâmpadas de
xenônio, partida do motor com controle remoto e controlador de
velocidade que mantinha distância segura até o veículo à frente.
O
pacote opcional Performance levava o motor Northstar a 291 cv e trazia rodas de 18 pol e suspensão mais firme.
Nos últimos anos, poucas evoluções foram aplicadas ao DTS. O modelo 2008
trouxe o pacote Platinum Edition, com detalhes de acabamento e navegador
por satélite, e no ano seguinte o carro ganhou
interface Bluetooth para telefone
celular e navegador com informações de trânsito em tempo real. Nas
linhas 2010 e 2011 nada mais de expressivo foi apresentado.
De seu surgimento para identificar uma versão de carroceria da série 62,
em 1949, até sua extinção, em 2005, o nome DeVille representou classe,
sobriedade e requinte na melhor forma que a Cadillac poderia oferecer.
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