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O motor do Chevrolet tem o maior torque em baixa rotação e é o único a rodar com álcool ou gasolina

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A Ford usa um motor 4 cv mais potente com câmbio automático, mas ainda modesto para um 2,0-litros

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O comando de válvulas variável da Honda melhora em muito o desempenho de seu motor de 1,7 litro

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A Toyota usa um variador de fase que torna seu 1,8 bastante agradável, a não ser pela aspereza

Mecânica, comportamento
e segurança

Qual o motor mais potente: o 1,7-litro do Civic, o 1,8 do Corolla ou os 2,0 do Astra e do Focus? Engana-se quem apostar na maior cilindrada destes últimos: é o Toyota o líder nesse quesito, com 136 cv, ante 130 do Ford e do Honda e 121 ou 127,6 (conforme o uso de gasolina ou álcool) do Chevrolet. O segredo dos japoneses para compensar a menor capacidade cúbica é a variação do tempo de abertura das válvulas, por sistema mais elaborado no Civic (VTEC) que no Corolla (VVTi) — saiba mais.

Em torque máximo, no entanto, a situação se inverte. Surge o Astra em primeiro lugar, com 19,6 (álcool) e 18,3 m.kgf (gasolina), seguido pelo Focus (17,9), Corolla (17,5) e de longe pelo Civic (15,8). Único de duas válvulas por cilindro, o carro da GM também obtém seu maior torque em regime mais baixo, 2.400/2.600 rpm, ante 4.200 a 4.800 rpm dos demais. E há o benefício adicional de poder rodar com qualquer dos combustíveis, por enquanto uma exclusividade na categoria, o que permite reduzir os custos por quilômetro conforme a região e a época do ano.

Embora saiam à frente em eficiência com seus motores modernos, os dois japoneses perdem em um importante aspecto: suavidade de funcionamento. São um tanto ásperos em alta rotação, acima de 3.500 rpm (apesar da relação r/l razoável do Corolla; saiba mais). O Focus e o Astra são bem superiores nesse ponto, sendo o Ford capaz de chegar perto de 7.000 giros sem demonstrar esforço, algo que agrada a quem aprecia dirigir. O que ameniza a situação dos japoneses é que, com uma boa curva de torque, nenhum deles precisa recorrer a altas rotações na maior parte da utilização.

Analisados pelo Simulador de Desempenho do consultor Iran Cartaxo, os quatro mostraram bom desempenho, mas com vantagem de modo geral para o Astra abastecido com álcool. Ele obteve a maior velocidade máxima (em empate com o Corolla) e as melhores acelerações, ficando no mesmo nível do Toyota em retomadas. Astra com gasolina e Focus ficaram em plano intermediário na maioria dos quesitos, e o Civic, em desvantagem. Em contrapartida, os dois japoneses são os mais econômicos, seja em cidade ou em estrada, fator em que a menor cilindrada e a tecnologia de variação de comando os favorecem. Veja os números e a análise detalhada.

Os quatro possuem câmbio automático de quatro marchas com controle eletrônico, mas há diferenças de operação. Só no Astra existe seleção entre modo normal, esportivo (com maior retenção de marchas, inclusive ao desacelerar) e de inverno (para arrancadas suaves); os demais ajustam-se ao modo de dirigir do motorista e por isso dispensam a seleção. Focus e Corolla têm botão para desativar a última marcha (overdrive), em vez do uso da alavanca como nos demais. Continua

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