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Focus e Astra aproveitam a maior cilindrada para oferecer os melhores torques do grupo,
em especial o modelo da GM, que melhorou bastante com a tecnologia flexível
Comentário técnico
> As marcas japonesas usam sistemas para variar o tempo de abertura das válvulas, de modo a melhorar a distribuição de torque. O VTEC (Variable Valve Timing and Lift Electronic Control, controle eletrônico de tempo e levantamento de válvulas variáveis) da Honda é mais elaborado, com ressaltos na árvore de comando (que é apenas uma, raro em motores de quatro válvulas por cilindro) específicos para cada fase de atuação e levantamento das válvulas também variável. Já o VVTi (Variable Valve Timing with intelligence, tempo de válvulas variável com inteligência) da Toyota apenas altera a posição do comando, gerando a variação de tempo desejada.

> O motor do Astra, único no grupo com apenas duas válvulas por cilindro (a versão 16V deixou de equipar o Sedan para 2003), tem a melhor relação r/l, 0,300, o exato limiar para um funcionamento suave. No Focus e no Corolla é de 0,312, já além do razoável, embora a primorosa absorção de vibrações do carro da Ford faça o motor parecer muito suave. A Honda não divulga a medida no Civic, mas pela aspereza de operação parece estar acima de 0,31.

> A Ford mantém o uso de dois motores Zetec quase iguais na linha Focus 2,0-litros: o importado da Inglaterra, de 130 cv e 17,9 m.kgf, e o trazido do México, de 126 cv e 17,2 m.kgf. O mais potente equipa apenas as versões de câmbio automático. Não existe justificativa técnica para tanto, mas apenas de mercado: se a versão britânica sai mais cara, condicioná-la a um câmbio que é opcional permite embutir seu maior custo no preço da própria caixa.
O ideal, porém, seria o motor Duratec de 143 cv do EcoSport, também mexicano. O Focus ganharia em potência, torque e suavidade.

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Exclusivo do câmbio automático do Astra, o controle de ponto-morto faz desengatar a marcha (apenas internamente, pois a alavanca permanece em drive) quando o freio é aplicado com o veículo a até 3 km/h, situação típica das esperas em semáforos e congestionamentos. Liberado o freio, o câmbio retorna a drive. Como o motor deixa de "brigar" com os freios, ocorre redução de consumo, da ordem de 3% no ciclo urbano padrão usado pelos fabricantes. Como esse ciclo é bastante brando, no uso prático a diferença tende a ser maior.

> A suspensão traseira multibraço do Focus é a de geometria mais desenvolvida, o que explica em boa parte seu notável comportamento, enquanto a montagem em subchassi contribui para filtrar vibrações e irregularidades, outro destaque do automóvel. No Civic é usado o conceito de braços sobrepostos, também sofisticado, mas deixa a desejar em termos de conforto.

> A explicação pode estar nos braços muito curtos, necessários para que o tanque de combustível fosse recuado na atual geração e liberasse espaço para o assoalho plano na traseira. Preferíamos o velho túnel central com um rodar mais confortável. Os outros dois modelos recorrem ao tradicional eixo de torção, simples e de bons resultados. Na suspensão dianteira, todos usam o consagrado conceito McPherson (saiba mais sobre os tipos de suspensão).

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As marcas japonesas recorrem a variadores de comando de válvulas para obter boa
potência, em que o Toyota é líder, mas no Civic o torque deixa a desejar

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