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Conforto e conveniência   O interior do Xsara impressiona melhor à primeira vista, em parte pelo acabamento superior da versão Exclusive, com revestimento aveludado e detalhes imitando madeira no painel e pomo do câmbio (a nosso ver, de gosto reprovável), e em parte pelo desenho mais inspirado que o do retilíneo Golf. Detalhes como os difusores de ar, os puxadores das portas e suas maçanetas revelam mais criatividade no Citroën, em oposição à sobriedade do VW.

Interior sóbrio no VW (esquerda) e mais alegre e luxuoso no Citroën. Mas os
bancos deste, muito envolventes, causam desconforto em alguns casos

Ao se sentar, porém, o motorista descobre uma importante diferença: os bancos do francês são bastante baixos, mesmo no ajuste superior, e "abraçam" os ocupantes, o que é bem-vindo nas curvas rápidas, mas pode desagradar em dias quentes ou causar desconforto aos mais gordinhos. No alemão naturalizado paranaense os bancos são convencionais, com apoios laterais discretos. Só o Xsara oferece ajuste lombar (também para o passageiro), mas em ambos esse apoio poderia ser mais intenso. Os dois volantes são de quatro raios e reguláveis em altura e profundidade, havendo revestimento em couro no Citroën.

Os painéis trazem as mesmas informações, com a adição de indicadores de nível de óleo, de quilometragem até a próxima revisão (ambos na partida) e de um ótimo computador de bordo no Xsara. O amplo mostrador acima do rádio exibe, além de suas emissoras memorizadas, dados do veículo em diversos idiomas (incluindo português -- parece óbvio, mas nem sempre há essa opção) e inclui um alerta programável para excesso de velocidade. No entanto, este hatchback indicava consumo no padrão europeu, litros por 100 km, e não em nossos km/l, ao contrário da Break avaliada meses atrás.

O controle elétrico dos vidros oferece, em ambos, função um-toque apenas para os dianteiros e temporizador, sendo a montagem nas portas do Golf mais funcional que a no console do Xsara. Os comandos traseiros deste estão realmente mal colocados, no final do console, como se fossem acionados com os pés dos passageiros. Mas só ele possui controle automático de temperatura do ar-condicionado (o Golf o oferece apenas nas versões 2,0 e GTI) e toca-CD com comandos no volante.

Mais recursos no Xsara: computador de bordo dos melhores, toca-CD com controles no volante, ar-condicionado automático. Os apliques imitando madeira são de gosto discutível
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Já era mais do que hora, aliás, de a VW aposentar o toca-fitas, por melhor que seja, já que dificilmente quem compra carros desse padrão ainda não aderiu ao CD. Em contrapartida, a Citroën bem poderia adotar duplo acionamento na buzina (no volante e na alavanca à sua esquerda), como em alguns modelos Renault, de modo a atender à preferência francesa sem criar problemas no Brasil. O uso do comando apenas na alavanca, além de difícil com o volante esterçado, requer hábito do motorista -- que pode faltar em uma emergência.

Esses aspectos incomodam, mas há vários outros positivos. Exclusivos do Xsara são o ajuste elétrico da altura dos faróis, luzes de alerta para cinto desatado e portas mal fechadas (o mostrador do computador de bordo indica qual delas, em uma redundância bem-vinda), dois hodômetros parciais, porta-objetos com tampa nas portas e no console, limpador de pára-brisa com operação automática (muito eficiente; no Golf apenas se ajusta o intervalo entre as varridas), indicador de temperatura externa e apoio de braço central no banco traseiro. Continua

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