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Motos do Passado

De cara nova   O modelo 1984 vinha com apenas uma novidade técnica, o sistema elétrico de 12 volts em lugar do de seis. Na linha seguinte, 1985, é que a Yamaha efetuava a única reformulação de estilo aplicada à DT em toda sua história, dando-lhe ar moderno e arrojado. A mudança era total: tanque de combustível em formato "vulcão", com capacidade ampliada de 10 para 13 litros, banco avançando sobre ele, farol e painel retangulares com carenagem, pára-lamas mais largos e novas tampas laterais.

Clique para ampliar a imagem Renovação total de estilo na DT 180N, de 1985: linhas modernas, farol retangular e banco avançando sobre o tanque, do tipo "vulcão". Um desenho que se manteria até o final de sua produção

Estas tinham local adequado para a fixação do número de inscrição em competições. A DT -- renomeada 180N -- assumia em definitivo sua vocação para as trilhas e recebia também melhorias mecânicas. Na suspensão dianteira havia válvulas de ar, tornando o sistema hidropneumático (com a adição de ar aumentava a rigidez), e o curso crescia de 180 para 200 mm.

A trava do guidão vinha incorporada à chave de ignição, mais conveniente, e o carburador ganhava nova agulha de mistura e caixa do filtro de ar, com vistas ao aumento do torque. Ainda, a ponteira do escapamento era redimensionada e os apoios de pé do passageiro vinham ligados ao quadro -- não mais à balança traseira, onde recebiam todos os solavancos da suspensão.

A foto destaca a grande novidade da DT 180Z, lançada na linha 1988: freio dianteiro a disco, que as concorrentes da Agrale já traziam há três anos. Chegavam também protetores de mão no guidão
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Embora revitalizada, a DT enfrentava a concorrência da Honda 250 (então renomeada XLX) e das novas 125 e 200 da gaúcha Agrale, que ofereciam tecnologia superior -- como refrigeração líquida e freio dianteiro a disco -- aos adeptos do motor dois-tempos. Assim, depois de três anos, a evolução continuava no modelo 1988 com a versão 180Z, dotada de freio a disco na frente, protetores de mão nas extremidades do guidão e luzes de direção iguais às da RD 135.

Na época os profissionais das trilhas já tinham opções mais avançadas, como a 27.5E da Agrale, moto específica para as competições de enduro. Mas a DT, assim como a XLX, permanecia uma moto simples, confiável e relativamente barata, ideal para preencher a lacuna que sempre existiu entre as 125/135 e as motos de maior cilindrada (RD 350, CB 400/450).

A DT foi por muito tempo a opção ideal para os iniciantes do fora-de-estrada. Preço contido, mecânica simples, leveza e manutenção barata eram seus pontos altos

TDR, a híbrida   Parece inacreditável, mas os fabricantes nacionais deixaram o mercado por toda a década de 80 sem uma estradeira "comportada" entre 200 e 350 cm3, à parte a curta experiência da alemã MZ com sua 250. Uma tentativa de suprir a demanda por esse segmento partiu da Yamaha, em dezembro de 1988, com base na própria DT. Continua

Pronta para o cross
Em 1983 a Yamaha procurava suprir a demanda nacional por uma moto de cross acessível, elaborando uma versão "de briga" da DT: a MX 180. Vinha de fábrica simplificada, sem farol, lanternas ou retrovisores, e com adaptações mecânicas: suspensão dianteira de maior curso, escapamento de menor restrição, pneus de cross, eliminação da bomba de óleo -- a mistura era feita no tanque de combustível. Por sinal, a MX utilizava álcool e não gasolina, permitindo uma taxa de compressão de 7,2:1, potência de 21 cv a 8.500 rpm e torque de 1,85 m.kgf a 8.000 rpm.

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