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A TDR 180 trazia ao Brasil a proposta de adaptar um modelo de uso misto à rodagem predominante em asfalto, inspirada no conceito da TDR 250 japonesa, lançada no ano anterior. Esta, contudo, era uma "nervosa" bicilíndrica com o motor da TZR 250 (que lá substituiu
a RD 350), de 50,3 cv a 10.000 rpm, e velocidade máxima de 176 km/h. |
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A
garota do anúncio se deslumbrava com o conceito inédito da TDR, mas
o mercado não a recebeu tão bem. Muitos não concordavam em perder a
aptidão da DT para as trilhas... |
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A receita da TDR nacional era simples: uma DT com carenagem integrada ao quadro, pára-lama dianteiro baixo, guidão mais estreito, rodas de 18 pol e largos pneus Pirelli Dart (na mesma medida dos Pirellis Phantom da RD 350, mas com
código de velocidade inferior) e voltados apenas ao uso em pisos regulares. |
| ...embora
houvesse compensação no asfalto: com pneus largos como os da RD 350,
era um ícone de agilidade e estabilidade. Talvez a própria Yamaha
tenha falhado na divulgação de suas qualidades |
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Assim, ocorria em sentido inverso a adaptação do motor da RX 180 à
DT, oito anos antes. Com peso quase igual ao da DT (105 kg) e melhor aerodinâmica, a TDR superava os 120 km/h e acelerava de 0 a 100 em
cerca de 15 s. E custava quase o mesmo que a 180 das trilhas. Parecia uma receita de sucesso, mas não foi bem assim. |
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Já
envelhecida, a DT 180Z apelava para cores chamativas para manter-se
atraente. Depois do rosa do modelo 1991, apareceu com amarelo e azul
nesta 1992 |
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Na mesma linha 1991 a Yamaha fazia a meia-volta com a
TDR. Diante das vendas tímidas -- por incompreensão ou rejeição a seu conceito --, a marca havia exigido o uso da moto por seus pilotos em enduros de regularidade, como ocorrera durante todo o ano anterior com Klever
Kolberg. Para esse fim a TDR ganhava pneus de cross, guidão largo e
o pára-lama dianteiro alto da DT.
Continua |
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