Interior do Xsara é mais
sofisticado e traz boas soluções como o porta-objetos
das |
Nos dois modelos os assentos dianteiros (só o direito no Alfa) deslocam-se para facilitar o acesso ao banco traseiro, retornando à posição anterior de regulagem, o que ainda não ocorre no Astra. Mas o revestimento em couro do Xsara esfrega-se na estrutura do banco e dificulta rebater o encosto, descuido surpreendente do fabricante. O espaço atrás, mesmo pouco importante num esportivo, é melhor sobretudo para a cabeça no 145, que também tem saídas traseiras de ar-condicionado. O concorrente retruca com porta-malas visivelmente maior e dotado de três cintas elásticas e uma rede para prender objetos, além de cobertura mais rígida. O estepe fica sob o assoalho, como manda a tradição francesa. No italiano está dentro do porta-malas e exigiu enchimento de espuma para nivelar o piso, pois na Europa adota-se pneu de emergência mais estreito. |
Difusores de ar redondos, maçanetas
cromadas, janelas mais baixas à frente e o |
As duas
marcas recorreram a motores de 2 litros, duplo comando e
16 válvulas, mas as semelhanças ficam por aí. No Alfa
há variador de fase no comando das válvulas de admissão
e duas velas por cilindro, origem do nome Twin Spark,
ou dupla centelha (clique aqui para saber mais sobre técnica). Duas árvores contra-rotativas
anulam vibrações. O resultado são 150 cv e 18,9 mkgf,
torque este atingido a 4.000 rpm. |
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O
2-litros do Citroën, todo de alumínio, é 17 cv mais
potente e "empurra" bem em qualquer regime
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Porta traseira do 145 avança
sobre o teto e não ergue a cobertura divisória; Xsara |
Colabora em ambos o bom comando de câmbio, em que a ré não impõe travas desnecessárias, mas a embreagem do Alfa pareceu pouco resistente. Relações de marcha são próximas entre si (close ratio) nos dois, resultando em regime algo elevado em velocidades de viagem: cerca de 3.500 rpm no francês e 4.000 no italiano a 120 km/h. Há diferença importante no nível de ruído, mais baixo no Citroën, mas seu teto solar carece de defletor mais eficiente para eliminar incômodo barulho de vento, tanto aberto quanto basculado, a partir de 100 km/h. Não se pôde analisar o do 145, ausente da unidade avaliada. |
Ronco esportivo do Quadrifoglio
convida a acelerar através das marchas, mas |
Números de fábrica não são ideais para comparação, mas a sensação ao dirigir não deixa dúvidas da vantagem do VTS em desempenho. A marca promete 225 km/h de máxima e 0-100 em 6,9 segundos, contra 210 km/h e 9 segundos do Quadrifoglio. Ambos alegam bons índices de consumo, até 14 km/l na estrada, mas obtê-los implica bastante serenidade... Em uso esportivo o ponteiro do marcador de combustível desce com rapidez. |
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Desempenho
do carro francês promete: 0 a 100 km/h em 6,9 segundos,
contra 9 segundos do italiano
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Propostas de estilo diferentes
para o mesmo tipo de usuário -- mas o Xsara oferece |
Onde o Xsara se destaca é na relação equipamentos vs. preço. Custa US$ 36,7 mil em pacote completo, incluindo quatro bolsas infláveis (duas laterais incorporadas aos bancos), revestimento em couro e teto solar elétrico. O único opcional, pintura perolizada, acresce US$ 790. Freios antitravamento, rádio/toca-fitas e ar-condicionado automático são de série nos dois. O 145 parte de US$ 35,9 mil, mas cobra a mais por bolsas infláveis frontais (não oferece as laterais), teto solar elétrico, bancos esportivos e pintura metálica, que o levam a US$ 40,2 mil. Uma diferença significativa para um carro menos potente e de projeto mais antigo, decidindo a briga deste comparativo em favor do modelo francês. O Quadrifoglio, literalmente, levou couro do VTS -- e não só o couro. |
EQUIPAMENTOS DE SÉRIE E OPCIONAIS |
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