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Foi abolida a seção cinza na parte central do painel mas, apesar da textura que agrada aos olhos e da combinação de diferentes tons, os plásticos permanecem rígidos, como é comum no segmento (ao menos não há rebarbas, que aparecem até no Stilo). Não agradam os detalhes com "aspecto de alumínio", segundo a Fiat, que têm mesmo aparência de plástico, e uma pintura em torno dos instrumentos que simula (mal) uma moldura em relevo. Além disso, com tantas motoristas pelas ruas, é imperdoável a ausência de espelho de cortesia no pára-sol esquerdo.

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Bolsas infláveis laterais são primazia no segmento. O motor de 1,25 litro acompanha
rodas de 14 pol e mesmo assim custa só R$ 1.000 mais que o 1,0: decisão fácil

Potência e flexibilidade   Quando o assunto é motor, a Fiat tinha dois pontos a resolver: aumentar a potência do 1,0-litro de 55 cv, o mais fraco do mercado, e oferecer a tecnologia flexível em combustível, já disponível no Gol 1,6, Fox 1,0 e 1,6 e Corsa 1,8. Assim, alterações em comando de válvulas, taxa de compressão, catalisador e coletores de admissão e escapamento levaram o motor de entrada a bons 65 cv, com torque de 9,1 m.kgf, além de ganhar acelerador eletrônico. Já o 1,25-litro foi escolhido para estrear na marca a possibilidade de rodar com gasolina, álcool ou ambos.

A denominação da novidade é apenas Flex, aplicada à tampa traseira. Com a taxa de compressão elevada de 9,8:1 para 11:1 e outras alterações como no 1,0, a potência subiu de 67 para 70/71 cv, e o torque, de 11,1 para 11,4/11,6 m.kgf (gasolina/álcool) às mesmas baixas 2.250 rpm. Ainda é pouco em se considerando que a VW e a GM atingem essa potência com seus 1,0 de oito válvulas, mas o motor da Fiat leva vantagem sensível no torque, que faz muita diferença no uso cotidiano. Este motor, curiosamente, não tem acelerador eletrônico, pois não fora previsto no desenvolvimento da versão Flex. Mas não faz falta em termos de suavidade de respostas.

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O motor 1,0, à esquerda, ganhou 10 cv mas continua muito inferior em desempenho geral
ao 1,25, que tem a novidade de beber álcool e/ou gasolina, além de alguns cavalos adicionais

Embora a carroceria seja a mesma, ficou 24% mais resistente à torção com novos elementos estruturais. Melhorou também o índice de articulação, que significa menor ruído interno. A suspensão foi recalibrada em toda a linha, tendo em vista o aumento de peso em 30 kg, mas sem perder a característica de maciez. A exceção é o 1,8-litro, que ganhou molas e amortecedores de maior carga em ambos os eixos, ficando um pouco mais firme. Pelo pouco que pudemos avaliar neste primeiro contato, em percurso sem curvas, o resultado pareceu positivo.

De resto, é a mecânica conhecida do Palio. O motor 1,8 de 103 cv permanece forte em qualquer regime e bebendo apenas gasolina, ao contrário da versão Flexpower usada pela GM, o que é difícil de entender. Por isso, novidades neste campo podem ser esperadas para breve.
Continua

Os preços
Fire 1,0 3-portas R$ 16.040 ELX 1,0 5-portas R$ 20.980
Fire 1,0 5-portas R$ 17.140 ELX 1,25 Flex 5-portas R$ 21.990
EX 1,0 3-portas R$ 19.970 HLX 1,8 5-portas R$ 27.450

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