




Na pista circular,
notável aceleração e grande
segurança em velocidade. No belo painel, o mostrador projetado no
pára-brisa (note a luz azul-piscina sobre o volante) |
Neste último caso, porém, sua graduação termina em
200 km/h — dali em diante, só pelo virtual. Não muito práticos são a
abertura das portas, por um botão elétrico que só funciona com a marcha
à ré engatada, e o ajuste do volante, com altura e profundidade em
comandos separados.
Ronco musical
O C6 não seria digno do nome Corvette se não tivesse um V8 de grande
cilindrada e comando de válvulas no bloco (embora tenha havido o ZR-1 de
duplo comando nos cabeçotes, em 1990, de que os "vetteiros" nunca
gostaram muito). O motor passou de 5,7 para 6,0 litros, ganhando 50 cv
de potência (agora 400 cv) e 3,4 m.kgf de torque (hoje 55,3 m.kgf),
enquanto o limite de giros subiu 500 rpm, para 6.500. O ruído que sai
pelos escapamentos é tão musical que alguns pagariam ingresso para ficar
ouvindo...
A GM infelizmente limitou a avaliação pela imprensa a algumas voltas na
"reta infinita" (um círculo de 4,3 quilômetros de extensão) do Campo de
Provas, onde o comportamento em curvas não pôde ser analisado, mas ainda
assim o Vette mostrou por que tem tantos admiradores. Para começar, é
extremamente rápido: largando em média rotação, como 3.000 rpm, já é
possível deixar marcas de pneus no asfalto, enquanto a traseira tenta
sair para um lado e outro. De 0 a 100 km/h bastam 4,2 segundos, informa
o fabricante.
Sim, existem controles de estabilidade
e de tração, mas com dois recursos para quem aprecia e sabe dirigir
rápido: o desligamento completo e um modo esportivo (Competition), que
admite certas "brincadeiras" antes de intervir (usado na experiência
acima). Com o controle em operação normal há certa perda de tração, mas
logo interrompida pelo sistema.
Mais que a aceleração partindo do zero, impressiona a capacidade de
ganhar velocidade, não importa a quanto se esteja. Algo como 160 a 200
km/h acontece em breves segundos e, em direção mais vigorosa, sente-se o
corpo colar no banco depois de várias trocas de marcha. E não é preciso
manter alta rotação para isso, o que demonstra uma distribuição de
torque das mais generosas, típica dos grandes V8 americanos. Por volta
de 220, 230 ainda se tem agradável sensação de segurança.
O câmbio de seis marchas tem engates corretos, embora exijam um pouco de
hábito. Um recurso peculiar faz o motorista passar diretamente da
primeira para a quarta marcha, quando ele tenta aplicar a segunda, ao
sair em ritmo moderado. O processo ocorre apenas em certa faixa de
velocidade e com pouca pressão no acelerador, sendo indicado por um
símbolo 1—4 no painel. E não aparece ao sair forte, quando a
segunda e a terceira podem ser usadas normalmente. A intenção é reduzir
consumo e emissões poluentes nesse tipo de uso, aplicado nas análises do
governo americano.
Continua |