


Ofuscado pelo brilho dos
demais, o Avalanche revela competência em sua função: motor V8 com
torque de sobra, interior luxuoso e a praticidade da tampa móvel que
permite acesso entre cabine e caçamba |
A
porta de plástico, com cerca de 1,30 metro por 60 centímetros, é
articulada na base e acessível com o banco traseiro rebatido. Pode-se
ainda abrir o vidro posterior e alojá-lo junto à Midgate. A cobertura da
caçamba, dividida em três partes, forma um porta-malas com a tampa
traseira fechada a chave.
À parte a solução criativa — julgue o leitor se realmente é útil —, o
Avalanche pouco se diferencia de um Silverado, o picape pesado da
Chevrolet que está, nos EUA, uma geração à frente do que foi fabricado
no Brasil até 2001. Mas tem a particularidade da caçamba integrada à
cabine, o que não acontece nos demais picapes com chassi em separado.
Como a GM usou a plataforma do utilitário Suburban para isso, o veículo
beneficiou-se de um chassi mais rígido e de molas traseiras helicoidais,
mais confortáveis que os feixes de molas semi-elíticas do Silverado.
Dirigido na mesma "reta infinita" dos demais modelos, o Avalanche
demonstrou bom acerto de suspensão, no sentido de controlar os
movimentos mesmo ao redor de 150 km/h (há limitador a 160).
Suas mais de 2,5 toneladas manifestam-se com clareza ao motorista, mas
não pelo desempenho: o V8 de 5,3 litros e 295 cv, o mesmo do SSR
avaliado, dispõe de farto torque (45,6 m.kgf) e é bem aproveitado pelo
câmbio automático de quatro marchas, com alavanca na coluna de direção.
No restante, dispõe do que se espera em um picape grande moderno: tração
integral automática (pode ser usada também em modos fixos 4x2, 4x4 e 4x4
reduzida), capacidade de rebocar 3,5 toneladas (se o reboque possui
freios), itens de conforto e conveniência em boa dose. O pacote Z71, da
unidade avaliada, adiciona rodas de 17 pol com pneus de uso misto,
diferencial traseiro autobloqueante e
suspensão com calibragem apta ao fora-de-estrada. |