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Motos do Passado

Como nas 16.5, os números indicavam a potência, de 27,5 ou 30 cv, e não a cilindrada. Eram as uso-misto nacionais mais potentes. O torque máximo de 2,52 m.kgf nas duas primeiras e 2,6 m.kgf na Dakar (que tinha novas palhetas de admissão e outro escapamento) tornava-as bem mais ágeis. Outras novidades eram as suspensões de maior curso, apoios de pés denteados, pedais retráteis e o requinte de um indicador digital de marcha no painel.

De início chamada Explorer, a 27.5 E vinha de fábrica preparada para o enduro, com pneus de cravos, guidão e aros de alumínio e sem equipamentos supérfluos

Mas o bom desempenho ainda não garantia o sucesso das motos gaúchas, que em 1987 ganhavam um reforço na concorrência com a XLX 350 R. Era preciso resolver os problemas de confiabilidade e encontrar um nicho de mercado a ser explorado. E então chegava a linha 1988 da Agrale, denominada Série 2.

Pronta para as trilhas   Para melhorar a robustez e a qualidade, muitos componentes e sistemas foram revistos, entre eles pistão, biela, radiador, vedação da bomba d'água, válvula termostática e filtro de ar. E surgia a Explorer, versão da SXT 27.5 preparada de fábrica para o fora-de-estrada e as competições de enduro, que se tornaria grande sucesso.

Logo renomeada 27.5 E, pois o nome Explorer era de propriedade da Yamaha, a versão vinha despojada de tudo o que habitualmente é removido para competição: luzes de direção, bateria, retrovisores, miolo de ignição (não havia chave), conta-giros, marcador de temperatura, bagageiro, saia do pára-lama traseiro, apoios de pés do garupa, as coberturas da corrente e do pinhão e a bomba de óleo dois-tempos -- fazia-se a mistura no próprio tanque.

Havia limitações, como a tendência a ferver e o pouco torque em baixa rotação. Mas, com pequenos acertos, a 27.5 E logo se tornava a moto a ser vencida nos principais enduros do país

Para se adequar aos novos terrenos, tinha pneus de cravos (Pirelli Garacross), proteções para o motor, o radiador e o escapamento, relação final de transmissão mais curta e itens de alumínio -- aros de roda da Two Hard, ponteira de escapamento da Three Heads, um tanto barulhenta, e guidão. Pesava 9 kg menos que a SXT.

A 27.5 E foi bem recebida, vendendo cerca de 7.000 unidades no primeiro ano -- mesma média da Elefant 27.5 e da Dakar, sendo a SXT 27.5 a mais vendida da linha de 190 cm3 -- e tornando-se personagem freqüente nas trilhas, onde até então a DT 180 liderava de modo quase absoluto. Mas as outras Agrales começavam a perder atrativos, indicando a necessidade de uma renovação da linha, conforme os passos da Cagiva com sua Elefantre -- fusão das palavras elefant e tre, ou três em italiano.
Continua

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