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Motos do Passado

Lançada em março de 1989, a Elefantre marcava um segundo tempo para a Agrale, até mesmo pela origem: era fabricada em Manaus, AM, em uma nova fábrica de 6.000 m² construída para usufruir de benefícios fiscais do governo, que compunham o PPB ou Processo Produtivo Básico. Suas linhas eram modernas e atraentes, com predomínio de retas e ângulos, um tanque amplo -- mas menos incômodo às pernas do piloto que o da Elefant -- e um banco que o envolvia. Detalhes interessantes eram a barra de alumínio que enrijecia o pára-lama dianteiro e o painel, um bonito e bem iluminado CEV italiano.

Com um nome que unia os termos elefant e tre, a Elefantre 30.0 estabelecia uma nova fase para a Agrale. Além do desenho moderno e de suspensão e freio aprimorados, trazia o conforto da partida elétrica

A conveniência da partida elétrica, opcional, era a única novidade no motor de 190 cm3 e 30 cv, o mesmo da Dakar, que também recebia o recurso. A Elefantre utilizava também um freio dianteiro mais eficiente, sem a tendência a ficar "elástico" como o da linha anterior, e nova suspensão frontal, com o eixo à frente do garfo (nas 27.5 e 30.0 ficava atrás deste, e nas 16.5, na mesma linha). Em 1990 essas melhorias chegariam à 27.5 E.

A Agrale popular  
Mas a Agrale não descartou a base da SXT. Além da 27.5 E, uma versão simplificada e menos potente foi desenvolvida, para tornar a marca mais acessível. Denominada SST 13.5, utilizava um motor de 125 cm3 arrefecido a ar da Cagiva, com 13,5 cv de potência e 1,32 m.kgf de torque. Como era voltada ao uso urbano e não às trilhas, a relação de transmissão foi alongada, mas em excesso: a sexta marcha não conseguia manter a velocidade constante, na estrada, a menos que o piloto se abaixasse... Continua

Um tchau para a concorrência
Sempre prejudicados por uma legislação confusa, que ora permitia, ora proibia sua condução por menores de 18 anos, os ciclomotores ainda assim se firmaram no Brasil, dos anos 70 aos 90. A Caloi sempre liderou o segmento com folga, com seu Mobylette, mas a Agrale teve seus momentos de glória.

Depois dos modestos modelos herdados com a aquisição da Alpina, em 1983, lançava em 1990 o atraente Tchau, com motor da italiana Moto Morini e um estilo que logo cativou a garotada. Parecia -- e era -- pelo menos uma década mais moderno que os concorrentes Caloi, Brandy NS2 e, ainda mais, Monark Monareta S50. A partida era por pedal como em uma moto, em vez dos "de bicicleta", e o motor de 50 cm3 e 3,4 cv a 6.500 rpm dava-lhe agilidade, graças a um variador de relações por polias. Era o mais caro ciclomotor da época. Como esses veículos perderam apelo com a invasão do mercado pelos scooters, a Agrale acabou reutilizando seu nome em um modelo do gênero, ainda hoje à venda.

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