Best Cars Web Site
Motos do Passado

Para reduzir os custos, vários itens eram suprimidos: conta-giros (e termômetro do motor, é claro) no painel, o retrovisor direito, saia do pára-lama traseiro, bagageiro. Mais importantes, o freio dianteiro passava a tambor e a suspensão traseira era de duas molas -- isso mesmo, uma Agrale sem os recursos técnicos que sempre caracterizaram a marca.

Refrigeração a ar, freio dianteiro a tambor, suspensão traseira de duas molas: para ficar mais barata, a SST 13.5 perdia os recursos mais marcantes das Agrales

Embora a SST tenha surgido para competir com a CG Today e a Yamaha RD 135, é inegável que seu lançamento incomodou a Honda, fazendo-a trazer de volta em 1992 a XL 125 S, descontinuada em 1988. A tendência do mercado brasileiro nos anos 80, em que cada marca buscava ocupar nichos não-explorados e não concorrer com as demais, finalmente mudaria na nova década.

Expandida a oferta com SST e Elefantre, a Agrale tinha outro problema: o governo federal controlava, à época do Plano Verão de preços congelados, o preço das motos até 150 cm3 por meio do CIP, Conselho Interministerial de Preços. Para a marca ex-gaúcha, isso criou uma situação difícil, em que a linha 16.5 foi pega pelo CIP com valores defasados, inferiores até ao da simplificada SST 13.5. Qual a solução? Naturalmente, descartar a SXT e a Elefant de 125 cm3 em favor de uma nova moto, a Elefantre 16.5, lançada em outubro de 1989.

Visualmente era idêntica à 30.0, exceto pela decoração, mas não oferecia partida elétrica. O motor de 125 cm3 só proporcionava bom desempenho acima de 7.000 rpm, mas o preço convidativo em relação à versão maior lhe garantiu a liderança de vendas na marca. Suas concorrentes eram a conhecida DT 180 Z, a recém-chegada Honda NX 150 e, de certo modo, a Yamaha TDR, apesar de seu conceito mais voltado ao uso urbano.

Depois de ganhar uma versão de 16,5 cv, a Elefantré recebia o acento na última letra e melhorias técnicas, como amortecedor traseiro com reservatório separado

A profissional EX   Uma nova safra de novidades para a Agrale vinha nos modelos 1992. Começava pela partida elétrica na Elefantré 16.5 -- o nome recebia um acento inexistente na Itália, para facilitar a pronúncia pelos brasileiros --, passava por mudanças técnicas em ambas as versões, por um banco bem mais baixo na SST (a 835 mm do solo, contra 890 mm da anterior, esta a mesma medida de uma Yamaha XT 600 Ténéré!) e chegava a uma nova fora-de-estrada, a 27.5 EX.

A Elefantré 30.0 (agora com apenas 26,5 cv em função de nova metodologia de medição) ganhava trava de direção integrada ao miolo do ignição, roda traseira de 17 pol com pneu 4,60, em vez do antigo 4,10-18, e amortecedor posterior pressurizado com reservatório de gás separado, recurso que mantém o bom funcionamento por mais tempo em uso intensivo. Em toda a linha Agrale a ousadia tomava conta do visual, com cores contrastantes e grafismos originais, que pareciam não caber nas partes em que eram aplicados.
Continua

Motos - Página principal - e-mail

© Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados