

Linhas arredondadas e muito
elegantes, também na Variant, vinham ao redor de um interior espaçoso e
com novos recursos de conveniência |
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Rodas de 18 pol e suspensão
baixa anunciavam a versão R36; o motor VR6 de 3,6 litros e 300 cv
permitia acelerar de 0 a 100 em 5,6 segundos |
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Isso
não significou um carro menor. Pelo contrário: com 4,76 m de
comprimento, 1,82 m de largura, 1,47 a 1,52 m de altura, 2,71 m entre
eixos e 1.343 kg de peso na versão de entrada, era o mais amplo Passat
já visto. Seu estilo ganhava elegância, com predomínio de formas curvas
e uma valorização da grade dianteira pelo contorno cromado — o primeiro
uso em modelo de produção do desenho frontal do
Concept C, que daria origem ao
Eos. Os faróis altos e baixos de
xenônio possuíam efeito direcional. Na traseira a placa de licença
estava, pela primeira vez, no para-choque do sedã e as lanternas
retomavam a forma horizontal.
Entre as novidades internas estavam o freio de estacionamento com
comando por botão, acesso e partida do motor (também por botão) que
dispensavam chave e controlador de velocidade que aplicava os freios se
a distância até o carro à frente se reduzisse abaixo do valor seguro. O
porta-malas aumentava de 475 para 565 litros e a VW declarava rigidez
torcional 57% mais alta, líder na categoria.
Com exceção do motor básico de 1,6 litro e 102 cv, toda a linha a
gasolina vinha com quatro válvulas por cilindro (não mais cinco) e a
nova injeção direta de combustível com
sistema estratificado FSI, sigla para Fuel Stratified Injection. Com
ela, as opções a gasolina eram o 1,6 de 115 cv, o 2,0-litros de 150 cv,
o 2,0 turbo de 200 cv e o VR6 de 3,2 litros com 250 cv. Isso mesmo: com
o retorno da posição transversal, voltava a fazer sentido o compacto
motor com pequeno ângulo entre as bancadas de cilindros.
A gama turbodiesel era também extensa, com o 1,9 de 105 cv, o 2,0 de 16
válvulas e 140 cv e uma variação deste com 170 cv. Mais dois motores a
gasolina com turbo e injeção direta eram acrescentados em 2007: o
1,4-litro de 122 cv e o 1,8 de 160 cv. Na linha 2009 chegava um compacto
1,6 turbodiesel de 105 cv. Conforme o motor, podiam ser usados o câmbio
automático Tiptronic ou o manual
automatizado DSG de dupla embreagem,
ambos de seis marchas, como opções aos manuais de cinco e seis
velocidades.
Embora mantivesse o nome 4Motion, a tração integral oferecida em algumas
versões deixava de usar o diferencial central Torsen da geração anterior
em favor do sistema Haldex de embreagem multidisco, em que a repartição
de torque variava de 100:0 a 50:50 (eixos dianteiro e traseiro, na
ordem), contra 75:25 a 25:75 do antigo conjunto. Se a suspensão traseira
evoluía em toda a linha para um sistema independente
multibraço, a dianteira retrocedia
para o conceito McPherson, só que com componentes de alumínio.
O Passat foi confrontado pela inglesa Auto Express, em
2007, ao Ford Mondeo então recém-lançado, o Vauxhall (Opel) Vectra e o
Honda Accord. O Mondeo venceu, mas o Passat ficou em segundo: "O robusto
alemão oferece qualidade executiva em um pacote favorável à família. A
atenção aos detalhes é soberba. A versão 4Motion é mais lenta e custa
mais que a de tração dianteira, mas tem melhor comportamento dinâmico.
E, apesar do esforço da Ford, ainda achamos que ele é o carro mais
desejável da classe e tão bom quanto o Mondeo do ponto de vista de um
proprietário".
Dois anos depois ele enfrentava, no Best Cars, o Ford Fusion e o
Toyota Camry — ambos com motores V6, mais potentes que o 2,0 turbo do
VW. Mas não se saía mal por isso, ao mostrar bom desempenho, a melhor
estabilidade do grupo, menor consumo que no Fusion e preço inferior ao
do Camry. "Na média final, uma vantagem mínima para o Passat, que em
nada desmerece os demais", concluímos.
Em dezembro de 2006 aparecia o mais potente Passat produzido até então:
o R36, disponível com ambas as carrocerias. Além de um pacote visual
esportivo, que incluía rodas de 18 pol e anexos aerodinâmicos, a versão
vinha com o motor VR6 ampliado para 3,6 litros — origem da designação
R36 — e 300 cv, que permitia acelerar de 0 a 100 em 5,6 segundos no caso
do sedã. Câmbio DSG e tração integral eram padrões, assim como a
suspensão recalibrada e com altura de rodagem 20 mm menor. Os bancos
dianteiros lembravam os de carros de corrida em um bem-vindo toque
esportivo.

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