

Embora o interior lembrasse o do
sedã convencional, o CC tinha itens exclusivos; o motor mais potente era
o de 300 cv com tração integral |
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Passat e Variant ganhavam formas
mais retilíneas para 2011; entre as novidades, frenagem automática
conforme a distância do carro à frente |
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A
Variant R36 enfrentou na Auto Express sua "prima" de grife,
a Audi S4 Avant. A conclusão: "A Passat é difícil de ignorar, pois é
mais barata e tem cabine mais espaçosa. Não é apenas versátil, mas
também genuinamente divertida de dirigir. Contudo, isso não é o bastante
para igualar o apelo da S4, que tem excelente aceleração e um chassi
hi-tech que lhe dá impressionante agilidade nas curvas".
Charmoso como um cupê
De olho em consumidores
que valorizassem mais o visual que a praticidade de uso, a Volkswagen
lançava no Salão de Detroit em janeiro de 2008 um Passat diferente: o
CC, sigla para Comfort Coupe. Embora se tratasse de um sedã de quatro
portas, sua silhueta suave e esportiva lembrava a de um cupê, tendência
lançada em 2004 pelo Mercedes-Benz CLS.
Sem nenhum painel de carroceria igual ao do Passat conhecido, o CC tinha
altura 5 cm menor e interior para quatro ocupantes com requintes
inéditos no modelo, como ventilação nos bancos.
Eram oferecidos apenas motores de alto desempenho com injeção direta de
gasolina, de 1,8 a 3,6 litros e 160 a 300 cv, sendo acrescentado depois
um 2,0 turbodiesel. O câmbio DSG passava a ter sete marchas e havia
opção por tração integral. O controle dinâmico de direção vinha com três
programas (normal, confortável e esportivo) que atuavam na firmeza dos
amortecedores e da direção. Outro recurso comandava o volante para
estacionar o carro em uma vaga, cabendo ao motorista apenas acelerar e
frear. Nos EUA ele foi chamado de Volkswagen CC, assim como o Golf GTI
por lá era VW GTI.
Naquele país, a revista Road & Track selecionou o CC entre
os "carros mais sensuais abaixo de US$ 35 mil", junto de Chevrolet
Camaro, Dodge Challenger, Ford Mustang e Mazda MX5. "Cupê significa duas
portas; desculpe, VW. Mas não há reclamações quando se trata da cabine
silenciosa e da refinada suspensão do CC. A versão Sport começa em US$
28.560 e vem com um eficiente e vigoroso 2,0-litros turbo. Com o CC, a
VW redescobriu que pode combinar estilo fantástico a preço razoável. Ele
parece um sedã de alto luxo mas, ao contrário do Phaeton, não custa
tanto quanto um", explicava a revista.
O Passat convencional passava por uma remodelação parcial em setembro de
2010, para se adequar às tendências de estilo mais recentes
da marca. Frente e traseira trocavam curvas por traços angulosos e
deixava de existir a ligação entre a grade e a tomada de ar inferior.
Todos os painéis de carroceria mudavam, com exceção do teto, mas — como
acontecera com a fase B4 — a designação B7 adotada consistia certo
exagero, por se tratar de uma evolução da geração B6. O interior trazia
novos recursos como monitor de fadiga, que observava o modo de dirigir
para indicar possível sonolência, e frenagem automática para evitar
colisões frontais em baixa velocidade.
Para os EUA e a China, porém, a VW anunciava outro Passat. Ao perceber
que o fator preço era mais relevante naqueles mercados que a
esportividade apreciada pelos europeus, a empresa começava a produção em
Chattanooga, no estado norte-americano do Tennessee, e na cidade chinesa
de Nanjing do projeto NMS ou New Midsize Sedan (novo sedã de porte
médio).

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