
Essa opção mais requintada da
linha permanece com ampla gama de motores, que chega a 300 cv no V6 para
a Europa e a 280 cv nos EUA


Norte-americanos e chineses
ganharam um novo Passat, maior e mais barato de produzir; embaixo, a
versão fora-de-estrada Variant Alltrack |
| |
|
|
|
Esse
era o maior Passat de todos os tempos, com comprimento de 4,87 m e
entre-eixos de 2,80 m, mas intervenções mecânicas e no acabamento faziam
dele um carro mais barato para se produzir. Nos EUA estavam disponíveis
os motores 1,8 turbo de 158 cv, 2,5-litros de cinco cilindros em linha e
170 cv, VR6 de 3,6 litros e 280 cv e 2,0 turbodiesel de 140 cv. Já os
chineses podiam tê-lo com os turbos de 1,4, 1,8 e 2,0 litros ou com um
exclusivo V6 de 3,0 litros e 250 cv.
Os câmbios definidos eram manuais de cinco e seis marchas, automático de
seis e DSG de seis e sete marchas. A perua Variant e a tração integral
não eram oferecidos para esse Passat. Nos EUA, a revista Motor Trend
comparou o Passat TDI do mercado local, com motor turbodiesel, ao
Hyundai Sonata Hybrid e ao Toyota Camry Hybrid, diferentes propostas de
redução de consumo e emissões. E escolheu o VW como melhor opção.
"O diesel de 2,0 litros é o motor perfeito para o Passat. Ele tem torque
em baixa adequado para mover o carro para 99% das necessidades do
comprador de um carro médio", justificou. Outros atributos foram a maior
autonomia (1.190 km com um tanque!) e o porta-malas espaçoso, ao
contrário dos concorrentes híbridos, que alojam nele a bateria do
sistema.
Na linha 2012 o CC passava por uma remodelação e deixava de usar o nome
Passat em todos os mercados. A mudança deixava a frente e a traseira
mais angulosas e adotava faróis com faixa de
leds. No interior apareciam bancos com massagem, alerta para veículo
em faixa adjacente, leitura de placas de trânsito (apenas em alguns
países), controle automático dos fachos alto e baixo dos faróis e
monitor de fadiga. Para a Europa, o CC oferecia motores de 160, 210 e
300 cv a gasolina e de 140 e 170 cv a diesel, enquanto nos EUA apenas o
turbo de 200 cv e o V6 de 280 cv a gasolina estavam disponíveis.
A última novidade da gama foi a Variant em versão Alltrack, com um
pacote de estilo fora-de-estrada, maior altura de rodagem e tração
integral. A perua podia vir com os motores turbo a gasolina de 160 e 211
cv ou com os turbos a diesel de 140 e 170 cv, sempre com câmbio DSG.
A caminho de completar quatro décadas de produção, o Passat representa
um dos produtos mais importantes — e uma das trajetórias mais
interessantes — de toda a história da Volkswagen. De um derivado do Audi
80, ele passou a ter identidade própria, se aproximou novamente da Audi
e assumiu outra vez uma linhagem independente. Sua alternância de
motores longitudinal e transversal, com três mudanças entre uma solução
e outra, talvez seja um caso único em âmbito mundial em modelo de mesmo
nome.
O formato de dois volumes deu lugar gradualmente ao de três, enquanto
dimensões, potência e sofisticação cresciam a cada geração. De um
projeto único para todos os mercados, ele deu lugar a variações cada vez
mais expressivas até que, em 2011, surgisse um carro específico para
norte-americanos e chineses. Não menos curiosa é a convivência entre
novas e antigas gerações em mercados como China e Brasil, prova da
adequação do modelo a diferentes perfis de público.
Esse vento trouxe mesmo grandes mudanças, das quais a Volkswagen tem
muito que se orgulhar.

|