Retoques na aparência, como faróis elipsoidais com opção por lâmpadas de xenônio, conferiam ar mais sofisticado ao Passat 2001
 

Sedã e Variant ganhavam novas lanternas e interior mais refinado; os motores 1,8 turbo e V5 de 2,3 litros estavam mais potentes do que antes

O uso da plataforma comum ao A4 trouxe ao Passat sua evolução em termos de suspensão dianteira: o esquema McPherson usado desde a primeira geração dava lugar ao chamado Four Link, de braços sobrepostos. Na traseira, porém, ainda era visto o eixo de torção — exceto nas versões de tração integral, que adotavam um sistema independente. A tração também mudava outra vez: no lugar do padrão VW, o conjunto denominado 4Motion recorria ao diferencial central Torsen que a Audi usava sob a denominação Quattro, enviando todo o tempo a potência às quatro rodas, com rápida mudança da repartição entre os eixos conforme as condições de aderência.

Com motor 1,8 turbo, o Passat foi comparado pelo Best Cars em 1999 ao Alfa Romeo 156 de 2,0 litros. Entre seus atributos, destacamos "porte imponente, excelente espaço interno, acabamento e qualidade nos detalhes, porta-malas espaçoso, desempenho em qualquer regime, suavidade e nível de ruído, estabilidade e freios ótimos e dupla bolsa inflável de série", enquanto detalhes foram alvos de críticas: "trava das portas sem controle a distância, posição incômoda do extintor, retrovisor direito pequeno, embreagem pesada".

Os carros equivaliam-se em aceleração, com maior velocidade máxima no VW, que era mais confortável ao rodar e mostrava ótima estabilidade: "O Passat é simplesmente fabuloso: muito equilibrado, contorna curvas com precisão espantosa e parece exigir pouco dos pneus, mais estreitos e de composto mais conservador que os do concorrente". O comparativo terminou em equilíbrio: "O Passat vem de série com alguns itens opcionais no 156. Se os preços são muito próximos, o consumidor terá de apelar à simpatia por um estilo mais esportivo ou por uma personalidade mais sóbria".

Oito cilindros em "W"   Dentro da tradição, a Volkswagen implantava uma reforma parcial no meio do ciclo de vida da quarta geração. Chamada de B5.5, a série renovada aparecia em outubro de 2000 com faróis de refletores elipsoidais, novos para-choques e lanternas traseiras, além de retoques no acabamento interno e a opção de cortinas infláveis. O comprimento aumentava em 3 cm e o carro assumia aspecto mais sofisticado. A fábrica alemã não escondia suas pretensões de fazer o Passat ser visto como um modelo de segmento superior, em preparação à novidade que viria em junho do ano seguinte.

   
No Brasil

A história do Passat brasileiro e a do Santana, que corresponde a sua segunda geração como sedã e perua, já foram contadas em detalhes no Best Cars. Mas, depois desses modelos de fabricação local — na verdade, durante o longo ciclo de produção do Santana —, a Volkswagen também ofereceu aqui diferentes Passats alemães.

O primeiro a ser importado foi o de terceira geração reestilizado, ou B4 (acima), em 1995. Aproveitava a momentânea euforia das importações com imposto reduzido a 20%, que durou apenas alguns meses — a alíquota logo subia para pesados 70%, uma ducha fria sobre os estrangeiros. Embora encarecido, o Passat manteve-se competitivo entre os importados, tanto na versão básica de 2,0 litros e 114 cv quanto na VR6, dotada de motor de 2,8 litros e 174 cv. A perua Variant também estava disponível com qualquer desses propulsores.

Com a estreia da quarta geração (B5) na Europa, as importações foram suspensas por algum tempo até que o modelo aparecesse por aqui em 1998, com as mesmas opções de carroceria do anterior.

O B5 vinha com motores de 1,8 litro e 20 válvulas (aspirado de 125 cv e turbo de 150 cv) e com o V6 de 2,8 litros e 193 cv, além de câmbio automático Tiptronic de cinco marchas. Em 2001 era anunciada a remodelação B5.5 (acima), com os mesmos motores 1,8 turbo e V6 2,8, mas o 1,8 aspirado dava lugar ao antigo 2,0-litros de oito válvulas e 116 cv, opção que durou pouco. A tração integral foi oferecida em uma só versão: a Protect, lançada em 2003 com blindagem de fábrica em padrão de proteção B4 e o motor V6.

A estreia do B6 por aqui, em 2006, trouxe os motores aspirado e turbo de 2,0 litros e V6 de 3,2 litros (este com tração integral e câmbio DSG) para sedã e Variant. O aspirado acabou saindo do catálogo, pela baixa procura. O elegante CC vinha em 2009 na versão de topo, com o V6 de 3,6 litros e 300 cv, tração integral e câmbio DSG de seis marchas.

Dois anos mais tarde o pacote esportivo R-Line passava a ser oferecido para o CC, enquanto sedã e Variant eram redesenhados, ganhavam novos dispositivos de segurança e a caixa DSG, mas deixavam de oferecer versão V6 e tração integral.

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