Espécie de preparação do mercado para um VW realmente luxuoso (o Phaeton), o Passat W8 impressionava pelo requinte também sob o capô

Poucas diferenças externas para um motor soberbo: oito cilindros em quatro filas, 32 válvulas e 275 cv que lidavam com o peso de 1.665 kg

 
 

Também oferecida na Variant, a versão W8 vinha com tração integral e interior sofisticado, mas o mercado não recebeu a proposta muito bem

Tratava-se do W8, designação do peculiar motor aplicado ao Passat de topo. Seus oito cilindros não vinham na disposição mais comum em "V", com quatro por bancada: na verdade, era como se dois motores V4 com "V" estreito (15 graus) fossem unidos por baixo, usando o mesmo virabrequim, com um ângulo de 72 graus entre a linha de centro de um V4 e a do outro. O resultado era um motor compacto, com dimensões externas similares às de um V6, o que permitia sua aplicação a um cofre não tão longo quanto o do Passat.

O W8 era parte da família de motores em "W" do grupo VW, que incluiria o W12 do Phaeton e do Audi A8 e o W16 do Bugatti Veyron. Com 4,0 litros, duplo comando em cada cabeçote, quatro válvulas por cilindro, coletor de admissão variável e duas árvores de balanceamento, produzia 275 cv e 37,6 m.kgf e fazia daquele Passat o VW mais potente até então
mas também o mais pesado, com 1.665 kg. Com tração integral de série, suspensão traseira por braços sobrepostos e escolha entre sedã e Variant, o carro alcançava 250 km/h e acelerava de 0 a 100 km/h em 6,2 segundos. Faróis de xenônio, rodas de 17 pol e dupla saída de escapamento distinguiam-no por fora.

O sedã de oito cilindros passou pela avaliação da inglesa Evo,  que elogiou sua aparência sóbria e seu refinamento, mas o considerou abaixo do "supersedã que suas especificações sugerem". E por quê? "O W8 é bom, mas não ótimo. Apesar de toda a potência e o torque, ele não parece especialmente rápido. Um Jaguar XK8 de potência e peso semelhantes obedece aos comandos do acelerador com prazer, enquanto o W8 tem um comportamento preguiçoso, exacerbado pelas marchas muito longas da versão com caixa automática".

A Evo  mencionava ainda que "a estabilidade e a direção são relaxadas, também. Os amortecedores são calibrados para conforto em vez de agilidade — a VW optou por promover mudanças seguras de faixa em velocidades de autobahn". Resumia a revista: "A verdadeira razão para o Passat W8 é deixar as pessoas acostumadas à ideia de um VW caro. No fim de 2002 será lançado o D1", que seria chamado de Phaeton. De fato, o mercado não deu uma recepção calorosa a esse Passat sofisticado e a VW não mais investiu em motores de oito cilindros para o modelo.

No restante da linha renovada em 2000, os motores tinham algumas novidades: o 1,8 turbo podia vir também com 180 cv; o 2,0-litros ganhava opção com cinco válvulas por cilindro e 130 cv; o V5 de 2,3 litros passava a 170 cv. Em 2001 apareciam opcionais como bancos dianteiros Recaro, aquecimento para os bancos da frente e de trás e sintonizador de TV. E a versão Protect, blindada de fábrica, com motor V6 2,8 e tração integral como padrão.

A revista portuguesa Auto Motor  comparou a Variant 1,9 à Ford Mondeo 2,0 SW, ambas com motor turbodiesel. A VW foi mais elogiada pela qualidade de construção, o controle de estabilidade de série, os equipamentos e a posição de dirigir, mas levou notas mais baixas em conforto da suspensão e, sobretudo, em preço. As últimas evoluções dessa geração foram dois motores turbodiesel, o de 2,0 litros (136 cv) e o V6 de 2,5 litros (com 163 ou 180 cv), em 2003.

Transversal, outra vez   Depois de passar do motor longitudinal para o transversal e voltar ao primeiro, o que mais poderia acontecer ao Passat? A resposta: usar mais uma vez a disposição transversal. Na quinta geração, designada como tipo 3C ou plataforma B6 e lançada no Salão de Genebra em março de 2004, a arquitetura do Audi A4 era dispensada em favor de uma versão ampliada da que servia desde 2003 ao Golf, uma forma de reduzir custos.

Em escala
Passats mais antigos em miniatura são raros. A Minichamps fez na escala 1:43 o primeiro fastback ao lado (em vermelho, verde e laranja) e ainda faz a Variant (em verde, amarelo e vermelho) com bom acabamento.
Da segunda geração, o hatch de 1985 é oferecido pela White Box na escala 1:43, em azul claro, com acabamento simples. Há também uma versão policial, branca com portas e capô em verde.
Da mesma época é o Santana produzido pela Welly em tamanho maior, 1:18. Em preto, vem com os para-choques envolventes e os faróis que o modelo brasileiro recebeu para 1987 na versão GLS.
Opções da terceira e da quarta gerações são incomuns hoje. Da quinta, a Minichamps oferece o sedã em azul claro e em cinza e a Variant em vermelho, ambos em 1:43. Como de hábito, a qualidade é bastante boa.
Por sua vez, a Schuco fabrica o CC em azul marinho e em branco; o sedã em prata, branco e preto e a Variant em vermelho, estes com o visual renovado para 2011. Todos usam a mesma escala 1:43.

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