
Comparado pela imprensa a
esportivos mais potentes e caros, o Toyota saía-se bem, tendo como
trunfos estabilidade e rapidez de respostas



Lanternas, aerofólio e painel
eram redesenhados em 1994; os ingleses recebiam dois anos depois a
edição especial de 10 anos (carro prata) |
Câmbio e suspensão não tinham grandes alterações, mas a direção ganhava
assistência eletroidráulica — medida
bem-vinda em um carro de motor central, pois dispensava uma longa
tubulação hidráulica entre o sistema e o propulsor. Os freios vinham com
sistema antitravamento (ABS) opcional e as rodas de alumínio, ainda de
14 pol, usavam pneus diferentes na frente (195/60) e na traseira
(205/60). O motor aspirado podia vir também com uma caixa automática de
quatro marchas.
A primeira avaliação da Popular Mechanics com o novo MR2
"não poderia ser mais entusiástica. Um pouco mais de 'pegada' ajudaria a
versão Turbo em curvas realmente rápidas, mas para a maioria dos
motoristas o pacote básico é de primeira linha. Explorando os limites em
alta velocidade ou apenas cruzando uma autoestrada, ele é
impressionante. Os preços estão bem além do nível de carros esporte de
entrada, mas é assim também o novo MR2".
Já
na Inglaterra, a revista Car fazia críticas severas à
fórmula seguida pelos japoneses: "Como o novo MR2, mais bonito, rápido e
menos intimidador que o antigo, é um passo para trás? Na tentativa de
lhe dar uma aceitação mais ampla, a Toyota fez seu carro de motor
central estéril demais. Ele não tem o mesmo comportamento do anterior.
Tem todos os vícios inevitáveis de um carro de motor central (cabine
apertada, maior nível de ruído interno, complexidade mecânica), mas não
sua maior virtude".
Segundo os britânicos, "ele perde seu equilíbrio em velocidade. Seu
subesterço controlável transforma-se bruscamente em uma derrapagem de
traseira difícil de controlar. Eu nunca rodei na pista tantas vezes, em
um carro de rua, como nesse teste". Apesar da perda em estabilidade, ele
mereceu elogios pela posição de dirigir "excelente" e o bom desempenho:
"Graças à potência adicional, o novo MR2 é notavelmente mais rápido que
o antigo no circuito de teste, e isso lhe dá uma clara liderança em
desempenho sobre todos os 'hot hatches'. É também muito mais rápido que
o Mazda MX5".
Garoto corredor
Uma reforma parcial do
esportivo era apresentada para 1992. Se na aparência as novidades se
limitavam ao para-choque dianteiro e às rodas de 15 pol, com pneus 195/55 à frente e 225/50 atrás, a mecânica foi alvo de
diversas intervenções. O motor 2,2 aspirado passava a ter 135 cv e o com
turbo, que dotava as versões GT e GT-S, crescia para 240 cv e 31 m.kgf
— só
no mercado
japonês. Modificações na suspensão buscavam melhor geometria nas curvas
e deixavam-no 1 cm mais baixo. O Turbo vinha ainda com câmbio
manual evoluído, opção de diferencial
autobloqueante e freios maiores.
O novo MR2 Turbo encarou "gente grande" no comparativo da Popular
Science, que incluiu o
Chevrolet Corvette LT1, o Mazda RX-7 Turbo e o
Porsche 968. Se em aceleração (de 0
a 96 em 6,7 segundos) e frenagem o Toyota ficou em último, deu o troco
nas provas de estabilidade: "Dirigir o MR2 em um bom pedaço de estrada
desperta seu 'garoto corredor', em parte porque ele é o único carro do
teste com um arranjo exótico: motor central, tração traseira e 57% do
peso sobre as rodas motrizes. É muita diversão pelo dinheiro", descrevia
a revista.
Mais
novidades apareciam no modelo 1994. Na aparência havia outras lanternas traseiras, aerofólio
mais alto, painel
(agora com bolsa inflável também para o passageiro) e volante
redesenhados; os carros
com turbo vinham sempre com o teto T-Top.
Continua
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