As alterações externas de 1992 eram poucas, como as rodas de 15 pol, mas o MR2 ganhava motor turbo de 240 cv e suspensão revista

Comparado pela imprensa a esportivos mais potentes e caros, o Toyota saía-se bem, tendo como trunfos estabilidade e rapidez de respostas

Lanternas, aerofólio e painel eram redesenhados em 1994; os ingleses recebiam dois anos depois a edição especial de 10 anos (carro prata)

Câmbio e suspensão não tinham grandes alterações, mas a direção ganhava assistência eletroidráulica — medida bem-vinda em um carro de motor central, pois dispensava uma longa tubulação hidráulica entre o sistema e o propulsor. Os freios vinham com sistema antitravamento (ABS) opcional e as rodas de alumínio, ainda de 14 pol, usavam pneus diferentes na frente (195/60) e na traseira (205/60). O motor aspirado podia vir também com uma caixa automática de quatro marchas.

A primeira avaliação da Popular Mechanics com o novo MR2 "não poderia ser mais entusiástica. Um pouco mais de 'pegada' ajudaria a versão Turbo em curvas realmente rápidas, mas para a maioria dos motoristas o pacote básico é de primeira linha. Explorando os limites em alta velocidade ou apenas cruzando uma autoestrada, ele é impressionante. Os preços estão bem além do nível de carros esporte de entrada, mas é assim também o novo MR2".

Já na Inglaterra, a revista Car  fazia críticas severas à fórmula seguida pelos japoneses: "Como o novo MR2, mais bonito, rápido e menos intimidador que o antigo, é um passo para trás? Na tentativa de lhe dar uma aceitação mais ampla, a Toyota fez seu carro de motor central estéril demais. Ele não tem o mesmo comportamento do anterior. Tem todos os vícios inevitáveis de um carro de motor central (cabine apertada, maior nível de ruído interno, complexidade mecânica), mas não sua maior virtude".

Segundo os britânicos, "ele perde seu equilíbrio em velocidade. Seu subesterço controlável transforma-se bruscamente em uma derrapagem de traseira difícil de controlar. Eu nunca rodei na pista tantas vezes, em um carro de rua, como nesse teste". Apesar da perda em estabilidade, ele mereceu elogios pela posição de dirigir "excelente" e o bom desempenho: "Graças à potência adicional, o novo MR2 é notavelmente mais rápido que o antigo no circuito de teste, e isso lhe dá uma clara liderança em desempenho sobre todos os 'hot hatches'. É também muito mais rápido que o Mazda MX5".

Garoto corredor  
Uma reforma parcial do esportivo era apresentada para 1992. Se na aparência as novidades se limitavam ao para-choque dianteiro e às rodas de 15 pol, com pneus 195/55 à frente e 225/50 atrás, a mecânica foi alvo de diversas intervenções. O motor 2,2 aspirado passava a ter 135 cv e o com turbo, que dotava as versões GT e GT-S, crescia para 240 cv e 31 m.kgf — só no mercado japonês. Modificações na suspensão buscavam melhor geometria nas curvas e deixavam-no 1 cm mais baixo. O Turbo vinha ainda com câmbio manual evoluído, opção de diferencial autobloqueante e freios maiores.

O novo MR2 Turbo encarou "gente grande" no comparativo da Popular Science, que incluiu o Chevrolet Corvette LT1, o Mazda RX-7 Turbo e o Porsche 968. Se em aceleração (de 0 a 96 em 6,7 segundos) e frenagem o Toyota ficou em último, deu o troco nas provas de estabilidade: "Dirigir o MR2 em um bom pedaço de estrada desperta seu 'garoto corredor', em parte porque ele é o único carro do teste com um arranjo exótico: motor central, tração traseira e 57% do peso sobre as rodas motrizes. É muita diversão pelo dinheiro", descrevia a revista.

Mais novidades apareciam no modelo 1994. Na aparência havia outras lanternas traseiras, aerofólio mais alto, painel (agora com bolsa inflável também para o passageiro) e volante redesenhados; os carros com turbo vinham sempre com o teto T-Top. Continua

Os especiais

Modificações foram desenvolvidas para o MR2 em diferentes países. A segunda geração tornava-se um TRD 2000 GT pelas mãos da Toyota Racing Development. Lançado em 1998, o pacote envolvia alterações na carroceria, bitolas e rodas mais largas, motor preparado e suspensão revista.

No Salão de Genebra de 2001, o estúdio italiano Zagato apresentou o Toyota VM 180, um MR2 de terceira geração todo reestilizado — de maneira um tanto discutível, aliás. A carroceria recebia painéis de compósito sobre as formas originais. No Japão, uma pequena série foi produzida.

A própria Toyota apresentou, também em 2001, o Street Affair, um MR2 com linhas mais esportivas na carroceria de plástico e fibra de vidro, inspiradas nos carros de Fórmula 1. O motor 1,8 recebeu turbo e passou a 258 cv, para acelerá-lo de 0 a 100 em 6 segundos. Outras alterações eram a suspensão 30 mm mais baixa, rodas de 19 pol, volante sem a parte superior — outra inspiração da F-1 — e câmera traseira que mostrava imagens no painel, pois não havia retrovisores.

A Veilside, especializada em esportivos japoneses, elaborou para a terceira geração um pacote visual com frente alongada — inspirada no Celica da época —, saídas de ar no capô, carroceria mais larga e aerofólio traseiro. Na Inglaterra, a Japspeed oferece ampla gama de preparação para o modelo, com conjunto de turbo e resfriador de ar, escapamentos e coletores, freios mais potentes e barras de amarração para as torres das suspensões.

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