|


Após unidades idênticas ao Lotus (em
cima), a Steel Brothers elaborou esse novo desenho, mas o projeto
foi encerrado depois do protótipo


Foi pela Caterham que o carro
chegou a nossos dias; a versão Classic (acima) mantém as linhas
clássicas e ainda usa o motor Rover 1,4-litro |
A
empresa então vendeu os direitos de produção para duas empresas: a
inglesa Caterham, uma tradicional concessionária Lotus em Caterham,
Surrey que por algum tempo foi responsável pela montagem oficial dos
carros, e a neozelandesa Steel Brothers.
O contrato previa que os carros não poderiam ser vendidos com a marca
Lotus. No entanto, 12 Sevens com a marca oficial ainda surgiram
em 1983, feitos na África do Sul sob licença por uma empresa local. Foram pintados com a cor dos cigarros JPS,
John Player Special, patrocinadores da Lotus na Fórmula 1 à época. Com a
morte de Chapman, a licença foi encerrada e o nome dos carros
sul-africanos foi alterado para Birkin.
O Seven
renascia
A Steel Brothers, após
o término do estoque de motores comprados, resolveu adotar o novo motor
Lotus 907 no carro e aproveitou para atualizar suas linhas, que ficaram
mais retas. Mas o projeto morreu após a construção do protótipo devido a
alterações na legislação local. A Caterham começou montando o Series IV
até 1974. Depois, reverteu a produção para uma versão atualizada do
Series III. O carro foi evoluindo com o tempo e recebeu em 1985 a caixa
de cinco marchas do Ford Sierra como
padrão, além da opção de eixo traseiro em sistema
De Dion e motor Ford Cosworth 1,6. Três
anos depois os freios traseiros passaram a ser a disco.
Ainda em 1988 surgia a versão HPC, com motor Cosworth de 1,7 litro.
Devido ao desempenho brutal, não era vendida a menores de 25 anos a
menos que eles fizessem um teste de pilotagem. No ano seguinte um
Caterham conseguia passar pelo teste de colisão e surgia a versão
especial Prisoner, réplica do carro que participou no seriado homônimo,
com um característico bico amarelo. A versão HPC aparecia em 1990 com
motor Vauxhall — subsidiária inglesa da General Motors — de 175 cv. Mais
um ano e o motor padrão da marca passava a ser Rover série K no lugar de Ford,
com potência entre 105 e 128 cv. A versão Classic usa-o até hoje.
O piloto Jonathan Palmer estabelecia em 1992 um novo recorde mundial de
aceleração para carros de rua, pilotando um Caterham modificado, com o
qual alcançou o tempo de 3,46 segundos para ir de 0 a 96 km/h. Como
comemoração era lançada a edição especial JPE, com motor Vauxhall de 2,0
litros e 250 cv. Três anos depois, novo patamar para a marca ao equipar
seus carros com a própria caixa de câmbio, de seis marchas. Em 1996
surgiam as versões Superlight, mais esportivas, em que o para-brisa era
substituído por defletores de ar, e no ano seguinte os carros com motor
Vauxhall, identificados com as letras VX.
Três anos depois aparecia o chassi SV, mais longo, largo e alto, para
melhor acomodar ocupantes maiores, produzido em paralelo com o chassi
anterior. Em 2002 o Superlight R500 estabelecia novo recorde mundial
para ir de 0 a 161 km/h e daí parar novamente, com um tempo de 11,44
segundos. Mais dois anos e aparecia o chassi CSR, com dimensões
semelhantes às do SV, suspensão traseira
independente, painel curvo e motores Ford Duratec com preparação Cosworth, de 200 e 260 cv.
Com isso, a Caterham passava a oferecer três linhas de chassi: a Classic, básica, apenas com o
essencial; a Roadsport, mais prática, com o eixo De Dion; e a já citada
Superlight, com diferentes (e potentes) motores nas versões R300, R400 e R500.
Continua
|