Projeto independente da Holden, o Commodore de quarta geração ou VE exibia formas imponentes, com maior entre-eixos e impressão de solidez

Havia sete versões com motores V6 e V8, sendo a de entrada chamada de Omega; em 2008 a perua (agora Sportagon) seguia a reformulação

A esportividade estava em alta: as versões SV6, SS e SS V (das fotos) tinham adereços externos, interior chamativo e suspensão mais firme

A última evolução da terceira geração, a VZ, estreava em 2004. Se na aparência as modificações eram discretas — grade, para-choques e alguns detalhes —, sob o capô vinha um novo e moderno motor V6 de 3,6 litros com bloco e cabeçotes de alumínio, o Alloytec, para substituir o decano 3,8-litros de origem Buick. Oferecido em versões de 235 e 250 cv, ele trazia um novo comportamento ao sedã com sua aptidão para alcançar altas rotações. O câmbio automático passava a ter cinco marchas e, em versões como a SV6, havia um manual de seis.

Novos limites de emissões em 2006 exigiram que o V8 também passasse por aprimoramentos. O de 5,7 litros deu lugar ao de 6,0 litros da chamada quarta geração da GM dos EUA, embora a unidade para a Austrália fosse simplificada, sem variação de tempo de válvulas ou desligamento seletivo de cilindros. Mesmo assim, com 367 cv e 54 m.kgf, deixava o anterior bem para trás em desempenho e estava mais eficiente. Vinham também novidades em segurança como controle eletrônico de estabilidade e tração e assistência adicional de freios em emergência.

Perfil mais esportivo   Ao contrário das três primeiras gerações, que derivavam de alguma forma dos projetos da Opel alemã, o quarto Commodore — série VE — foi desenvolvido com exclusividade pela Holden. A razão é que desde 2003 os alemães não mais produziam o Omega ou um sucessor para ele com a clássica tração traseira, preferindo se limitar ao Vectra, ao Signum (um hatchback de grandes dimensões) e, mais tarde, ao Insignia, todos com tração dianteira.

Quando o VE foi apresentado, em julho de 2006, o resultado impressionou bem. Suas linhas estavam mais encorpadas, com distância entre eixos ampliada em 126 mm, menor comprimento e formas que transmitiam robustez e certa esportividade. Havia muitos pontos em comum com o conceito Torana TT36, de 2004, embora o estudo fosse de um hatch e não de um sedã. Saídas de ar atrás das rodas dianteiras davam um toque apimentado. No interior, de linhas tradicionais, havia novidades como interface Bluetooth, toca-DVDs com monitor de teto e conexão para MP3 portátil e sensores de estacionamento à frente e atrás.

A gama de sete versões começava por uma inédita chamada Omega, disponível apenas com o motor V6 de 3,6 litros de 245 cv e câmbio automático de quatro marchas. No Calais o V6 tinha 20 cv a mais e a caixa era de cinco marchas, com possibilidade de mudanças manuais. As outras opções, em ordem ascendente, eram Berlina (motor e câmbio iguais aos do Omega, mas com opção pelo V8 de 6,0 litros e 367 cv e pela caixa automática de cinco marchas), SV6 (265 cv, manual de seis ou automático de cinco), SS (V8 de 367 cv, manual ou automático de seis), SS V (mesma mecânica) e Calais V.

O último, como o Calais básico, podia vir com o V6 ou o V8, neste caso com câmbio automático de seis marchas. Os SS traziam decoração esportiva por fora (rodas maiores, defletores, aerofólio) e por dentro, com bancos envolventes e cores vivas. Todos os motores ganhavam potência, de modo que o V8 se tornava o mais vigoroso já oferecido em um Holden, salvo as versões preparadas da HSV. Mais tarde vinha um V6 movido a gás natural.

Em outros mercados
Se há muito tempo a Holden aplica seu logotipo a modelos que a General Motors desenvolve em outras regiões do globo — seja pela alemã Opel ou pela Chevrolet sul-coreana —, automóveis da marca australiana também ganharam outros emblemas para serem vendidos em mercados de exportação.

Entre 1994 e 1997, o sedã da série VS foi oferecido na Malásia e em Singapura com o curioso nome de Opel Calais. Como a marca alemã da GM já não produzia mais o Senator e estava remodelando o Omega (em 1994), o envio do modelo australiano parece ter sido considerado mais viável, seja pelo fator custo, seja pela facilidade de contar com o volante do lado direito.

No Calais a frente era a mesma do Statesman, diferente da usada no Commodore, e o motor de seis cilindros em linha e 2,6 litros vinha da Opel. Uma série final com o V6 alemão de 2,5 litros do segundo Omega foi produzida, mas não chegou a Cingapura por causa da crise econômica asiática. Os carros foram então vendidos na Nova Zelândia como Commodore Royale.

A difusão internacional do Holden ampliou-se em 1998, quando a geração VT chegou a países do Oriente Médio, ao sudeste asiático e à África do Sul como Chevrolet Lumina, denominação à época ainda usada nos Estados Unidos em um modelo bem diferente. O modelo da foto superior é de 2004.

No Brasil o carro fez sua estreia no mesmo ano como Chevrolet Omega, para aproveitar a boa imagem do automóvel de origem Opel que havia sido produzido aqui por seis anos desde 1992. Ao contrário do brasileiro, porém, aqueles mercados ganharam versões com motor V8. Os carros para os sul-africanos mantinham o volante do lado direito, enquanto outros países exigiam sua recolocação do lado esquerdo.

O cupê Monaro, lançado pela Holden em 2001, foi vendido naqueles mercados como Lumina Coupe. E chegou também aos EUA, em 2004, com o pomposo nome de Pontiac GTO — que 40 anos antes havia denominado um carro esporte, considerado o primeiro dos "musculosos" norte-americanos. A adaptação às normas locais de segurança exigiu até nova posição para o tanque de combustível.

Vendido apenas com motor V8 de 5,7 litros e 354 cv (mais tarde, 6,0 litros e 400 cv) e com câmbio manual ou automático, o GTO (foto no centro) não teve aceitação à altura de seu desempenho, talvez pelo estilo considerado impessoal por muitos. Deixou aquele mercado em 2006.

Com o lançamento da geração VE, também em 2006, um novo Lumina chegou ao Oriente Médio (onde as vendas cessaram em 2011) e à África do Sul com motores V6 3,6 e V8 6,0, enquanto o Omega foi renovado no Brasil em 2007, apenas com o V6 3,6 (mais tarde trocado pelo de 3,0 litros com injeção direta).

E uma nova tentativa nos EUA foi feita com o Pontiac G8 (foto inferior), um quatro-portas vendido lá com motores de 3,6, 6,0 e 6,2 litros entre 2008 e 2009. A GM tinha planos de importar da Austrália também a perua e o picape da linha, mas a extinção da marca Pontiac pôs fim a todo o projeto.

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