


A edição Redline do
SS V mostra o painel central redesenhado com tela multifunção;
embaixo o Omega V6, que ganhou injeção direta no motor |
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Em
segurança, toda a linha passava a trazer controle de estabilidade de
série e cortinas infláveis eram opcionais. A perua Sportwagon
acompanhava a evolução em julho de 2008. Na avaliação do Best Cars
com o Omega V6, a comodidade permanecia em alta: "Bancos muito
confortáveis, que têm ajuste elétrico integral e, no do motorista, três
memórias. O carro vem com duas chaves personalizadas: assim que é
destravado, assume todas as configurações previamente escolhidas por
aquele motorista, do ar-condicionado ao temporizador dos faróis. O banco
traseiro traz espaço abundante para três adultos".
Houve prejuízo ao desempenho pelo aumento de peso em 13%, de 1.569 para
1.770 kg: a aceleração de 0 a 100 km/h piorou de 7,5 para 8,1 segundos.
Mesmo assim, para nós, o carro "agradou pela suavidade com que entrega
elevada potência e pela serenidade com que trafega por volta de 200
km/h. O som do motor está mais encorpado ao acelerar a fundo. A
calibração de chassi comprovou excelência: lida muito bem com as
irregularidades do piso sem prejuízo do conforto. Na sequência de
curvas, transmitiu confiança como se fosse um sedã alemão de alta
estirpe. Tudo somado, o Omega mostra fortes atributos para conquistar
novos clientes, mais interessados em tecnologia e esportividade. Acima
de tudo, tem relação custo-benefício das melhores".
Já o SS, em teste do site australiano Cars Guide,
mostrou-se válido mesmo em tempos de consciência ambiental: "Apesar de
todas as suas características 'macho' da velha escola, revela-se uma
companhia prática e bem comportada. O SS tem tanta aderência e
equilíbrio que parece muito controlável e roda com o mesmo conforto de
um Calais. Isso deve ter exigido uma longa calibração, mas os
engenheiros parecem ter chegado a uma excelente combinação. Há um jeito
europeu na forma como esses carros se comportam, dando a impressão de
que são menores e deixando o motorista sentir confiança".
Como já era habitual, uma segunda fase do VE aparecia dois anos mais
tarde, em setembro de 2009. O passo mais importante estava nos motores
V6 de 3,0 e 3,6 litros com sistema SIDI (Spark Ignition Direct Injection
ou injeção direta com ignição por
centelha), que ganhavam em eficiência e reduziam consumo e emissões. A
caixa automática das versões mais simples passava a ser de cinco
marchas. Em meados do ano seguinte a Holden adotava o sistema IQ com
monitor central no painel para funções de áudio, navegação e interface
Bluetooth e lançava a edição SS V Redline.
Em comparativo com seu eterno rival Ford Falcon, o Commodore VE II com
motor de 3,0 litros agradou mais ao Cars Guide pela posição
de dirigir e o consumo. "Ambos são carros familiares confortáveis,
espaçosos e capazes, mas o VE II supera o Falcon, como você esperaria,
em termos de equipamentos de conforto e de segurança. Esta última versão
do bem-sucedido Commodore não mudou muito, mas foi aprimorada em algumas
áreas que recebiam críticas", concluiu o site.
Após 34 anos de grande êxito — vários dos quais como o carro mais
vendido na Austrália —, o Holden Commodore enfrenta um desafio: manter a
preferência australiana por automóveis grandes em um cenário mundial de
recessão, que levou o médio Mazda 3 a superá-lo em vendas no país em
2011 depois de cinco anos de liderança. As expectativas para o
lançamento de uma nova geração em 2013, porém, preservam as esperanças
de quem vê nesses carros não apenas símbolos de conforto, desempenho e
prazer em dirigir, mas também da capacidade australiana de tornar ainda
melhor o que os europeus não quiseram mais desenvolver.

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