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Linea: suspensão com bom equilíbrio entre conforto e comportamento

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City: rodar menos confortável e os únicos faróis sem refletores duplos

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Corolla: acerto semelhante ao do Linea, mas não passa bem lombadas

Só o Corolla vem com bolsas infláveis laterais, mas há opção no Linea

Nossa simulação indicou para o Corolla o melhor desempenho geral, seja em velocidade máxima ou aceleração, com os demais em equilíbrio. O importante é que nesse quesito os três se mostram capazes de atender bem às necessidades comuns de uso, caso da aceleração de 0 a 100 km/h entre 10,6 e 11,7 segundos. Em retomadas o Linea tira vantagem pelo maior torque, enquanto o City faz sua contrapartida no menor consumo em todas as condições de uso, ainda que a vantagem seja discreta. Veja os resultados e a análise detalhada.

A Honda optou por um escalonamento de câmbio típico de carro esportivo — o que o City não é —, com relações próximas entre si e quinta marcha curta. Resultado: a 120 km/h já são 3.900 rpm e o nível de ruído vai bem além do que seria normal em um carro de sua faixa de preço. É lamentável que, depois de adotar agradáveis marchas longas tanto no manual do Civic 1,8 quanto nos diversos automáticos, o fabricante volte a insistir em câmbios curtos, como nos tristes tempos da geração passada do Civic. Uma revisão nesse quesito seria muito oportuna. No Linea e sobretudo no Corolla, o câmbio mais longo traz rotação e ruído mais contidos no uso rodoviário.

Relações à parte, a Honda é uma das referências brasileiras em comando de câmbio e com o City não é diferente: os engates muito leves e precisos são um convite a seu uso. Nos oponentes o comando é bom, mas não tanto. As duas marcas japonesas dispensam anel-trava para engate da marcha à ré, o que o facilita bastante, enquanto a italiana incluiu esse bloqueio, nada cômodo de usar e redundante, pois a caixa tem trava interna contra engate involuntário.

A assistência de direção é elétrica nos dois carros de origem nipônica, o que favorece a economia de combustível em comparação ao sistema hidráulico da Fiat (apesar de no Grande Punto italiano, do qual se originou o Linea, ser usado o elétrico de dois modos como no Stilo nacional). A do Corolla sobressai entre os três pela grande leveza em baixa velocidade, fácil de obter nos sistemas elétricos; já o peso em alta está correto em todos eles. Bem dimensionados, os freios trazem discos nas quatro rodas, sistema antitravamento (ABS) e distribuição eletrônica entre os eixos nos três modelos, mas não assistência adicional em emergência.

Estes são carros simples e sem refinamentos em projeto de suspensão (saiba mais). O arroz-com-feijão está bem feito no caso do Corolla e do Linea, com rodar confortável e bom comportamento, embora os amortecedores devessem mais macios no começo do curso. No caso do City, a opção por uma calibração de amortecedores bem firme prejudica mais o conforto em favor da estabilidade, que é muito boa mesmo com seus pneus mais estreitos (185/55 R 16 ante 205/55 R 16 dos outros). Transpor lombadas não causa problemas em nenhum deles, mas nas mais rápidas o Toyota produz pancada seca ao fim do curso dos amortecedores, o que deveria ser revisto.

Os faróis de Corolla e Linea, com duplo refletor, são melhores — sobretudo no uso do facho alto — que os de refletor único do City, embora todos usem a mesma tecnologia de superfície complexa. De resto há equilíbrio: faróis de neblina (sem a luz traseira correspondente), repetidores laterais das luzes de direção e luz suplementar de freio equipam os três modelos, mas nenhum traz ajuste elétrico de altura dos faróis. Empate também nos retrovisores, que são convexos nos dois lados em todos eles. A visibilidade permitida pelas carrocerias é prejudicada na dianteira em ângulo, no City e no Linea, pela forma das colunas.

Como equipamentos de série o Corolla traz bolsas infláveis frontais e laterais, contra apenas frontais nos concorrentes. O Linea oferece opção das laterais inferiores e também de cortinas, que encobrem a área lateral de vidros para proteger a cabeça dos ocupantes da frente e de trás, mas no preço da unidade avaliada elas não estão incluídas. O banco traseiro de todos tem cinto de três pontos e encosto de cabeça também para o passageiro central. No entanto, carros familiares como estes deveriam trazer pontos de ancoragem Isofix para cadeira infantil, que evita a incômoda e menos segura amarração pelo cinto de segurança. Continua

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