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Comparativo Completo
Simulação de desempenho
A potência e o torque adicionais do RAV4 faziam esperar melhor desempenho, mas o tamanho dessa vantagem era algo a ser definido pela simulação desenvolvida para o Best Cars pelo consultor Iran Cartaxo.

Ao fim da análise, a impressão foi de vantagem sutil, e por alguns motivos. Em velocidade máxima o Toyota foi 6 km/h além, mostrando cálculo exato de terceira marcha para esse fim (chegou às 6.000 rpm da potência máxima), enquanto o CR-V superou o pico de potência em 200 rpm, também em terceira.

Terceira? Sim: apesar de ter cinco marchas, o Honda usa um câmbio tão longo que obtém menor velocidade em quarta (181 km/h) e em quinta (180), pela impossibilidade de vencer a resistência do ar. O mesmo se aplica à quarta da Toyota, que não consegue passar de 187 km/h. Como curiosidade, se houvesse potência para levar seu motor até o limite de giros (cerca de 6.750 rpm), a quinta marcha do CR-V produziria 348 km/h! Ferraris e Porsches, vem aí um utilitário esporte...

A caixa longa dá vantagem ao Honda na rotação a 120 km/h, mais baixa em 450 rpm, mas também explica por que ele reduz marchas com tanta frequência quando há aclives no trajeto em rodovia. A tal velocidade o Toyota consome 2 cv a mais em função de sua maior área frontal. Nessa condição não há prejuízo ao CR-V pela tração integral, que opera apenas quando as rodas dianteiras perdem aderência.

Acelerações e retomadas indicaram vantagem do RAV4, mas não por larga margem. De 0 a 100 km/h ele foi 1,3 segundo mais rápido e de 80 a 120, com reduções automáticas de marcha, 1 s mais ágil. De modo geral são carros de desempenho discreto.

Onde o Honda se mostrou bem superior foi em consumo, ajudado pelo motor de menor cilindrada, o câmbio mais longo e a aerodinâmica pouco melhor (e apesar de pesar um pouco mais por causa da tração integral). No ciclo rodoviário, mostrou que pode rodar 27% mais com o mesmo litro de gasolina, o que representa também vantagem expressiva em autonomia.
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  CR-V RAV4
Velocidade máxima 182,3 km/h 188,6 km/h
Regime à velocidade máxima e marcha 6.700 rpm / 3ª. 6.000 rpm / 3ª.
Regime a 120 km/h e marcha 2.300 rpm / 5ª. 2.750 rpm / 4ª.
Potência consumida a 120 km/h 36 cv 38 cv
Aceleração de 0 a 100 km/h 13,7 s 12,4 s
Aceleração de 0 a 400 m 19,5 s 18,6 s
Aceleração de 0 a 1.000 m 34,4 s 33,7 s
Retomada de 80 a 120 km/h em 5ª. 8,5 s 7,5 s
Retomada de 60 a 100 km/h em 3ª. 7,3 s 7,1 s
Consumo em cidade 10,6 km/l 7,0 km/l
Consumo em estrada 13,6 km/l 10,7 km/l
Autonomia em cidade 555 km 376 km
Autonomia em estrada 710 km 576 km
Melhores resultados em negrito; conheça o simulador e os ciclos de consumo

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São carros de desempenho mediano, um pouco melhor no RAV4 (à direita) em qualquer condição, mas o CR-V mostrou consumo bem mais baixo
 
 
Comentário técnico
O novo CR-V usa, como as duas gerações anteriores, um motor de 2,0 litros da família R da Honda em vez do 2,4 da linha K, que o equipa no México e nos EUA. A gama R, que inclui o 1,8-litro do Civic, equipa também o Accord trazido ao Brasil e tem características modernas como as do motor do RAV4, caso do bloco de alumínio, das quatro válvulas por cilindro e da variação das válvulas. O sistema do Honda, porém, é mais elaborado e afeta tanto o tempo de abertura (o que também acontece no Toyota) quando seu levantamento.

Em condições normais de aderência, apenas as rodas dianteiras do CR-V são tracionadas. Uma vez que os sensores percebam que sua rotação está maior que a das traseiras, um acoplamento é feito para que as quatro sejam acionadas ou até mesmo que as de trás recebam 100% do torque — tudo sem qualquer intervenção do motorista ou informação a ele. É um bom sistema para um carro familiar com certa vocação para sair do asfalto, mas não constitui um verdadeiro fora-de-estrada. O manual do carro adverte que, se a transmissão à traseira for muito exigida (em atoleiro, por exemplo), poderá se desativar para evitar danos ao sistema, deixando o carro com tração apenas na frente.

Apenas nesta versão, o CR-V traz um recurso chamado Motion Adaptive Electric Power Steering (MA-EPS) ou direção com assistência elétrica adaptável ao movimento. Integrado ao controle eletrônico de estabilidade, o sistema interfere na assistência de direção de forma a conduzir o motorista ao procedimento mais adequado em situações críticas. Como exemplo, em uma manobra rápida de desvio para a direita, se o condutor mover o volante em excesso a ponto de desestabilizar o carro, a direção ficará mais pesada para a direita, com o fim de evitar novo movimento para esse lado e estimular que retorne um pouco para a esquerda.
Dados dos fabricantes
Não disponíveis

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