Os
dois modelos usam motores de famílias diferentes. O E-Torq do
Palio é um projeto de concepção simples originário da Tritec
(antiga associação entre BMW e Chrysler, com fábrica em Campo
Largo, PR) que a FPT, Fiat Powertrain Technologies, assumiu e
aperfeiçoou depois de comprar a empresa. Ele tem a peculiaridade
de usar uma só árvore de comando de válvulas tanto para admissão
quanto para escapamento — o arranjo mais comum é de uma árvore
para cada função em motores de quatro válvulas por cilindro como
esse. Incomum em um motor Fiat é o uso de corrente metálica para
levar movimento ao comando, em vez da habitual correia dentada.
Já
no 500 vem um motor baseado na linha Fire, mas com duplo
comando, quatro válvulas por cilindro e uma primazia entre os
Fiats vendidos no Brasil: a tecnologia MultiAir. Como no sistema
Valvetronic usado há cerca de 10 anos pela BMW,
a borboleta de aceleração deixa de ser responsável por definir a
quantidade de mistura ar-combustível admitida, conforme a
posição do pedal de acelerador. Esse papel cabe então ao próprio
acionamento das válvulas de admissão por meio eletro-hidráulico.
O
MultiAir conta com um módulo integrado ao cabeçote que recebe
óleo sob pressão, proveniente de uma bomba posicionada no
próprio comando de válvulas. A abertura das válvulas de admissão
pode ser fixa (em regime de potência máxima) ou variável (em
baixas cargas, isto é, aberturas de acelerador, e/ou baixas e
médias rotações). Conforme o que a central eletrônica do motor
determinar, o módulo MultiAir pode operar em quatro modos: Full
Lift (máxima abertura das válvulas), Early Valve Closing
(fechamento antecipado das válvulas), Late Valve Opening
(abertura atrasada das válvulas) e Multi Lift (levantamento
variável).
E por que
não usar a borboleta de aceleração para esse fim? Porque tal componente
causa as chamadas perdas por bombeamento quando o acelerador é
usado em qualquer posição que não a de total abertura. Com tais
perdas (as mesmas que provocam o efeito de retenção conhecido
por freio-motor quando o acelerador é fechado, o que continua a
ocorrer no MultiAir), o motor trabalha
com menor eficiência com pouca abertura de acelerador. O uso das válvulas de admissão
resulta em menores consumo e emissões poluentes nessas
condições.
Nenhum
dos motores é realmente bom em
relação r/l. No Palio ela é de 0,316, e no 500, de 0,325,
sendo ideal não superar 0,3 para um funcionamento suave e
eficiente.
Em
qualquer de suas versões, o 500 traz a função Sport. Acionada
por um botão no painel, ela reduz a assistência (elétrica) da
direção para deixá-la mais firme e adota um mapeamento diferente
para o motor, que prioriza o desempenho. Caso o carro tenha
câmbio automatizado Dualogic (versão Cult) ou automático
(versões Lounge e Sport), também a operação da caixa é afetada,
passando a trocar marchas em rotações mais altas e a fazer
acoplamentos mais rápidos.
Outra
novidade do 500 no Brasil é o Eco:Drive, sistema vinculado à
interface Blue & Me. O aplicativo analisa a forma de condução do
motorista e converte todas as informações em gráficos simples,
que analisam desempenho, consumo de combustível e nível de gás
carbônico (CO2) emitido, além de prever quanto se pode
economizar ao se seguir as dicas do sistema. O Eco:Drive coleta
os dados da rota do condutor de duas formas: por um pendrive
inserido na porta USB ou por um telefone do tipo smartphone. As
informações podem ser vistas no telefone ou descarregadas no
website Eco:Drive. |
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Molas e amortecedores mais
firmes e pneus de perfil baixo (sobretudo no 500) deixam esses carros
muito estáveis, mas sacrificam o conforto |
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