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A grafia dos instrumentos é nova no Focus, cujo painel tem desenho prático e elaborado; a capacidade de bagagem de 350 litros supera por pouco a do oponente

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O interior do Golf também mudou pouco, só o volante e os instrumentos; o computador de bordo é de série

O quadro de instrumentos tem novo aspecto em ambos, mas a VW caprichou mais ao inserir molduras que simulam alumínio e adotou de série o computador de bordo, que inclui duas medições e informa consumo em km/l, mas estranhamente não traz autonomia. A Ford só estendeu ao Focus 1,6 a grafia já usada desde 2005 nas versões 2,0, com uma decoração branca sobre preto que desaparece à noite. Sua iluminação em verde, porém, permite melhor leitura que a vermelha e azul do Golf. Há outro inconveniente neste último: com a exagerada graduação até 260 km/h, o velocímetro ficou com espaços de 20 km/h a partir dos 100, o que diminui a precisão ao controlar a velocidade em viagem.

Os dois oferecem sistema de áudio (de série apenas no Focus) com painel amplo e comandos fáceis de usar, mas não se compreende a insistência da Ford em deixar sem MP3 parte de sua linha — neste caso só equipa o Ghia. É decepcionante que o aparelho incluído no preço do GLX ignore uma tecnologia tão disseminada e longe de ser cara. Seria melhor que fosse opcional, para dar opção de montagem da versão com MP3 em concessionária. O Golf pode vir com controle automático do ar-condicionado (também restrito à versão de topo do Focus), mas a posição dos comandos é baixa demais, uma falha antiga que bem poderia ter sido corrigida agora.

O controle elétrico dos vidros tem função um-toque e sensor antiesmagamento nas quatro janelas do Ford e só nas dianteiras do VW. Em ambos há temporizador e é possível fechá-los e abri-los de fora, pelo controle remoto no Focus e pela fechadura no Golf (em que inclui o fechamento do teto solar). Outros itens em comum são iluminação nos espelhos dos pára-sóis de motorista e passageiro, alarme com proteção por ultra-som, faixa degradê no pára-brisa e luzes de leitura à frente e atrás.

Como se espera pelo preço superior, o Sportline tem vários recursos que o concorrente não traz: retrovisor interno fotocrômico, limpador de pára-brisa automático, sensor auxiliar de estacionamento traseiro, sistema viva-voz Bluetooth para celular, alça para destravar o capô e mola a gás para mantê-lo aberto, luzes de cortesia nas portas dianteiras, porta-óculos no teto, apoio de braço na frente, abertura interna do tanque de combustível e opção de teto solar com comando elétrico. O Focus só o supera pelo aviso de porta mal fechada e as bolsas nos encostos dianteiros.

O espaço na parte dianteira é amplo nos dois, embora não chegue ao patamar de Stilo e Peugeot 307, que são mais altos. Atrás, o Golf é mais limitado na acomodação das pernas, em função da menor distância entre eixos da categoria, mas há equilíbrio em altura e largura, assim como no conforto apenas relativo do passageiro central. E o compartimento de bagagem não é dos maiores nestes modelos: 350 litros no Focus e 330 no Golf, ambos com banco bipartido. O estepe, que vem por dentro, acompanha os demais pneus em medida, mas usa roda de aço e não de alumínio.

Mecânica, comportamento
e segurança

A receita dos motores é a mesma: 1,6 litro, comando único e duas válvulas por cilindro com acionamento por alavanca roletada (saiba mais sobre técnica). Mas a Ford usa taxa de compressão bem mais alta, o que explica sua vantagem em potência e torque: com álcool são 113 cv e 16 m.kgf, ante 103 cv e 14,5 m.kgf do VW. Com gasolina a diferença diminui, mas a vantagem permanece. Continua

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