


Mais leve e com câmbio longo,
a Citroën obtém melhor aceleração e menor consumo em estrada; os faróis
usam refletor único



Com o mesmo motor e aerodinâmica
mais favorável, a Peugeot é mais veloz e gasta menos na cidade. E tem
refletores duplos |
A 307 é mais veloz,
econômica na cidade e tem melhores retomadas, enquanto a Picasso acelera
mais rápido e consome menos na estrada, de acordo com a simulação
exclusiva do BCWS (veja números e
análise detalhada).
O câmbio da Peugeot é leve e agradável de usar; o da Citroën, nem tanto,
em função da alavanca curta e fixada em um console
inclinado — ainda assim é melhor que a de Meriva e Zafira,
onde fica muito baixa. O modelo 2004 ganhou uma alavanca mais pesada
para facilitar os engates, mas o efeito que mais se nota é o peso com
que "cai" no ponto-morto. A favor de ambas, o engate simples e direto da
ré, como se fosse uma sexta marcha.
As suspensões traseiras são diferentes em conceito. A da Picasso a mais
moderna, com rodas independentes (saiba
mais), só que é difícil para uma minivan, mesmo com o bom trabalho
realizado, repetir o comportamento dinâmico de uma perua bem resolvida
como a SW. Quem prioriza esse fator não precisa analisar mais nada.
O rodar da Picasso é mais macio, questão de calibração, e ambas são algo ruidosas sobre piso irregular,
o que a PSA precisa aprimorar. A
307 é melhor ao transpor lombadas por não haver ruído na distensão —
embora a Picasso também tenha
batente hidráulico a fim de evitá-lo.
Em termos de freios há equilíbrio, com sistema antitravamento (ABS) de
série e assistência adicional de frenagem
apenas na SW; as direções são leves e precisas.
Com colunas dianteiras largas e avançadas, a Peugeot não é expoente em visibilidade, mas está muito melhor que a Citroën, com
colunas duplas (comuns em minivans, pois a dianteira fica muito à
frente para servir como recorte da porta) e em posição crítica. Ao lado
da Meriva, a Picasso é o pior veículo que já dirigimos nesse quesito,
impondo grandes pontos cegos, sobretudo à esquerda.
A 307 também leva vantagem em dois itens de
segurança ativa: o retrovisor esquerdo
é biconvexo em vez de apenas convexo e
os faróis têm duplo refletor (a
Picasso é a única minivan nacional sem esse recurso). No restante,
equilíbrio: as duas vêm de série com faróis de neblina e luz traseira de
mesmo fim, repetidores de luzes de direção nos pára-lamas, terceira luz
de freio e ajuste elétrico do facho dos faróis, que são de
superfície complexa.
Em segurança passiva, a Picasso dá o troco com as bolsas infláveis
laterais inferiores de série, não disponíveis na 307. As frontais
estão incluídas em ambas, com opção de desligar a do passageiro na
Peugeot, embora o manual da Citroën ainda preveja esse comando em um
lugar onde não existe mais. Nas duas, os cinco ocupantes dispõem de
encostos de cabeça e cintos de três pontos retráteis, mesmo no caso de reposicionamento dos bancos da SW.
Continua
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