Com o mesmo motor, qual
delas tem melhor desempenho e menor consumo? Mais uma tarefa
para o Simulador
de Desempenho do consultor
Iran Cartaxo esclarecer. Para tornar a análise mais útil,
simulamos tanto a nova Picasso de 138 cv quanto a versão
anterior de 118 cv, de modo a evidenciar ganhos e perdas com a
alteração.
Na velocidade máxima a 307 SW se saiu melhor: 7 km/h a mais que
a nova Picasso e 13 km/h a mais que a antiga. O resultado é
reflexo tanto da melhor aerodinâmica (percebida pelos 2 cv a
menos que ela requer para manter 120 km/h) quanto do equilíbrio
de rotações gerado por suas relações de câmbio.
Como os diferenciais e pneus são diferentes, deve-se comparar o
efeito de cada marcha em km/h por 1.000 rpm (veja
na ficha técnica). A conclusão: a Peugeot tem a primeira e a
segunda mais longas, a terceira igual à da Citroën e a quarta e
quinta mais curtas. |
Enquanto a 307 SW quase
alcança o regime de potência máxima (altas 6.000 rpm) à
velocidade final, a nova Picasso fica 800 rpm abaixo, o que, se
por um lado não contribui para maior velocidade, por outro
garante um regime confortável em viagens. A 120 km/h em quinta,
por exemplo, gira 325 rpm a menos, diferença de 8,7%. Pela
proposta familiar dos veículos, a solução da minivan parece-nos
bem mais adequada.
A Citroën saiu à frente, porém, nas acelerações, em que o menor
peso é decisivo: 0,6 s de vantagem sobre a Peugeot de 0 a 100
km/h, ampliando-a para 1,1 s com o motor mais potente.
Nas retomadas a 307 volta a vencer, assim como no consumo em
cidade, mas na estrada perde por 1,1 km/l para a nova Picasso. A
explicação de ambos os fatos também está nas relações de marcha,
que se mais longas beneficiam o consumo, mas prejudicam as
retomadas sem uso do câmbio. |