


O painel em dois níveis dá um
ar futurista ao Civic e tem ótima leitura; o toca-CDs lê também arquivos
MP3



O Mégane tem um ambiente
tradicional, mas correto; o cartão eletrônico não é vantajoso em relação
à chave |
Visual à parte, o painel do Dynamique traz
computador de bordo, e o do concorrente, não (a versão LXS dispensa até
mesmo o medidor de consumo médio da EXS, que um simples Fit LX tem).
Outra vantagem da marca francesa é incluir limitador e
controlador de velocidade de série,
aliás muito práticos de usar com os botões no volante. Os sistemas de
áudio têm qualidade adequada e, enquanto o do Mégane traz comando
satélite junto ao volante e pode vir com disqueteira para seis CDs no
painel, só o do Civic toca arquivos MP3.
O controle elétrico dos vidros do Renault é superior, com
função um-toque para todos (só no do
motorista do Honda) e sensor antiesmagamento,
além de um temporizador que não se
interrompe quando a porta do motorista é aberta. A posição dos botões
nas portas melhorou muito nesta geração, pois na antiga ficavam baixos
demais e os traseiros vinham no final do console central. Bons recursos
presentes nos dois são aviso geral de porta mal fechada, luz-piloto e
alerta sonoro para atar cinto, pára-brisa com faixa degradê, luz interna
temporizada com apagamento gradual e travamento das portas em movimento.
Detalhes que agradam mais no Mégane: indicador da temperatura externa,
tanque sem tampa rosqueada (basta abrir a portinhola para ter acesso) e
destravado junto das portas (não há razão em ter um comando específico
como no Civic), medição de nível de óleo no painel, regulagem do
temporizador do limpador de pára-brisa, volante revestido de couro e
comutador de faróis de puxar somente, que nunca os acende já em facho
alto.
A favor do Civic há os limpadores de pára-brisa com braços opostos e
ótima área de varredura, destravamento da porta do motorista em separado
(por fora), dois hodômetros parciais, porta-objetos no console que pode
ser convertido em duplo porta-copos, apoio de braço central traseiro (o
dianteiro equipa ambos os carros), maior espaço para objetos e duas
luzes de leitura atrás (só uma central no Mégane).
Os dois modelos são bastante espaçosos à frente. Atrás as pernas ficam
folgadas, mas altura e largura são apenas regulares. O Civic impõe certa
dificuldade de acesso, pelo perfil descendente no teto, e é menos
confortável para o quinto ocupante por causa do apoio de braço embutido
em seu encosto, embora haja o conveniente assoalho plano.
A vantagem mais expressiva do Mégane, até aqui, é certamente a
capacidade do porta-malas: vastos 520 litros ante modestos 340 do Civic,
que tem nesse quesito sua maior imperfeição. O compartimento do segundo
é um tanto baixo (em largura e
profundidade é adequado) e não por culpa do estepe, que nos dois carros tem a mesma medida 205/55-16 — com roda de aço em vez de
alumínio, que seria o ideal.
A tampa do Mégane tem dobradiças
pantográficas e comando no cartão para destravá-la; o Civic só traz esse
controle na chave na versão EXS. Ainda, o LXS economiza em revestimento
e deixa chapas e fios aparentes no lado interno da tampa, inaceitável
nesta categoria. Ambos vêm com banco traseiro bipartido
(60/40).
Mecânica,
comportamento
e segurança
Os dois carros contam
com motores de concepção moderna e dotados de quatro válvulas por
cilindro, mas o do Civic tem duas vantagens: o comando de válvulas
variável i-VTEC (saiba mais sobre
técnica) e a maior cilindrada, 1,8 ante 1,6 litro. A favor do Mégane
há o duplo comando e a flexibilidade em combustível, que está chegando
agora ao concorrente. A comparação de números não deixa dúvidas: o Honda
oferece bem maiores potência (140 contra 110/115 cv) e torque (17,7 ante
15,2/16 m.kgf) — a ordem é sempre gasolina/álcool no caso do Renault.
Continua
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