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Grand Cherokee: estilo imponente e elegante, apesar de já ter sido substituído nos EUA por uma nova geração

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Prado: faróis e lanternas ousados destacam o desenho moderno, em que a altura excessiva afeta a harmonia

Concepção e estilo

As duas marcas têm uma respeitável tradição nesse tipo de veículo. A Jeep foi uma pioneira do gênero, com sua Station Wagon de 1946 (que evoluiria para nossa Rural Willys) e os modelos Wagoneer e Cherokee, lançados em 1962 e 1973, na ordem. O Grand Cherokee, por sua vez, surgiu em 1992 e passou à segunda geração — aqui avaliada — após seis anos. Agora em 2004 foi apresentada a terceira, que deve chegar ao Brasil este ano.

A Toyota não é menos experiente: em 1954 introduzia o Land Cruiser (que deu origem ao Bandeirante brasileiro) e logo após uma versão perua, que evoluiu por décadas até chegar ao atual Prado. A presente geração surgiu em 2001 no mercado internacional.

Em que pese a diferença de idade, ambos impressionam muito bem ao seguir o estilo apreciado por seu público, com boa quantidade de cromados. Agradam no Prado os faróis e lanternas de linhas arrojadas, mas sua altura bem maior o deixa um pouco estranho. A versão trazida ao Brasil vem com o estepe externo, preso à tampa traseira, mas lá fora ele pode vir oculto sob o chassi. Não há informações sobre a aerodinâmica do Toyota; o Jeep tem o Cx que se espera de um veículo desse formato, 0,45.

Conforto e conveniência

O Prado é trazido em versão única, ao passo que o Laredo é o mais simples Grand Cherokee (o outro, Limited, vem só com motor V8 a gasolina). Isso explica em boa parte por que o interior do Toyota impressiona bem melhor aos olhos, a começar pelo agradável acabamento em material denominado Viscotex — espécie de camurça, que não esquenta no calor ou gela no frio como o couro e é muito bonita — e chegando aos apliques que imitam madeira no painel e nas portas.

O Jeep usa um tecido simples e algo áspero, em tom cinza escuro, e os painéis de porta são de uma pobreza inaceitável para sua faixa de preço. Há clara diferença de qualidade de plásticos entre essas peças e o painel, talvez por uma redução de custos posterior ao lançamento. Faltam-lhe também estribos, que o concorrente oferece, pois ambos são bem altos para o acesso de pessoas mais idosas ou crianças (as alças nas colunas, porém, amenizam).

Os dois oferecem boa posição ao motorista, com um banco espaçoso, de ajustes elétricos no Cherokee (exceto o encosto) e manuais no Prado (que inclui apoio lombar elétrico). Estranham-se neste os comandos separados para regular altura e profundidade do volante, fora do padrão. O painel do Jeep inclui voltímetro e manômetro de óleo e sua iluminação em verde-água é interessante, mas o computador de bordo (de teto) perde para o show dado pelo Toyota.

O mostrador no alto do painel do Land Cruiser não só informa os dados atuais, como gera gráficos para mostrar a variação desses dados nas últimas horas. É interessante, por exemplo, ver como a altitude variou entre a cidade e a montanha, como um trecho congestionado afetou a média de velocidade ou, ainda, como o consumo se alterou ao imprimir um ritmo mais forte de viagem. Para completar, a bússola é uma reprodução digital do instrumento real, não uma mera indicação do ponto cardeal à frente. Continua

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